Upload T.2

Após os eventos da primeira temporada, a relação entre Nathan e Nora sofre um gigantesco revés. O “sacrifício” de Ingrid tem o seu impacto em Nathan, que acaba por ceder e dar uma segunda oportunidade à sua ex-namorada.

Nora também é persuadida pelo seu Pai a juntar-se aos Ludds, um grupo que luta contra o enriquecimento digital, na tentativa de eliminar o Upload. É precisamente nesta comunidade que Nora conhece Matteo, dando início uma relação que vai alimentar a narrativa.

Confesso que a primeira metade desta temporada é fraca, com o foco em temas redundantes e que nada acrescentam ao desenvolvimento da história. No entanto, a segunda metade melhora significativamente, revelando pormenores relevantes acerca da morte de Nathan e lançando a premissa para a terceira temporada, que estará disponível no segundo semestre de 2023.

Na derradeira cena, somos confrontados com uma consequência da decisão tomada por Nathan e que nos deixa no habitual “impasse narrativo”. Diria que esta temporada vale sobretudo pelos episódios em que Aleesha, Luke e Ivan têem um papel mais activo.

Upload T.1

Em 2033, a Humanidade tem a possibilidade de saborear a imortalidade, numa vertente digital. Para tal, necessitam de subscrever uma mensalidade e realizar o upload da sua consciência para os servidores da empresa prestadora do serviço.

Vamos acompanhar a aventura de Nathan Brown, um programador que acaba por falecer num acidente automóvel, em condições suspeitas. Inevitavelmente, acaba por realizar o upload para Lakeview, uma comunidade virtual de luxo, dando inicio a uma investigação que visa identificar quem é o responsável pelo seu assassinato.

Upload é essencialmente uma sátira social, complementada com momentos humorísticos. As personagens de Aleesha e Luke são fantásticas, proporcionando momentos únicos de entretenimento. No entanto, a narrativa principal envolve Nathan, a sua namorada Ingrid e Nora, a assistente pessoal atribuída pela Horizen.

Como é habitual, vou evitar os spoilers, embora possa adiantar que teremos o cliché amoroso, em conjunto com uma conspiração corporativa que envolve o projeto Beyond, em que Nathan se encontrava a trabalhar. Temos igualmente o desenvolvimento de personagens, que cria a empatia necessária para converter esta primeira temporada numa recomendação da minha parte.

Convido-vos a partilhar o vosso feedback e caso não conheçam o projeto, sugiro que subscrevam a Amazon Prime Video.

Rings of Power T.1

Após o sucesso da adaptação cinematográfica da obra de J.R.R. Tolkien, a Amazon investiu (forte) na aquisição dos direitos do Index de Silmarillion, num projecto que será alegadamente composto por cinco temporadas. A narrativa decorre na Segunda Era da Terra Média e retrata a ascensão de Sauron, com a consequente queda do reino de Númenor.

A personagem central é Galadriel, uma guerreira elfa, que é obcecada em derrotar as forças do Mal, por motivos que serão explorados nos primeiros episódios. Adicionalmente, vamos acompanhar os Harfoots, que são essencialmente os antepassados dos Hobbits e a ligação entre os Anões e os Elfos, mais especificamente, na figura de Elrond e Durin.

Existem outras personagens relevantes, tais como Arondir, Elendil, Halbrand, Míriel e Isildur, que são lentamente introduzidas ao longo desta temporada. Apesar da narrativa ser o foco principal, existem igualmente várias cenas de batalha, que são suficientes para garantir o meu interesse ao longo destes oito episódios.

Diria que a verdadeira identidade de The Stranger, que é muito provavelmente um Istari, é um dos pontos mais relevantes desta primeira temporada. O ritmo de Rings of Power é fluido e apresenta com grande pormenor o reino dos Elfos, Anões e dos Homens. A grande maioria das personagens está muito bem conseguida, com elevado foco no seu desenvolvimento, convertendo esta série numa experiência muito agradável e que recomendo.

Existem obviamente algumas decisões com as quais não concordo, mas a adaptação com base no Index abre espaço para muita criatividade narrativa por parte dos argumentistas. Faço apenas o alerta para a cronologia da série, que irá ter poucos denominadores em comum com a trilogia original, que ocorre milhares de anos antes dos eventos que serão retratados em Rings of Power.