Rings of Power T.1

Após o sucesso da adaptação cinematográfica da obra de J.R.R. Tolkien, a Amazon investiu (forte) na aquisição dos direitos do Index de Silmarillion, num projecto que será alegadamente composto por cinco temporadas. A narrativa decorre na Segunda Era da Terra Média e retrata a ascensão de Sauron, com a consequente queda do reino de Númenor.

A personagem central é Galadriel, uma guerreira elfa, que é obcecada em derrotar as forças do Mal, por motivos que serão explorados nos primeiros episódios. Adicionalmente, vamos acompanhar os Harfoots, que são essencialmente os antepassados dos Hobbits e a ligação entre os Anões e os Elfos, mais especificamente, na figura de Elrond e Durin.

Existem outras personagens relevantes, tais como Arondir, Elendil, Halbrand, Míriel e Isildur, que são lentamente introduzidas ao longo desta temporada. Apesar da narrativa ser o foco principal, existem igualmente várias cenas de batalha, que são suficientes para garantir o meu interesse ao longo destes oito episódios.

Diria que a verdadeira identidade de The Stranger, que é muito provavelmente um Istari, é um dos pontos mais relevantes desta primeira temporada. O ritmo de Rings of Power é fluido e apresenta com grande pormenor o reino dos Elfos, Anões e dos Homens. A grande maioria das personagens está muito bem conseguida, com elevado foco no seu desenvolvimento, convertendo esta série numa experiência muito agradável e que recomendo.

Existem obviamente algumas decisões com as quais não concordo, mas a adaptação com base no Index abre espaço para muita criatividade narrativa por parte dos argumentistas. Faço apenas o alerta para a cronologia da série, que irá ter poucos denominadores em comum com a trilogia original, que ocorre milhares de anos antes dos eventos que serão retratados em Rings of Power.

Shang-Chi and The Legend of the Ten Rings

A quarta fase da MCU será focada na componente cósmica, o que é francamente do meu agrado. Shang-Chi aborda a Ordem dos Dez Anéis e a sua agenda política secreta ao longo dos séculos. Após uma breve introdução, a narrativa foca-se em 1996, mais especificamente na busca por Ta Lo, uma cidade mítica que possui segredos mágicos. A sua guardiã é Ying Li, que tem uma ligação direta ao nosso herói, algo extremamente relevante para o desfecho desta primeira aventura.

Uma sequência de eventos leva Shang-Chi a abandonar sua família, iniciando uma nova vida como arrumador de carros. A sua melhor amiga, Katy, desconhece o seu passado até ao dia em que são atacados por um grupo de mercenários, originando a primeira sequência épica de luta. O objetivo é roubar o pendente utilizado pelo nosso herói, que em conjunto com a da sua irmã permitirá localizar a cidade perdida de Ta Lo.

Vamos ter o reencontro com Xialing, a irmã mais nova de Shang-Chi, que guarda rancor profundo pela sua fuga. Segue-se uma nova cena de ação, brilhantemente coreografada, que acaba com a captura do nosso trio de heróis, e a consequente deslocação para a base da Ordem dos Dez Anéis. O seu pai, Xu Wenwu tem como objetivo abrir os portões de Ta Lo e libertar a sua esposa, que aparenta ter sobrevivido ao ataque do Iron Gang.

Gostei particularmente da forma como a Marvel lida com o tema de Mandarim, introduzindo Trevor Slattery na narrativa. Adicionalmente, há uma ligação ao próximo filme de Doctor Strange, com a integração de Wong e uma cameo de Abomination, algo que já tinha sido revelado no trailer inicial. Contem igualmente com muito humor e a inevitável utilização da magia, algo que será recorrente nesta quarta fase da MCU.

O acto final introduz Fin Fang Foom e desenvolve a terceira grande batalha, que opõe os nossos heróis ao Dweller-in-Darkness. Conforme referi, as cenas de ação estão excepcionais, complementando a narrativa e a solidez das personagens principais. Contem com duas cenas pós créditos, que vão incluir Carol Danvers, Bruce Banner e um (in)esperado novo líder da Ordem dos Dez Anéis.

Bom
82%