Transformers: The Last Knight

Com excepção do primeiro filme, a saga Transformers não tem sido particularmente bem tratada, mas nada me preparou para algo tão mau como Age of Extinction. Por esse motivo, entrei com expectativas terrivelmente baixas para The Last Knight, que acabou por me surpreender pela positiva.

A narrativa apresenta-nos a Humanidade em guerra com os Transformers, numa fase em que Autobots e Decepticons se encontram fragmentados e sem líder. Optimus Prime encontra-se a caminho de Cybertron e a chave para salvar o planeta assenta na ligação histórica entre os Cavaleiros de Távola Redonda e os Transformers, que juraram defender e proteger o bastão de Merlin, uma poderosa arma capaz de mudar o desfecho de qualquer guerra.

Até agora tudo parece terrivelmente rebuscado, mas a realidade é que funciona, resultado da simbiose criada entre acção e humor, com destaque óbvio para Bumblebee e Cogman. O regresso de Cade Yeager, Agente Simmons e do Coronel William Lennox são igualmente importantes para fazer a ligação com os filmes anteriores, assim como a adição de Vivian Wembley e Sir Edmund Burton, que conferem uma dinâmica diferente a The Last Knight.

Por último, a vilã Quintessa tem a sua relevância, até porque faz claramente a ponte para o próximo filme, que envolverá garantidamente Unicron. Existem cenas épicas de acção, carros de alta cilindrada, cavaleiros, submarinos, nazis e até uma luta entre Optimus e Megatron, mas é a dinâmica entre Yeager e Vivian que elevam esta aventura a um patamar muito superior aos dois filmes anteriores.

Apesar de não deslumbrar, há muito de positivo nestes 269 minutos, pelo que sugiro que lhe dêem uma oportunidade.

Transformers

Desde pequeno que me lembro de acompanhar as aventuras de Optimus Prime e a sua luta com Megatron. Cheguei a ter pilhas de cassetes de VHS repletas de gravação. Quase vinte anos depois Michael Bay e Steven Spieldberg tiveram a capacidade de me fazer regressar ao passado.

Os efeitos especiais são do melhor que já vi, o filme até tem um enredo cuidado e as cenas de acção estão genialmente coreografadas. A escolha para as vozes é excelente e as constantes punch lines humorísticas estão bem articuladas. Não considero que seja um filme brilhante mas por tudo o que referi anteriormente tem obrigatoriamente de levar nota elevada. Resta saber se irá existir uma sequela nos tempos vindouros.

As cerca de duas horas e meia passaram agradavelmente rápido e só tive pena de não ter podido assistir à reprodução digital (damn Harry Potter). Dito tudo isto, recomendo-vos o vídeo do primeiro episódio da série animada dos Transformers… ai as saudades!