SNES Classic Mini

Quase um ano após o lançamento da NES Classic Mini , a Nintendo disponibiliza o mesmo conceito, mas para a Super Nintendo, vulgarmente conhecida por SNES. Existem pequenos upgrades ao emulador, (peço desculpa, consola) nomeadamente um cabo mais longo, dois comandos e o preço de venda, que se situa nos 89.99 euros.

Pessoalmente, tenho ligações forte à NES e SNES, pelo que o factor nostalgia está presente, justificando em parte o investimento realizado. Mas passemos aos prós e contras do produto em si: com excepção de Chronotrigger e TMNT – Turtles in Time, diria que os melhores jogos estão inseridos neste pacote, com a grande novidade a ser StarFox 2, um título que nunca chegou a ver a luz do dia.

A consola é extremamente portátil, recriando fielmente a experiência vivida há mais de vinte anos atrás, permitindo revisitar memórias em glorioso HDMI. Mas apesar de todo este sentimento épico e de proporcionar horas de diversão contínua, a consola tem um preço exagerado, face à sua predecessora. Honestamente, não consigo justificar uma diferença de 40 euros para a Classic Mini, quando a board é exactamente a mesma e as roms utilizadas são da Nintendo, não existindo direitos de exclusividade a salvaguardar.

Deixo ao critério de cada um de vós a compra da SNES Mini, mas no global estou extremamente satisfeito com o produto, excepção feita ao ponto acima indicado. Fica apenas a ressalva de que StarFox 2 pode ser jogado após superarem o primeiro nível do Starfox original.

Para terminar, quero agradecer ao Odrakir a excelente lembrança do clássico Parodius, um jogo que se encontra ausente desta lista. Curiosamente, lembrei-me agora de Sunset Riders, Zombies Ate My Neighbors e Earthworm Jim, jogos que em breve poderão ser carregados via ROM na consola, à semelhança do que aconteceu com a NES Mini. E caso não saibam do que falo, sugiro uma breve pesquisa pelo Google.

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Mother Russia Bleeds Ep.1

Este projecto indie foi desenvolvido pelo Le Cartel Studio, sendo publicado pela Devolver Digital. Basicamente, estamos perante um beat´em up, que opera numa lógica de side scrolling, com muitas armas e melee envolvido, com o inevitável Boss.

A história de MRB tem lugar na União Soviética dos anos 80, em que é desenvolvida uma droga, Nekro, que é administrada aos lutadores de rua, mas que provoca alucinações épicas. Vamos então dar início à fuga da prisão e ver o que nos espera neste Mother Russia Bleeds.

Star Trek T.2

A segunda temporada retoma as aventuras da USS Enterprise na sua missão de cinco anos. A narrativa mantém a lógica de monster of the week, mas é no global mais competente. Há uma clara intenção em fomentar a relação que existe entre Kirk, Spock e McCoy, sendo que os episódios estão bem conseguidos, mantendo um equilíbrio entre humor e acção.

Gostei imenso da influência da mitologia na narrativa, assim como para o reaparecimento de Harry Muud, que conferem um toque de qualidade extra aos vinte e seis episódios que compõem esta temporada.

Outro ponto de destaque é a importância atribuída a Scotty, Sulu e Uhura, que passam a ter um papel mais importante, o que ajuda a descentralizar a narrativa e mostrar o resto da tripulação. Existem vários episódios que poderia destacar, mas nenhum ultrapassaria o nível épico dos Tribbles, que marcaram claramente uma era, sendo alvo de homenagem no segundo filme do reboot de JJ Abrams.

Se são fãs do universo Star Trek, recomendo vivamente que invistam tempo nesta temporada, utilizando por exemplo a plataforma Netflix. Beam me up, Scotty, que a terceira temporada já espera por mim 🙂