Castlevania: Nocturne

O sucesso da série original originou este spin-off, em que vamos acompanhar as aventuras de Richter Belmont, um dos descendentes de Trevor, que empunha o lendário chicote “Vampire Killer”. A narrativa tem início em 1783, na cidade de Boston, em que um jovem Richter vê a sua mãe ser assassinada por Olrox, um vampiro de descendência azteca.

Nove anos após este evento, o jovem herói estabeleceu-se em França, onde recebeu treino de Tera Renard, na companhia da sua filha, Maria. A caça ao vampiro continua a ser a sua vocação, embora se veja impossibilitado de utilizar a magia, por motivos que serão relevados ao longo desta temporada.

À semelhança do original, o tom e os diálogos estão muito bem conseguidos, conferindo uma carga emocional que complementa os eventos que levam ao aparecimento do Vampire Messiah, que ao longo dos tempos foi conhecida como Erzsebet Báthory e Sekhmet.

No que diz respeito a personagens, destaque para Annette, uma escrava que detém o poder de uma deusa africana e que se converterá numa das aliadas de Richter e para Maria, a filha de Tera, que possui igualmente poderes mágicos. O desenvolvimento narrativo é uma das virtudes desta série, que cativou a minha atenção, graças ao seu misticismo e aos vilões que introduz, nomeadamente Olrox e Erzsebet.

O grande momento fica reservado para o derradeiro episódio, em que temos a entrada em cena de uma personagem que pode equilibrar a luta de Richter, Maria e Annette, que estão em clara desvantagem face ás forças do Mal. Recomendo vivamente Nocturne, que se encontra disponível em território nacional através da Netflix.

Agents of S.H.I.E.L.D. T.6

Um ano após o falecimento de Phil Coulson, a equipa da S.H.I.E.L.D. tenta reagrupar-se. A liderança fica encarregue a Mack, que começa a investigar uma série de anomalias que estão a criar portais para outra dimensão ou planeta.

Paralelamente, Daisy, Jemma, Piper e Davis estão numa missão espacial que visa localizar Leo Fitz. Esta busca poderá não fazer sentido face aos eventos da temporada anterior, no entanto recordo-vos que nesta linha temporal Fitz está numa câmara criogénica, que é monitorizada por Enoch, um dos Chronicom.

A temporada acompanha estas duas sub-narrativas, que acabam por se cruzar nos derradeiros episódios, por motivos que não vou revelar. No planeta Terra, Mack recruta o Dr Marcus Benson, para a função de cientista, numa tentativa de colmatar a ausência da dupla Fitz-Simmons. Ao longo dos episódios vamos aprendendo mais acerca das anomalias temporais e identificamos o responsável, Sarge, que tem a aparência física de Philip Coulson.

Confesso que não sou o maior fã desta abordagem, que sustenta a temporada seis e nos mantém num impasse face ao motivo pelo qual existe um doppelgänger. O Farol continua a ser a base da equipa, que será testada com uma invasão de Shrikes, uma espécie parasítica que prepara a chegada da sua líder Izel, que tem uma ligação única com os monólitos que nos foram apresentados na temporada 5.

A derradeira batalha ocorre num templo antigo e representa mudanças significativas na equipa, que serão exploradas na derradeira temporada, que aparenta decorrer nos anos 30.

Pessoalmente, considero esta uma das temporadas mais fracas, apesar de existirem alguns momentos interessantes. Mas diria que a escassez de ideias leva à reutilização de certas noções já exploradas e que pouco acrescentam ao desenvolvimento das personagens e da própria narrativa.

Tiger & Bunny T.2 – Part 2

O desfecho desta temporada coloca os nossos heróis numa situação complexa, em resultado do plano maquiavélico da Ouroboros. A improvável parceria com Gregory Sunshine muda radicalmente a percepção da população para com os super-heróis.

Essencialmente, a organização tem a capacidade de “enlouquecer temporariamente” os NEXT, que perdem o controlo das suas ações e entram numa espiral de destruição. Após um ataque no estabelecimento prisional de Sternbild, os super-heróis são proibidos de intervir, o que deixa as forças policiais numa luta desnivelada, em que a derrota é uma garantia.

Sigourney Rosicky é a responsável por este plano, que tem uma motivação específica, que será partilhada nos derradeiros episódios. O instinto protector dos heróis leva-os a quebrar a proibição, sendo fundamental o apoio de Agnes Joubert, a responsável pela Hero TV.

Seguem-se batalhas épicas, bem ao estilo nipónico, que terá em L. L. Audun o seu expoente máximo. Como não poderia deixar de ser, algumas personagens terão nesta segunda parte o seu arco de redenção, auxiliando Tiger e Bunny na derradeira batalha.

Como é apanágio, vou evitar os spoilers mas destaco o arco narrativo de Lunatic, assim como a relação entre as diversas parelhas de heróis, que será fulcral para o desfecho final. A derradeira cena introduz um final para esta série, embora existam rumores da possibilidade de uma terceira temporada, algo que seria interessante face aos eventos que presenciamos no último episódio.