Doctor Who T.10

Após uma das mais brilhantes temporadas de sempre, o Doutor está de volta para mais aventuras repletas de acção, devidamente complementadas com a pitada de humor característica. O primeiro episódio começa de forma brutal, com o aparecimento de The Ghost, um super-herói que tem estranhas ligações ao nosso Timelord preferido.

Com o decorrer da narrativa, ficamos a conhecer Bill Potts, assim como Nardole, que será uma presença constante ao longo desta temporada. Tomamos igualmente conhecimento da existência de um cofre, que é guardado pelo Doutor, impossibilitando-o de viajar no tempo.

Existem inúmeros episódios de qualidade, com novos adversários tais como The Monks e Ice Warriors mas os clássicos Daleks e Cybermen continuam a ser presença assídua, criando  o enquadramento necessário para o ressurgimento de um antigo conhecido do Doutor (spoilers… como diria River Song).

Twice Upon a Time é o derradeiro episódio desta temporada, que marca igualmente o fim da linha para Peter Capaldi, que irá regenerar-se, dando lugar à nova Doutora, Jodie Whittaker. Confesso que estou extremamente entusiasmado com a escolha, que permitirá uma abordagem refrescante e criar alguma inovação em termos de narrativa.

Para terminar, quero apenas enaltecer a prestação de Capaldi, que começou algo tremido mas conseguiu deixar um cunho pessoal na personagem. Parece-me mais do que justo salientar a enorme qualidade das duas últimas temporadas, que conseguiram mostrar uma nova faceta, para além de continuar a fazer um fan service incrível.

Shut up. Shutity shut up.

Sherlock T.4

O esperado regresso de Sherlock ocorreu no início de 2017 e traz-nos um caso peculiar, que envolve bustos de Margaret Thatcher, Sherrinford, um assassino em série, Moriarty e uma morte inesperada. Uma vez mais a narrativa é excelente, repleta de drama e situações inesperadas, com destaque para o evoluir da revolução entre Sherlock e Watson.

O que parecem ser três episódios soltos e sem ligação aparente, convertem-se em algo convergente, que termina com uma revelação importante e que pode mudar o paradigma da própria série. Gostei particularmente da carga psicológica desta temporada, em que temos sistematicamente a sombra de Moriarty a pairar. De realçar igualmente a relevância atribuída a personagem de Mycroft, uma das minhas preferidas e aos apontamentos humorísticos de Mrs Hudson, que são simplesmente soberbos!

No entanto, nem tudo são rosas e confesso que o derradeiro episódio é provavelmente o mais fraco das quatro temporadas, embora tenha aberto algumas oportunidades para uma eventual quinta aventura desta dupla. Recomendo vivamente que acompanhem este fantástico reboot do detective mais famoso do Mundo e como sempre, partilhem a vossa opinião na caixa de comentários.

Sherlock T.3

É com algum atraso que partilho a minha opinião acerca da terceira temporada desta fantástica série mas mais vale tarde do que nunca, como frisa o ditado popular.

A narrativa apresenta-nos um Dr. Watson amargurado com os eventos que ocorreram em Reichenbach e que o levaram a abandonar Baker Street. No entanto, Philip Anderson acredita que Sherlock está vivo, apresentando como argumento uma série de acontecimentos invulgares que ocorreram no Tibete, India e Alemanha e que parecem interligar-se. O mistério dá início a uma verdadeira aventura global, que termina com uma revelação surpreendente, que vou manter em segredo.

Esta temporada dá-nos igualmente a conhecer a personagem de Mary Morstan, a esposa de Watson, que irá ter um papel importante no desfecho da temporada. Uma vez mais, a narrativa é envolvente, repleta de imprevistos e com uma qualidade extraordinária. As interpretações são simplesmente soberbas e tenho a certeza que ficarão satisfeitos com os três episódios.

Para terminar, temos o ressurgimento de Moriarty, que promete dar nova vida à quarta temporada, que estará disponível no início de 2017.