The 100 T.7

A derradeira temporada desta série peca por tardia, na minha opinião. Sou um fã das primeiras duas temporadas, que se focaram nos Grounders e apreciei os eventos que levaram à City of Light e a A.L.I.E. Tudo o resto é uma amálgama de ideias, que funciona nalguns episódios mas que se desmorona por completo no contexto de uma temporada.

Dito isto, existem pontos positivos neste fecho de ciclo. A história da Dra Becca Franco é interessante e a luta pela Transcendência, um conceito novo que é introduzido, ajuda a superar algumas decisões terríveis por parte dos argumentistas. Cadogan e Sheidheda são os grandes antagonistas da sétima temporada e após um começo auspicioso, com dois episódios francamente bons, regressamos a uma narrativa sem sentido, com decisões que se desviam por completo do pré-estabelecido para as personagens.

A grande moral passa por descobrir que o Teste não é uma batalha mas sim um evoluir da mente, que permite aos humanos ascender e colocar um fim ao ciclo de violência que nos caracteriza. O final escolhido é absolutamente desolador, matando novamente uma série de personagens marcantes, em momentos completamente aleatórios e que desvaloriza os sacríficios realizados.

Confesso que esperava muito mais, sobretudo após os primeiros episódios, mas existe um desfecho, que alguns podem considerar feliz, face aos acontecimentos. Tendo em conta a viagem incrível de Octavia, Murphy, Raven, Clarke, Bellamy e muitos outros, esta série merecia um final épico para poder marcar uma era no género de ficção científica.

Se procuram algo violento, com decisões impossíveis e uma narrativa frenética, esta é uma opção a considerar. As personagens são fortes mas preparem-se para um decréscimo qualitativo ao longo das temporadas, que vai certamente influenciar a vossa opinião final acerca deste projeto.

The 100 T.6

A sexta temporada traz uma mudança radical, com um período de hibernação de 125 anos. A Eligius IV chega finalmente ao seu destino e a equipa começa lentamente a ser acordada por Jordan, o filho de Monty e Harper. O grande mote passa por “fazer melhor”, em seguimento de um vídeo gravado por um dos membros da equipa.

Apenas alguns dos membros da equipa são acordados, de forma a explorar o planeta e garantir que não existem ameaças na superfície. Diria que a premissa para esta temporada é muito interessante e, na primeira metade, funciona de forma exemplar. Clarke, Bellamy e companhia vão encontrar uma civilização de descendentes da primeira nave exploratória mas rapidamente se apercebem que nem tudo é o que aparenta ser.

A fauna e flora tornam-se hostis durante um ciclo específico da Lua, que é conhecido por Red Sun Elipse. Adicionalmente, vão ser identificadas duas fações que têm ideias e conceitos antagônicos para o destino da comunidade, que é designada como Sanctum. Estou obviamente a evitar os spoilers, mas permitam-me destacar as personagens do Dr Gabriel Santiago, Russell Lightbourne VII e Josephine Lightbourne.

Na minha opinião, o ponto mais negativo é precisamente o recuperar de conceitos e ideias das temporadas anteriores, que pouco acrescentam à narrativa. Voltamos a ter a morte de várias personagens relevantes, em circunstâncias que desvalorizam por completo o sacrifico e trajecto anterior, o que francamente não me faz sentido.

Para garantir o inevitável impasse, temos uma revelação referente à Anomalia Temporal, um fenômeno que é alvo de estudo do Dr Santiago há décadas e que aparenta ser um dispositivo de viagem no tempo,

The 100 T.5

A quinta temporada narra os eventos que ocorrem no interior do bunker, mais especificamente a ascensão de Octavia para Blodreina, a líder dos Wonkru. Adicionalmente, Bellamy e os restantes sobreviventes concluem o seu exílio de 5 anos a bordo da estação espacial.

Como é apanágio, temos a reintrodução de uma nova facção na narrativa, que desta vez fica a cargo da tripulação da Eligius IV, uma nave mineira em que mais de 300 prisioneiros foram preservados através do sono criogênico. O intuito dos prisioneiros, que são liderados por Charmaine Diyoza, passa por colonizar Shalow Valley, a única zona habitável do planeta Terra.

Escusado será dizer que Octavia e os sobreviventes do bunker têm a mesma intenção, o que irá resultar numa batalha sangrenta, em que existem as habituais traições e o instinto de sobrevivência primordial. Esta é sem dúvida a temporada mais violenta da série, assim como a mais sombria, com o recurso a soluções extremas.

Algumas personagens acabam por ter o seu arco de redenção, enquanto outras se transformam por completo em vilões, o que mantém a narrativa interessante. O final acaba por abrir uma premissa completamente distinta para a sexta temporada, por motivos que vou manter no anonimato. No entanto, confesso que fico entusiasmado para validar qual será a abordagem, dado que pela primeira vez temos algo manifestamente inesperado e que vai colocar à prova a criatividade dos argumentistas.

Farei um balanço final quando terminar as sete temporadas, mas diria que este é o ponto mais disruptivo, no que diz respeito a narrativa.