The Flash T.3

A terceira temporada de Flash é claramente a mais fraca, mantendo uma tendência que parece ser comum aos mais recentes projectos da DC. Na minha opinião, o primeiro grande erro é termos (novamente) um vilão speedster. A escolha recaiu em Savitar, o Deus da Velocidade, que está sempre um passo à frente da equipa e que promete assassinar Íris West num espaço de seis meses.

Voltamos a ter uma narrativa redundante, em que Barry Allen comete os mesmos erros, embora desta vez a viagem seja para o Futuro, numa tentativa de encontrar uma arma que o possa ajudar na batalha contra este poderoso adversário. A equipa sofre igualmente algumas adições, nomeadamente HR, Kid Flash e Julian, que conferem uma dinâmica mais virada para o humor, mas que funciona bem.

Os últimos seis episódios melhoram substancialmente, sobretudo com uma alteração de facção (sem spoilers), que dá um novo fôlego a uma narrativa que estava moribunda. Gostei da inclusão de Grodd e Gipsy, embora lamente que sejam apenas esporádicas. O último episódio dá-nos um final para esta batalha, mas abre um novo cliffhanger, que me deixa curioso para a quarta temporada, que deverá estrear no Outono de 2017.

Para terminar, será DeVoe, aka The Thinker, o novo vilão?

Sharknado V

O clã Shepard está de volta para mais uma aventura repleta de clichés, tubarões, cenas over the top e claro, as participações especiais de celebridades. O enredo, se é que existe, gira em torno de um artefacto recolhido em Stonehenge, que parece ser capaz de controlar sharknados e criar portais.

Fin encontra-se em Londres no início da aventura, mas vai percorrer grande parte do Mundo, com destaque para Australia, Itália, Brasil e Egipto. Será acompanhado nesta aventura pela sua esposa, April e pela destemida Nova, na tentativa de resgatar Gil, que se encontra preso no olho do furação, perdão, sharknado.

Temos participações especiais de Olivia Newton-John, Bret Michaels, Nichelle Nichols, Geraldo Rivera, Sasha Cohen, Tony Hawk e Dolph Lundgren, entre muitos outros, que enchem o écran de frases feitas e momentos verdadeiramente cómicos. Estejam preparados para cenas de acção constantes, sem grande interligação e que culminam em diálogos francamente hilariantes e terrivelmente mal interpretados.

Digno de registo é igualmente o humor negro constante, com referências a clássicos como Indiana Jones, Skyfall, Regresso ao Futuro e claro, à tragédia do Hindenburg. Vou evitar os spoilers, mas este quinto episódio termina num cliffhanger, o que confirma no mínimo, mais uma aventura deste verdadeiro ícone dos filmes de série B. Como não gostar da perseguição de carros que envolve um Smart, ou o aparecimento do Papa, que é interpretado por Fabio (sim, esse mesmo que estão a pensar) , para terminar na mais épica tagline de “Make America Bait Again”.

Sharknado 5, Global Swarming é uma ode a tudo o que é mau neste género, mas é precisamente essa característica que torna esta franchise única. Se gostaram dos filmes anteriores, garanto que não ficarão desiludidos com este quinto episódio. Ainda falta muito para o sexto?