Shannara Chronicles T.2

A aventura de Will está longe de terminar, dado que o regresso do Warlock Lord é eminente, graças aos esforços de Bandon. Uma vez mais, Allanon terá de utilizar toda a sua magia para levar de vencida esta ameaça, contando com a preciosa ajuda do Rei Ander, Eretria, Cogline e Gareth Jax, um caçador de recompensas.

Nesta segunda temporada vamos conhecer mais das Quatro Terras, mais concretamente o reino de Leah, governado pela Rainha Tamlin, que tenta forjar uma aliança com os Elfos. Após a sangrenta batalha pela Ellcrys, os Crimson tornaram-se uma ameaça, liderados pelo General Riga, que abomina a utilização de magia. Em consequência, todos os simpatizantes ou praticantes da arte são perseguidos e eliminados, o que coloca um obstáculo adicional para os nossos heróis.

O ritmo é frenético, com batalhas em Paranor, após Bandon ter raptado Flick, o tio de Will, dando início à libertação do Warlock Lord. Sem colocar spoilers, digamos que Allanon terá uma dura batalha, sendo igualmente necessário preparar um novo Druida para o futuro.

Eretria vai igualmente tornar-se numa peça fundamental para a narrativa, sendo finalmente explicada a sua história. Confesso que a primeira temporada é claramente superior, não cometendo os erros básicos que assolam este segundo acto. No geral, o enredo é insípido, com o descartar constante de personagens sem relevância ou impacto para a história, deixando a sensação de um sacrifício inglório. E penso que é nesse ponto que a adaptação da obra de Terry Brooks falha redondamente nesta segunda temporada.

Não gostei igualmente do episódio final, que abre claramente a porta para uma terceira temporada, que, a existir, promete ser um fail de proporções épicas, na minha opinião.

Shannara Chronicles T.1

Há muitos anos que a MTV deixou de ser um canal de música, fazendo investimentos em reality shows e séries. O mais recente projecto consiste na adaptação da obra de Terry Brooks e narra as aventuras de Will, Amberle e Eretria, na procura da semente da Ellcrys.

Existem alguns conceitos interessantes, nomeadamente o facto de a história se desenrolar numa era não muito distante da actual, sendo visíveis construções humanas, assim como grandes cidades. Após uma grande batalha, em que derrotaram o Dagda Mor (um druida elfo de incrível poder), os demónios ao seu comando ficam aprisionados na Ellcrys, uma árvore que se encontra junto ao Palácio dos Elfos.

Com o passar do tempo, a árvore começa a perder as suas folhas, libertando entidades e demónios para o mundo. Nessa altura, é necessário recorrer a uma profecia, sendo escolhida a princesa Amberle para liderar uma expedição que visa recolher a semente da Ellcrys e garantir que todo o Mal permanece aprisionado nas suas folhas.

O trio que vai realizar esta viagem é improvável, dado que consiste em Will, um meio elfo, que se revela como sendo o último da linhagem Shannara, uma família elfa que possui magia capaz de derrotar o mais poderoso dos demónios. Temos igualmente Eretria, uma humana que foi vendida aos Rovers, um bando de ladrões, e que procura a todo o custo garantir a sua liberdade. Por último, a princesa Amberle, que foi escolhida pela Ellcrys como a sua protectora, recebendo visões que a ajudarão a chegar ao BloodFire, o local onde encontrará a semente.

A primeira temporada é composta por dez episódios, em que vamos acompanhar este trio, assim como Allanon, o último druida vivo, que irá ajudar os nossos “heróis” na sua demanda. Existem alguns momentos interessantes, embora no global a narrativa seja bastante previsível e algo apressada, algo que está relacionado com a curta duração da temporada. Ainda está por confirmar se terá continuidade numa segunda temporada, que teria alguns pontos interessantes, face ao rumo que algumas personagens tomam no derradeiro episódio.

No global, se gostam deste tipo de aventura, recomendo que vejam os dez episódios mas evitem comparações com Game of Thrones, dado que são duas realidades completamente opostas. O valor de produção é francamente inferior e esta série tem claramente um público alvo mais jovem.