Nightmare of the Wolf

A adaptação de Witcher ao formato de série revelou-se um sucesso, criando espaço para projetos paralelos, baseados no mesmo universo. Nightmare of the Wolf conta-nos as aventuras de Vesemir, um jovem Witcher que tem uma ligação importante a Geralt.

O primeiro ato incorpora uma cena de ação fantástica, que envolve a batalha com um leshen, dando início a uma série de eventos que culminará numa conspiração maliciosa e que terá consequência desastrosas para a ordem dos Witcher.

Começamos por revisitar a infância de Vesemir, tomando conhecimento das suas motivações e a sua ligação a Illyana, uma jovem que partilha o seu destino enquanto servo. A chegada de um Witcher de nome Declan cria as condições necessárias para que o jovem herói opte por ir treinar para Kaer Morhen, em busca de glória e riqueza.

A narrativa alterna entre o passado e presente, focando-se na floresta de Kitsu e no pedido de ajuda de Filavandrel, que informa Vesemir do estranho desaparecimento de jovens elfos. Como habitualmente, vou evitar os spoilers, embora possa adiantar que existirá uma aliança improvável entre o nosso Witcher e Tetra, uma humana descendente da linhagem original de magos. Contem com algumas batalhas, magia negra e  uma conspiração que visa destruir Kaer Morhen.

O terceiro acto contém a derradeira batalha pela sobrevivência dos Witcher e tem um desfecho previsível, mas que faz sentido tendo em conta os eventos futuros. Kwang Il Han é o realizador de Nightmare of the Wolf, que cumpre a sua função de entretenimento e cria a ponte necessária para compreendermos a ligação entre Vesemir e Geralt, algo que será certamente explorado na segunda temporada de The Witcher.

Sem atingir patamares de brilhantismo, este projeto tem a minha recomendação e garante 83 minutos de diversão.

Mediano
70%

Avengers Assemble

Esta série foi criada em seguimento de World´s Mightiest Heroes, tentando capitalizar o sucesso comercial da estreia dos Avengers na MCU. A série é composta por cinco temporadas, em que vamos acompanhar os nossos heróis em aventuras contra a Cabal, AIM e Hydra, para citar alguns dos mais relevantes.

Para quem é fã da banda desenhada, há efetivamente muito para absorver, sobretudo no que diz respeito ao desenvolvimento de personagens. Sem colocar spoilers, contem com uma narrativa que vai desenvolver as temáticas inerentes a  Secret Wars, Shadow Council e ao Squadron Supreme.

A animação vai sofrendo algumas alterações, para manter a consistência com os filmes da MCU mas no geral, as temporadas são extremamente interessantes, repletas de ação e com um constante desenvolvimento de personagens. Tenho pena que o Incrível Hulk perca quase por completo a sua relevância a partir da sua quarta temporada, mas compreendo as decisões, face ao caminho seguido.

Considero igualmente que, a partir da segunda temporada, a série é muito focada no Capitão América, Iron Man e mais, tarde, em Black Panther, mas é algo que recomendo vivamente para os fãs de Marvel, em particular se tiverem acesso à Disney Plus.

A Marvel nem sempre consegue fazer um bom trabalho nas séries de animação, mas Avengers Assemble consegue ser muito envolvente, conseguindo igualmente introduzir vilões menos conhecidos do público em geral, tais como Madame Mask, Attuma, Dracula e os Masters of Evil.

Crawl

O que podem ter em comum uma nadadora semi-profissional, um furacão de categoria 5 e uma casa na Florida? À partida nada, mas esta é a premissa deste filme, que narra a aventura de Haley Keller, uma jovem nadadora, que a pedido da sua irmã Beth, decide deslocar-se a casa do seu pai, durante uma tempestade tropical.

Seguindo a lógica da Lei de Murphy, tudo o que pode ocorrer para piorar a situação vai concretizar-se, deixando Haley e o seu Pai, Barry, numa luta pela sobrevivência. Contem com momentos de cortar a respiração, que envolve crocodilos e a subida do nível de água na cave onde se encontram aprisionados.

Gosto particularmente da componente de terror psicológico, que combina bem com a animosidade existente entre Pai e Filha. À medida que as probabilidades de sobrevivência vão reduzindo, nota-se uma clara mudança na postura de ambos, apostando na reaproximação como forma de redenção dos actos passados.

Saliento igualmente a constante adição de obstáculos, que gera uma empatia brutal para com o destino das personagens, o que torna ainda mais satisfatório o terceiro acto de Crawl. Está longe de ser um filme brilhante mas é, sem hesitação,  uma recomendação da minha parte.

Caso sejam subscritores do serviço, podem ver este filme através da plataforma Netflix.

Mediano
68%