Ho Ho Ho, Feliz Natal 2016

Este ano passou (uma vez mais) a um ritmo frenético, estando novamente na altura do Natal. Aproveito apenas para vos desejar Boas Festas e que passem um fim de semana extraordinário, na companhia de família e amigos.

Comam e bebam com moderação, partilhem histórias e acima de tudo, sem felizes. Este espaço retomará a sua “programação” habitual, no dia de amanhã, com um artigo acerca da série Marvel, Agents of Shield.

Podem acompanhar parte do meu dia através do Twitter e Instagram, que será actualizado periodicamente.

E agora, venham de lá os sonhos e as rabanadas!

Jogos Épicos Ep.10

A minha infância está repleta de grandes memórias, sendo que o Spectrum fica inquestionavelmente associado a uma quota parte significativa. Por esse motivo, resolvi criar uma nova série no blog, em que vou abordar alguns dos jogos que marcaram esse período.

É mais do que justo começar por Bomb Jack, um dos melhores jogos de plataformas para a (vasta) biblioteca do ZX Spectrum. Jack é um herói, que tem como missão resgatar 24 marcos turísticos (Esfinge, Acrópole, Pirâmides, etc) da destruição total. Para tal, utiliza os seus poderes, que lhe permitem voar e desarmar os engenhos explosivos. Acreditem que na altura, esta premissa era verdadeiramente épica! 🙂

O grau de dificuldade é crescente e no global, o desafio é bastante aceitável, tornando este título num dos meus preferidos. De salientar que este jogo foi desenvolvido pela Tehkan, que mais tarde se transformaria na Tecmo (NES FTW) no longínquo ano de 1984.

Nunca tive o privilégio de jogar a versão de arcade (para os mais jovens, os antigos salões de jogos) mas pude gastar o teclado do meu 128k alguns anos mais tarde. A versão para Spectrum foi lançada em 1986 e foi um vício constante, na companhia de amigos.

Confesso que apesar de ter gostado da sequela, o meu louvor fica sobretudo para a aventura inicial. Está longe de ser um conceito inovador ou que tenha marcado a indústria dos videojogos, mas tem um lugar especial na minha lista de memórias.

Rogue One

Desde que a Disney adquiriu os direitos do Universo Star Wars que o Natal passou a ter outro significado, com o lançamento de um filme nesta quadra. Em 2016, fomos presenteados com Rogue One, a história de como a Resistência consegue ter acesso aos planos da Estrela da Morte, a arma mais mortífera do Império.

A narrativa acompanha a família Erso, mais especificamente Galen, o cientista responsável pela criação e desenvolvimento de uma arma temível. O filme está claramente assente em três actos, estando o primeiro focado nas motivações que levarão Jyn e Cassian a formar uma equipa improvável. A base é bastante sólida, com diálogos bem conseguidos e acção suficiente para manter a nossa atenção.

A segunda parte está direccionada para o desenvolvimento de personagens e formação da equipa que vai aceitar a missão suicida de penetrar no planeta Scarif. Confesso que fiquei bastante agradado com as interpretações e sobretudo com a qualidade dos heróis, que conseguem ser poderosos, sem ostentar poderes reais. Rogue One tem a virtude de providenciar um fan service fenomenal, com referências ao episódio IV e com outras surpresas que não vou revelar.

As cenas de acção estão muito bem coreografadas e destaco as interpretações de  Alan Tudyk como K-2S0, Donnie Yenn como Chirrut Îmwe e Ben Mendelsohn como Orson Krennic. A Estrela da Morte é recriada de forma brutal, com uma presença imponente, tornando-se parte integrante da narrativa. Como bónus, temos uma cena final verdadeira épica, que conta com a presença de Darth Vader e outra, com a aparição da Princesa Leia, que são a cereja no topo do bolo.

Rogue One é para mim uma excelente adição ao Universo Star Wars, dando ênfase a uma narrativa paralela, que apesar de secundária no cômputo geral, se revela fundamental no desfecho do episódio IV. Agora resta esperar cerca de um ano pela nova aventura, que nos vai contar a história de Han Solo.