Sharknado IV

Cinco anos após os eventos da terceira aventura, Fin Shepard é um homem destroçado pela morte de April, dedicando grande parte da sua vida à educação de Gil, o seu filho mais novo.

Para o resto do Mundo, tudo parece correr pelo melhor, com a inexistência de eventos associados a tubarões, graças à Astro X, gerida por Aston Reynolds, que desenvolveu a tecnologia necessária para evitar a criação de sharknados, sendo igualmente responsável por salvar o Comandante Shepard do seu exílio na Lua.

Mas, uma simples inauguração do novo edifício da Astro-X, em Las Vegas, converte-se numa catástrofe, gerando um tornado de areia, que vai despoletar uma reacção em cadeira, que termina com a destruição de várias cidades dos EUA.

Consequentemente, a família Shepard vai ser chamada a intervir, com a sua habitual delicadeza na resolução destes problemas. Contem com as habituais piadas fáceis, participações especiais de muitas glórias passadas e cenas over the top, que nos arrancam uma valente gargalhada.

As referências a Terminator, Star Wars, Star Trek e mesmo a O Feiticeiro de Oz são constantes, tornando o filme numa experiência agradável. Relembro que a saga Sharknado assenta na premissa de “ser mau ao ponto de se tornar épico”, algo que lamentavelmente não ocorre neste quarto filme.

Pessoalmente, considero que é um dos mais fracos até ao momento, embora tenha os seus momentos de glória. Para quem é fã, penso que não ficará desiludido, restando saber qual será a receptividade para com o destino de April e outras personagens.

Fico a aguardar a confirmação do próximo filme, sendo que é facto consumado na Comic Con que existem planos para realizar mais três aventuras. Estão preparados para tal? Eu sei que estou 🙂

Ready Player One

Em 2011, foi publicado o primeiro livro de Ernest Cline, que se tornou rapidamente num êxito colossal. Um pouco mais tarde, os direitos para uma adaptação cinematográfica foram adquiridos, sendo actualmente facto consumado que Steven Spielberg é o realizador escolhido.

Mas enquanto não chegamos a Março de 2018, parece-me importante destacar e sugerir que leiam esta fantástica aventura. Ready Player One é uma ode à cultura pop dos últimos trinta anos e conta a história do OASIS, uma realidade virtual criada por James Halliday. Para ser mais preciso, a Humanidade vive numa era em que os recursos energéticos são escassos, o que proporcionou as condições ideais à integração total do OASIS no quotidiano. Em consequência, a vida profissional, escolar e social é realizada exclusivamente online, tornando esta experiência em algo imersivo e que em muitas situações, se sobrepõe à realidade.

A morte de Halliday é ponto fundamental da narrativa, dando início a um concurso, em que o vencedor herda toda a sua fortuna e controlo da plataforma de realidade virtual. Para tal, “basta” seguir uma série de pistas e superar os testes apresentados. Como é evidente, o grau de dificuldade é brutal, originando uma estagnação que dura largos anos, até ao momento em que Wade Watts, aka Parzival, consegue superar o primeiro desafio.

Toda a lógica do concurso baseia-se em conhecimento de cultura pop e geek do século XX, criando uma legião de seguidores, que são apelidados de “Gunters”. Do outro lado, temos algumas corporações, que visam alcançar o prémio e controlar o OASIS, com o intuito de prosperar financeiramente. O grande destaque vai para a Innovative Online Industries (IOI), liderada por Nolan Sorrento, que se vai tornar no principal adversário de Wade.

Como não gosto de divulgar spoilers, vou ficar por aqui em termos de narrativa. Adianto apenas que Parzival vai unir-se a Art3mis, ao seu melhor amigo Aech e aos irmãos Daito e Shoto, numa tentativa de derrotar a IOI e devolver o OASIS ao “povo”, disponibilizando a plataforma para a utilização que o seu criador pretendia.

O livro é fantástico, com vários twists e dezenas de referências a filmes, bandas, videoclips e jogos que fazem parte da nossa cultura. Está repleto de batalhas épicas, com decisões inesperadas, numa simbiose perfeita e que nos catapulta para este universo de forma inesperada. A capa do livro que adquiri fala numa fusão entre The Matrix e Willy Wonka, observação com a qual concordo, embora reconheça algumas similaridades com Tron.

Só posso recomendar a leitura de Ready Player One e fico francamente entusiasmado com a sua adaptação ao cinema, apesar de ser improvável que supere esta fantástica obra de Cline.