Legends of Tomorrow T.1

Quando foi anunciada esta série, fiquei francamente entusiasmado face ao potencial, com o bónus de irem utilizar Vandal Savage, um dos meus vilões preferidos da DC. Rip Hunter é um Mestre do Tempo, encarregue de preservar a integridade da cronologia da Humanidade mas, face ao assassinato da sua família, resolve eliminar Savage da equação, evitando a sua ascensão ao poder e consequente reino de terror.

Para tal, regressa a 2016, reunindo uma equipa improvável composta por Firestorm, Captain Cold, Heatwave, Atom, HawkGirl, Carter Hall e White Canary. A primeira metade da temporada explora a dificuldade em criar sinergias entre os membros da equipa e relata algumas missões catastróficas, dando a sensação que o vilão se encontra sempre um passo à frente.

Progressivamente, vai ser desvendada parte da narrativa, que explica a ligação entre Hall e Kendra, assim como a fonte da imortalidade de Vandal Savage. Temos episódios francamente interessantes, que criam relações entre membros da equipa e as inevitáveis viagens no tempo, que permitem a interacção com Jonah Hex e Green Arrow mas no global Legends of Tomorrow fica muito aquém das minhas expectativas.

Os três últimos episódios são uma lufada de ar fresco, deixando no ar a sensação que a segunda temporada (confirmada) pode ser francamente superior. Para os fãs de BD, recomendo sem hesitação, embora saliente que os primeiros oito episódios podem ser algo penosos.

Pessoalmente, acredito que esta temporada merecia um melhor aproveitamento das personagens de Rip Hunter e Savage mas coloca na equação a raça dos Thanagarians, algo que é digno de destaque.

Sleepy Hollow T.3

A narrativa inicia alguns meses após os eventos do final da segunda temporada, com Abbie a integrar o FBI e Crane a tentar obter a cidadania americana. Por entre alguns momentos cómicos, ficamos a saber que Pandora pretende libertar The Hidden One, um Deus antigo que pretende terminar com o Mundo como o conhecemos (inesperado, certo?).

A equipa é reforçada com a presença de Joe Corbin e Sophie Foster, que passam a fazer parte integrante desta batalha, que vai mudar por completo a dinâmica de Sleepy Hollow. Apesar das tentativas de ligar a narrativa com os eventos passados, a “história” de Betsy Ross é insuficiente para cativar a minha atenção. No que diz respeito aos vilões, gosto da presença de Pandora, embora o The Hidden One tenha ficado aquém das expectativas.

Existem muitos episódios soltos, sem grande relevância para a história, tornando esta terceira temporada fraca e sem grandes motivos de interesse. Confesso que em determinadas ocasiões fico com a sensação que os próprios argumentistas tiveram dificuldade em decidir o que fazer com algumas personagens.

Os últimos episódios melhoram substancialmente, embora discorde de várias decisões que foram tomadas. Está ainda por confirmar a quarta temporada mas caso venha a tornar-se realidade, temo que possa ser ainda inferior ao que foi apresentado nestes dezoito episódios.

Como tal, e em seguimento dos argumentos acima indicados, apenas recomendo esta temporada a quem efetivamente tem seguido a narrativa e as aventuras de Crane e Abbie.