Scream T.1

Foi com alguma surpresa que me deparei com esta série enquanto navegava pelo Netflix, mas resolvi dar-lhe uma oportunidade, dado que estava doente e precisava de algo para entreter a mente. Este enquadramento pode parecer algo bizarro mas a realidade é que Scream acabou por ser bem melhor do que podia antecipar.

A narrativa decorre em Lakewood, uma pacata cidade americana, que foi palco de crimes horrendos há cerca de vinte anos. Os autores optaram por tirar algumas ideias dos filmes de Wes Craven mas seguiram por um look mais moderno e direccionado para os dias que correm. O crime inicial ocorre em seguimento de uma situação de cyber-bullying e transforma-se rapidamente num emaranhado de segredos e histórias paralelas, que acabam por fazer sentido no final da temporada.

Temos o típico grupo de amigos, composto pelas individualidades mais populares e dois membros do polo oposto, que se interessam por cinema e serial killers. Não pode igualmente faltar o Sheriff local e o inevitável jornalista, neste caso Piper Shaw, responsável por um famoso podcast. A série está repleta de clichés e retira algum humor dessa situação, com monólogos e comentários sarcásticos acerca de algumas decisões.

Como não podia deixar de ser, os argumentistas fornecem várias pistas e suspeitos, que vão sendo eliminados ao longo dos dez episódios, que compõem esta primeira temporada. A história é envolvente e consegue adicionar algo diferente em cada episódio, o que manteve o meu interesse. Confesso que acertei na identidade do assassino, embora tenha algumas dúvidas em relação a outro ponto, que vou deixar em branco neste artigo, dado que envolve a segunda temporada, que entretanto já começou.

Se são fãs do género slasher, recomendo que vejam esta série. Está longe de ser brilhante mas tem algumas personagens carismáticas e tem um feel muito moderno, em que os habituais clichés são mantidos mas com uma preocupação em se distanciar do que é a norma neste género. Confesso que foi uma agradável surpresa.

Dicas para os saldos!

A  Tiendeo voltou a contactar-me no sentido de avaliar a minha disponibilidade em partilhar algumas apps que vos facilitassem a experiência de realizar compras nos saldos de Ano Novo. Para vos enquadrar, e de acordo com os dados da Google Consumer Barometer, 59% da população tem pelo menos um dispositivo móvel, que se tornou numa parte essencial do quotidiano diário.

A ideia pareceu-me interessante, até porque todos gostamos de poupar tempo e dinheiro, certo? Dito isto, e sem mais demoras, eis as sugestões:

  • Parkopedia – quantas vezes temos dificuldade em estacionar o carro, sobretudo nas superfícies comerciais mais concorridas. A aplicação está disponível para Android e iOS e disponibiliza filtros relacionados com preço, método de pagamento ou disponibilidade de espaços especiais (deficientes, pontos de recarga de carros elétricos, etc)
  • Here WeGo – para os utilizadores da rede de transportes públicos, esta aplicação desenvolvida pela Nokia é a solução óbvia, disponibilizando informação detalhada acerca dos percursos do metro, autocarro e ciclovias.
  • Flush – por vezes, a Natureza chama de forma inesperada. Com esta app, podem consultar os WC mais próximos, evitando situações mais caricatas.
  • Monefy – tinha de constar uma app para gestão de despesas, certo? Apesar de apenas disponível para Android, esta aplicação permite controlar os gastos de forma bastante eficaz.
  • Chichismo – se procuram acessórios a preços baixos, esta é a solução ideal. Podem criar filtros e encontrar as melhores soluções para combinar as vossas peças de roupa preferidas.

À data de publicação deste artigo, todas estas aplicações são gratuitas. Espero que estas sugestões vos sejam úteis e facilitem as compras.

The Magnificent 7

Foi apenas há alguns dias atrás que tive oportunidade de finalmente ver o remake de um clássico dos anos 60, que por sua vez, é baseado na obra de Akira Kurosawa. Os Sete Magníficos conta-nos a história de Chisolm, um oficial da justiça que é contratado para libertar a cidade de Rose Creek do jugo de Bartholomew Bogue, um capitalista sedento de poder e riqueza.

Esta batalha épica vai requerer ajuda externa, sendo necessário recrutar alguns elementos. As escolhas recaem em Faraday (um jogador compulsivo), Goodnight Robicheaux (a lenda da guerra civil), Billy Rocks (perito em armas brancas), Vasquez (fora da lei mexicano), Jack Horne (especialista em sobrevivência) e Red Harvest, um índio Comanche.

Com o evoluir da narrativa, vão-se criando sinergias entre os vários membros da equipa, que treinam os habitantes locais para uma batalha final pela cidade. Existem momentos tensos, cómicos e até dramáticos, tornando esta adaptação numa lufada de ar fresco. Sou uma adepto dos clássicos e parece que os westerns estão a voltar lentamente a Hollywood, o que é fantástico, na minha opinião.

Gostei imenso da personagem de Chris Pratt, que merece destaque ao lado de Denzel Washington e Vincent D´Onofrio. Tudo o resto é muito competente e bem coreografado, tornando The Magnificent 7 numa boa experiência cinematográfica.

Recomendo claramente este filme para ajudar a passar uma tarde de Inverno, no conforto do sofá e garanto-vos 132 minutos de bom cinema.