The Creator

A narrativa decorre no ano de 2065, numa era dominada pela tecnologia. A parte ocidental da Humanidade, encontra-se em guerra com a Inteligência Artificial, que detonou uma ogiva nuclear na cidade de Los Angeles. No Continente Asiático, os humanos vivem em harmonia com a IA, evitando a captura do seu líder, Nirmata.

O primeiro acto introduz a NOMAD (North American Orbital Mobile Aerospace Defense), uma estação militar que lança ataques destrutivos da órbita do Planeta. Ficamos igualmente a conhecer o Sargento Joshua Taylor, que se encontra infiltrado, na tentativa de identificar e capturar o líder da IA.  Após um ataque não programado das formas humanas, a sua esposa  Maya Fey é confrontada com a traição de Taylor, sucumbindo ao ataque destrutivo dos humanos.

A narrativa avança cinco anos, mostrando um sargento destroçado com a morte da sua esposa, que se encontrava grávida. Após uma visita inesperada do General Andrews e da  Colonel Howell, Joshua aceita a missão de destruir a arma Alpha O, que terá sido criada pela IA para destruir a NOMAD. Esta é a premissa de The Creator, que é uma metáfora para o medo do desconhecido, que converte a Humanidade numa das grandes ameaças para o Planeta.

A IA acaba por ser a fação  inferior, que tenta sobreviver aos ataques sanguinários dos humanos, que justificam as suas ações com a necessidade de evitar a extinção da sua raça. Ao longo dos 133 minutos existem vários flashbacks que vão adicionando peças do puzzle, que são revelados no derradeiro acto final. As cenas de ação estão muito bem conseguidas e o CGI é de qualidade, convertendo este filme numa experiência agradável.

Este projecto foi uma agradável surpresa, conjugando uma narrativa fluida, com ação e uma mensagem subliminar, que é fundamental para a nossa evolução enquanto espécie. O final é satisfatório e ambíguo ao ponto de poder abrir caminho para uma sequela, algo que não foi sequer mencionado até ao momento em que este artigo foi publicado.

The Creator obtém o prestigiado selo de qualidade do Portal Pessoal e está disponível para visualização através da Amazon Prime Video.

Bom
75%

Star Trek: Strange New Worlds T.2

O Capitão Pike e a Enterprise estão de regresso para mais aventuras. Diria que esta temporada tem um ritmo diferente da anterior, focando-se mais no desenvolvimento das personagens, com episódios exclusivamente dedicados a Una Chin-Riley, Christine Chapel, La’an Noonien-Singh e o Dr Mbenga.

Destaque para o tribunal militar que ocorre após os eventos do derradeiro episódio da primeira temporada, que é, na minha opinião, o ponto mais alto desta série. Como é apanágio nesta franquia, temos a inevitável viagem no tempo, que criará uma parceria improvável entre James T. Kirk e La’an e um crossover com Lower Decks, que tem os seus momentos de humor.

A minha principal crítica para esta temporada é a escassa progressão da narrativa, que apenas retoma a temática dos Gorn no derradeiro episódio, que termina num colossal impasse, como é habitual. Dito isto, há muito para explorar no universo Star Trek, que nos apresenta uma faceta desconhecida de Spock, Uhura, Mbenga e Chapel, que em muitos casos, poderá ser recebido com alguma dose de heresia pelos fãs mais hardcore.

A terceira temporada irã estrear em 2024 e promete muita ação e, quem sabe, um desfecho para a profecia que envolve o Capitão Pike. Caso estejam interessados, a série encontra-se disponível em território nacional através da plataforma de stream da SkyShowtime.

The Expendables 4

Passaram 13 anos desde o lançamento do primeiro filme, que é basicamente uma homenagem aos filmes de ação dos anos 80 e 90. A quarta aventura traz-nos de volta a equipa, que conta com Lee Christmas, Barney Ross, Gunner Jensen e Toll Road.

O primeiro acto decorre na Líbia e a missão passa por impedir o o roubo de ogivas nucleares. Tudo corre bem até ao momento em que o avião pilotado por Barney está prestes a ser abatido, originando uma decisão impossível. Christmas opta por deixar Suarto Rahmat fugir, para tentar desesperadamente salvar Barney. A decisão revela-se catastrófica, dado que o avião é abatido e Ross é dado como morto, criando a premissa que vai alimentar este quarto filme.

Lee é dispensado e Gina, a ex-namorada de Christmas passa a liderar a equipa, que recebe ordens para capturar Rahmat. Sem colocar spoilers, Lee está decidido a vingar a morte do seu amigo, unindo esforços com um ex-membro dos Expendables, Decha Unai. Contem com as habituais cenas de ação, embora neste caso a figura principal seja claramente Jason Statham.

As adições ao elenco são 50 Cent (Easy Day), Megan Fox (Gina), Tony Jaa (Decha Unai), Iko Uwais (Suarto Rahmat), Jacob Scipio (Galan), Levy Train (Lash) e Andy Garca (Marsh), que cumpre de forma competente o seu papel. As melhores cenas de ação ficam para Tony Jaa, que são insuficientes para sustentar uma narrativa francamente previsível e com poucos momentos memoráveis.

Este é claramente o título mais fraco da franquia, que tem vindo numa trajectória descendente desde o segundo filme. Resta saber se ainda haverá oportunidade para um quinto filme, que fica claramente em aberto após os eventos.

Mediano
64%