Kraven

A minha adolescência foi fortemente marcada pela banda desenhada, mais especificamente os X-Men e Homem-Aranha. Conforme já referi algumas vezes, era frequente comprar BD usada, quando passava o verão na praia da Costa da Caparica.

Esta curta introdução serve para enquadrar o meu entusiasmo por este filme, que seria a introdução do meu vilão preferido de Peter Parker. Kraven é o sexto filme da SSU (Sony’s Spider-Man Universe), que se revelou um fracasso de proporções épicas até ao momento.

O primeiro acto introduz a premissa narrativa, mostrando a forma como Sergei Kravinoff obtém os seus poderes e a sua decisão de abandonar a família, que tem uma ligação estreita ao tráfico de drogas. Apesar do seu afastamento, Sergei mantém uma ligação ao seu irmão, Dmitri, que será explorada ao longo da narrativa.

Aaron Taylor-Johnson tem uma interpretação competente, mas que se revela insuficiente para elevar este projecto a um patamar relevante. A narrativa é extremamente simples, desenvolvendo pouco as personagens e focando-se excessivamente nas cenas de acção.

Russell Crowe é uma lufada de ar fresco, mas está igualmente condicionado por uma personagem genérica, com o típico protótipo de pai russo. E o vilão, Rhino, é reduzido a uma batalha no terceiro acto, que nada acrescenta ao resultado final de um filme que se revelou uma desilusão, à semelhança de todo o SSU.

Na minha opinião, este é o filme menos fraco deste universo, mas que dificilmente merece o investimento de tempo da vossa parte. Existe uma cena final pós-créditos, que introduz uma personagem relevante para uma potencial sequela, que não irá existir.

Mediano
65%

FiiO DM13 BT

A minha adolescência foi passada a idolatrar bandas de grunge, os Smashing Pumpkins e a descobrir bandas como os Queen, ACDC, Pink Floyd e K’s Choice. Uma das ferramentas utilizadas foi um leitor de CD, mais especificamente o D-171, em verde.

Um pouco mais tarde, consegui comprar uma aparelhagem de boa qualidade e esse equipamento caiu no esquecimento. Com o avançar da tecnologia, consegui adquirir um iPod e, mais tarde, todos passámos a utilizar serviços de streaming, como o Spotify ou o Tidal.

Atualmente, temos grande parte da nossa biblioteca na nuvem, ao alcance do nosso telemóvel, mas a realidade é que continuo a ser um adepto do analógico. Há cerca de três meses, resolvi investir no DM13BT, da Fiio, que me permite ouvir, de forma portátil, alguns dos meus álbuns preferidos.

Em primeiro lugar, começo por esclarecer que guardei uma boa parte da minha coleção de CD, que continuo a utilizar religiosamente, sempre que possível. Honestamente, a componente nostálgica teve uma importância considerável na decisão, mas a realidade é que prefiro a fidelidade audio deste equipamento, que incorpora a tecnologia atual, com uma aparência retro.

Display LCD

DAC CS43198 incorporado

Compatibilidade com headphones de 3.5 e 4.4 mm

Compatibilidade com CD ripping e gravação para flash drive

Saída óptica e coaxial

Saída USB e SPDIF

Bluetooth 5.4

Chassis de metal

Proteção para Skip de CD

A bateria incluída é de 3750mAh, com 3.8V, garantindo aproximadamente 10 horas de autonomia, o que é francamente interessante. A qualidade de construção é outro dos pontos positivos, incluíndo um chassis de metal, que aparenta ser bastante duradouro.

No entanto e, à semelhança de qualquer outro produto, tem prós e contras. Apesar da sua inegável relação qualidade/preço, este produto é direcionado para quem gosta de uma experiência mais refinada em termos de som, sem entrar nos valores proibitivos, reservados aos audiófilos.

Se procuram um leitor de qualidade, que vos permita reutilizar os vossos CD de audio, esta é, sem dúvida, uma das melhores opções disponíveis no mercado, abaixo da faixa dos 200 euros.

Como sempre, caso tenham dúvidas ou questões, encorajo-vos a utilizar a caixa de comentários.

Alien Earth

Começo por salientar que esta franquia não tem sido bem tratada nos tempos mais recentes. Apesar do potencial das prequelas, apenas Romulus e Prometheus foram experiências positivas, o que colocou várias reservas à qualidade do produto final.

A primeira metade da temporada introduz uma premissa interessante, com a busca incessante pela imortalidade. Ficamos a saber que o planeta é controlado por cinco corporações, que reúnem a maior parte da riqueza e recursos. Na vanguarda desta pesquisa, está a Prodigy que alcança progresso assinalável, transferindo de forma bem sucedida a consciência humana para seres sintéticos.

Paralelamente, acompanhamos a nave científica USCSS Maginot, que tem a bordo várias espécies alienígenas, que seriam utilizadas para pesquisa na Weyland-Yutani . Escusado será dizer que a contenção vai falhar, dando origem a falha catastrófica que resultará numa aterragem forçada na cidade de New Siam.

Vou evitar os spoilers narrativos, mas esta nova equipa de sintéticos é chamada ao local para recolher os espécimes a bordo, que são do interesse de Boy Kavalier, o CEO da Prodigy. A partir do momento em que missão é concluída com sucesso, inicia-se uma luta entre corporações, que vai levar a confrontos armados e a chantagem por parte de Morrow, o único sobrevivente da missão da USCSS Maginot.

O desenvolvimento de personagens está bem conseguido e os jogos de bastidores são muito interessantes, demonstrando uma sociedade focada em atingir a imortalidade a qualquer custo e em que o valor da vida humana é extremamente desvalorizado.

Confesso que a segunda metade da temporada não me convenceu tanto, dado que se foca na relação entre Wendy e o Alien, assim como na revelação das verdadeiras intenções da Prodigy para com os Lost Boys, que são essencialmente as cinco consciências que foram transferidas com sucesso para corpos sintéticos.

À data de publicação deste artigo, ainda não há confirmação da segunda temporada. Tendo em conta os eventos finais, tenho alguma curiosidade em acompanhar as aventuras deste grupo improvável de sobreviventes. Espero no entanto que a narrativa possa focar-se no lore do Alien, dado que continuamos sem respostas acerca de várias questões colocadas nos primeiros episódios.