Game Over, Man!

Alexx, Darren e Joel são um trio de amigos que trabalham na limpeza de quartos, num luxuoso hotel de Los Angeles. No entanto, aspiram a uma vida de riqueza, apostando em projetos tecnológicos que possam ser apoiados por investidores.

A narrativa é claramente inspirada no primeiro Die Hard, embora o objetivo passe por obter um resgate pelo Bei da Tunísia. Como é evidente, o trio de jovens acaba por, inadvertidamente, derrotar alguns dos terroristas, num misto de sorte e comédia, que é uma constante do longo do filme.

Há um excesso de piadas fáceis, que se perdem na pouca imaginação dos diálogos. Por outro lado, há um investimento nos cameos, com a introdução de Shaggy, Sugar Lyn Beard, Fred Armisen, Joel McHale, Flying Lotus, Steve-O, Donald Faison, Action Bronson, Chris Pontius, Mark Cuban. Jillian Bell, Chloe Bridges e King Bach, que nada acrescentam ao produto final.

Adicionalmente, são introduzidas cenas propositadamente violentas, numa tentativa de chocar o espectador, embora sem grande efeito prático. O elenco tem alguns actores reconhecidos, tais como Neal McDonough, Rhona Mitra, William Bruce Davis e Daniel Stern, mas falha redondamente no que diz respeito à narrativa.

Tenho muita dificuldade em recomendar este filme, mesmo para quem procura um projeto nonsense, dado que Game Over, Man! não consegue proporcionar diversão e sobretudo gargalhadas, ao longo dos 100 minutos de duração. A minha sugestão é investirem o vosso tempo em algo mais interessante, como por exemplo curling ou tinta a secar.

Mau
50%

Spawn T.1

Todd McFarlane é o criador de Spawn, uma das franquias mais icónicas no que diz respeito a banda desenhada, na minha modesta opinião. A adaptação televisiva ocorreu em 1997 e permanece disponível na HBO, o que me levou a revisitar esta série.

Ao longo de seis episódios, vamos conhecer a história do Tenente-Coronel Simmons, que trabalha para o Governo Americano, em missóes ultra-secretas. Tragicamente, acaba por ser traído por Chapel, um dos membros da sua equipa, que o assassina de uma forma brutal. Estão criadas as condições para um acordo entre Al Simmons e o Demónio Malebolgia, convertendo o primeiro num  HellSpawn, que é essencialmente um oficial do exército do Inferno,

Sem surpresa, nem tudo corre conforme o esperado, dado que Simmons regressa ä Terra cinco anos após a sua morte, para constatar que a sua esposa Wanda seguiu a sua vida, casando com o seu melhor amigo, Terry Fitzgerald. Adicionalmente, a sua memória foi apagada, restando apenas alguns flashbacks, que seráo lentamente eliminados com passar do tempo.

No entanto, uma série de eventos irá permitir que Al exerca a sua vingança, dando inicio ao seu afastamento das forças do mal. Esta série está muito bem conseguida, aliando uma narrativa forte a um excelente casting de vozes, em que sobressaem Keith David, Dominique Jennings, John Rafter Lee, Jennifer Jason Leigh e Michael Nicolosi.

Fica a minha forte recomendação, apesar de ser importante destacar a violência e intensidade desta fantástica série de animação, cujo público alvo é claramente acima dos 16 anos-

Make My Day

Yumiko Yoshizawa é o argumentista responsável por Make My Day, um anime que decorre em Coldfoot, um planeta gélido, em que os condenados são forçados a minar Sig, uma substância utilizada como fonte de eletricidade e energia.

Ao longo de oito episódios vamos acompanhar Jim, um jovem  guarda prisional, que tem a ambição de sair do planeta e perseguir uma carreira como ilustrador. Tudo muda no dia em que os mineiros são atacados por uma estranha criatura, designada como Swarm, que tem uma atração pelo Sig.

O ponto mais interessante de Make My Day é o desenvolvimento das personagens, especialmente de Jim, que se vê forçado a alterar radicalmente a sua bússola moral, de forma a garantir a sobrevivência. Existem várias batalhas frenéticas mas a prioridade é a odisseia de Jim, que tenta resgatar o seu avô Ed, com o qual tem uma forte ligação.

A narrativa explora alguns clichés sociais e cria um arco de redenção para várias personagens, que acaba por resultar tendo em conta o desfecho desta série. Para os fãs mais clássicos de anime, fica desde já o alerta que é utilizada animação 3D, o que nem sempre é encarado de forma positiva.

Makoto Honda fez um trabalho competente na realização deste projeto, que está longe de ser memorável, embora mereça uma oportunidade da vossa parte. Caso estejam interessados, podem encontrar esta série na Netflix.