Street Fighter: The Animated Series

A InVision Entertainment foi o estúdio responsável pela adaptação de Street Fighter enquanto série televisiva. A narrativa é no mínimo questionável mas detalha as aventuras do Coronel Guile, o líder duma taskforce internacional, que tem o objetivo de derrotar a organização criminosa de Shadaloo.

A equipa, como já devem ter adivinhado,  tem o nome de Street Fighter e é composta por Blanka, Ryu, Ken, Chun-Li, Honda e Cammy. Ao longo de duas temporadas,  os nossos heróis vão envolver-se em batalhas constantes com Sagat, Vega, Zangief e o seu líder, General M. Bison. Ao bom estilo dos anos 90, existe um código de honra pelo qual os nossos heróis se regem: disciplina, justiça e compromisso, algo que nos é relembrado de forma constante.

A narrativa tenta explorar algumas ligações ao jogo e ao filme, mais especificamente a transformação de Blanka e a busca de vingança por parte de Chun-Li, embora falhe redondamente nessa perspectiva. A inclusão de Dhalsim acaba por ser interessante, assim como o humor presente na relação (pouco) profissional entre  Cammy e Guile, embora insuficiente para transformar esta série em algo memorável.

O meu episódio preferido da primeira temporada  é “Strange Bedfellows”, com a participação de Akuma, que resulta numa parceria improvável entre Guile e M.Bison. Os argumentistas sentiram uma clara necessidade de aumentar o nível na temporada seguinte, introduzindo personagens adicionais, das quais destaco Dee Jay, Fei Long, T-Hawk, Satin Hammer e a equipa Delta Red, a antiga unidade de Cammy.

A qualidade individual dos episódios é superior, com particular relevância para um crossover com o universo de Final Fight, também da CAPCOM, no episódio 25, em que Ken e Ryu unem esforços com o Mayor Haggar, Guy e Cody, para resgatar Jessica das garras do terrível gangue Mad Gear.

No global, considero esta série mediana, embora ganhe alguns pontos no factor nostalgia. A animação está longe de ser brilhante e a narrativa é redutora, bem ao estilo dos anos 90. Mas confesso que há algo majestoso em ouvir “Sonic Boom”, “Shoryuken”, “Hurricane Kick” ou “Spinning Bird Kick”.

Heart of Batman

Os anos 90 estão repletos de grandes séries de animação e Batman é, muito provavelmente, o seu expoente máximo. Este documentário é muito interessante e partilha pormenores curiosos sobre o trabalho de Paul Dini e Bruce Timm.

Convido-vos a assistir e caso pretendam, a caixa de comentários está disponível para iniciarmos um debate sobre este tópico.

Star Trek: The Animated Series

Como fã incondicional do universo Star Trek não faria sentido deixar de revisitar a série de animação. O primeiro episódio teve a estreia mundial a 8 de Setembro de 1973, com o bónus de manter as vozes de todas as personagens da série, o que ajudou e muito ao sucesso do projeto.

São duas temporadas, compostas por dezasseis e seis episódios respetivamente e em que temos uma perspectiva diferente da Enterprise, com aventuras que não podiam ser criadas com a tecnologia da série original. Existem episódios em que temos a presença de Harry Mudd e dos Tribles, assim como outros que se tornaram icónicos e polêmicos (Voyages of Imagination, acerca da infância de Spock).

No global, a animação é bem conseguida e complementa de forma muito interessante a viagem da Enterprise. Um dos pontos mais curiosos reside no facto do realizador Hal Sutherland ser daltónico, o que resultou na utilização de vários tons de cor de rosa, quando na realidade deveriam ter sido cinza.

1975 marca o fim da série, que acabou por ser a única aventura de animação da franchise. Se são assinantes do Netflix esta é a melhor forma de acompanhar mas podem igualmente utilizar outro serviço de streaming da vossa preferência.