iPhone 16e

Quando se permanece no ecossistema  tanto tempo quanto eu, cria-se uma dependência que é virtualmente inultrapassável . Dito isto, o meu iPhone 11 estava a atingir o seu tempo de vida útil, pelo que era urgente decidir.

Tinha perfeitamente consciência que o meu orçamento me impediria de considerar o iPhone 17, pelo que optei pelo “patinho feio” da gama 16. Para vos enquadrar, convém salientar que adquiri este modelo em julho deste ano, aproveitando uma promoção que existiu numa das principais loja de electrodomésticos do país.

Fiz a habitual pesquisa e, com base nos rumores, foi simples eliminar o iPhone 17. A questão seguinte passava por investir num iPhone 16 Pro ou fazer um downgrade, que me permitiria permanecer no ecossistema, utilizar o Apple Intelligence e garantir que os próximos avanços ainda seriam compatíveis, graças ao chip A18.

Como podem facilmente constatar pelo título do artigo, a decisão passou pelo iPhone, sendo que as minhas impressões atuais refletem vários meses de utilização. De uma forma simples, vou começar por enumerar os principais contras deste modelo:

Ausência de sensor de estabilização na câmara

Ausência de segunda câmara, para fotos com modo macro

Ausência de Wifi 7

Não compatível com Magsafe

Se estas funções não são relevantes para o vosso uso, como é o meu caso, diria que esta é uma solução a considerar. A autonomia de bateria é assinalável, durando cerca de dois dias, na minha experiência. Os 48 mega pixels da câmara são mais do que suficientes e a qualidade de gravação em 4K a 60fps é suficiente para as minhas necessidades.

O écran é um Super Retina XDR (OLED), com 460ppi e os 8GB de memória RAM conseguem facilmente lidar com o que utilizo diariamente a nível de apps. Volto a frisar que o meu perfil de utilização é diferente do vosso mas, caso pretendam um modelo recente, que vos permita acesso à maior parte das funcionalidades, sem destruir o vosso orçamento, esta é uma boa escolha.

Como habitualmente, caso tenham questões ou pretendam iniciar um debate de ideias, utilizem a caixa de comentários abaixo.

HoHoHo, Boas Festas 2025!

Eis que chegámos ao inverno, o que significa que estamos em plena época natalícia. As ruas estão repletas de aroma a castanhas, chocolate quente e, por quase todo o lado, temos aquela “magia” característica da quadra.

Conforme mencionei em diversas ocasiões, o importante é criar memórias e aproveitar o tempo em família. Mas a realidade é que todos gostamos de uma surpresa, motivo pelo qual partilho este projecto, que vai certamente reavivar memórias dos leitores mais “experientes”.

A Bouncer Games é o estúdio responsável por Mighty Final Fight Forever, um remake baseado no clássico de 1993, que será disponibilizado algures no decorrer de 2026. O responsável pelo projecto realizou uma live stream no dia 23, para apresentar em detalhe o título, mas parece-me relevante divulgar e quem sabe, convencer-vos a apoiar este indie.

Despeço-me com votos de Boas Festas, abusem qb nas calorias e vejam Die Hard, o melhor final de Natal de S-E-M-P-R-E.

Dune: Part 2

Consegui finalmente ver a segunda parte da saga épica de Denis Vileneuve, mesmo a tempo de fechar o meu TOP 5 para este ano de 2025.

A narrativa vai acompanhar a evolução de Paul Atreides, que apesar de não acreditar ser o Messias, se vê numa situação em que tem de assumir esse papel, de forma a unir os Fremen e vingar a morte do seu Pai.

Pelo caminho, vão existir revelações inesperadas, que dizem respeito ás suas origens, assim como um aprofundar das raízes da cultura Fremen, que estão divididos pelas suas crenças religiosas.

O universo criado por Frank Herbert ganha vida através da incrível fotografia de Dune, que tem nesta segunda parte uma componente de acção bem superior ao original. Adicionalmente, exploramos Giedi Prime, a capital de Harkonnen, que nos é apresentada a preto e branco, numa clara alusão à sua industrialização e ausência de beleza natural.

Lentamente, vamos obtendo fragmentos do plano das Bene Gesserit, que controlam o destino da Galáxia há gerações, através de técnicas de manipulação e crença religiosa. Como sabem, não gosto de partilhar spoilers, motivo pelo qual estou a omitir alguns pormenores relevantes.

O segundo acto introduz Feyd-Rautha, o sobrinho do Barão Vladimir Harkonnen, que irá assumir as operações em Arrakis, no sentido de eliminar a ameaça rebelde, criando o antagonista ideal para a conclusão desta segunda parte, em que é lançada a premissa narrativa que sustentará o final desta trilogia.

Estamos perante um filme fantástico, independentemente de conhecerem ou não a obra literária em que se baseia. O elenco teve a adição de Austin Butler, Florence Pugh, Christopher Walken e Léa Seydoux, elevando o nível de representação e complementando a incrível performance de Timotheé Chalamet, Zendaya, Javier Bardem, Stellan Skarsgard e Rebecca Ferguson.

Estou francamente curioso para a parte 3, que estreará em dezembro de 2026. Será interessante confirmar qual o caminho seguido, no que diz respeito ás Casas a introduzir (Corrino, Richese e quiçá, Ordos), para além do desfecho épico da lenda de Muad’Dib e Kwisatz Haderach.

Para concluir, apenas destacar que este filme apresenta um ritmo e foco narrativo muito próprio. Pessoalmente, considero a parte 1 superior, mas a forma como é explorado o lore de Arrakis e a lenda de Muad’Dib convertem as 2 horas e 45 minutos numa experiência memorável e que recomendo sem hesitação.

Bom
84%