Indie Game – The Movie

Como fã de jogos indie não podia deixar de ver este fantástico documentário, que tem recebido boas críticas. Apesar de ainda não estar disponível em Portugal, consegui finalmente arranjar 2 horas para o ver e gostaria de partilhar convosco a minha opinião.

Indie Games – The Movie está muito bem estruturado, cobrindo um espaço de tempo que acompanha o desenvolvimento até ao lançamento do produto final. São três os jogos escolhidos: Fez, Super Meat Boy e Braid, o que permite ao espectador ter uma ideia muito clara de como funciona o “Universo” indie. Considero francamente positivo o facto do documentário ter conseguido captar quase na perfeição a angústia, frustação, alegria e satisfação inerentes à criação de algo tão pessoal mas que visa agradar ás massas. Estamos a falar de títulos criados por equipa de 2 elementos e que ficaram na história dos jogos indie pelas suas vendas. Mas para mim, o ponto mais interessante é a batalha constante para analisar friamente as falhas e ultrapassar os obstáculos que são encontrados durante o desenvolvimento.

Torna-se uma experiência única seguir as quase 2 horas de documentário numa perspectiva de “behind the scenes”, sobretudo para alguém como eu, que teve o privilégio de jogar estes 3 fantásticos títulos XBLA. Tenho perfeita noção de que este documentário tem um público alvo específico mas recomendo-o sem hesitação. Das três histórias contadas, o maior ênfase é claramente na Team Meat mas confesso que fiquei mais emocionado com a aventura de Phil Fish, que chega a ser dramática. Mas tudo acaba bem, dado que Fez é claramente um dos grandes jogos de 2012!

Mas chega de spoilers, vão por esse web fora que o documentário é disponibilizado gratuitamente via stream. E tudo sem pirataria.

Braid Ep.1

Existem vários jogos que marcam uma era em termos de títulos indie e Braid é um claro exemplo. Lançado em 2009 por Jonathan Blow, Braid conta a aventura de Tim, que luta desesperadamente para conseguir salvar a sua princesa das garras de um terrível monstro.

É incerto o motivo pelo qual o herói está de fato e gravata (talvez fosse corretor em Wall Street ou algo do género) mas cabe ao jogador controlar Tim por diversos níveis, que vão requerer destreza e capacidade de improviso. Braid é um excelente jogo de plataformas mas não fica por aí: somos constantemente bombardeados com novos puzzles e a dificuldade vai aumentando gradualmente, sem nunca comprometer a jogabilidade ou dar a sensação de missão impossível.

Para terminar, deixo-vos o primeiro episódio da minha aventura. O jogo está disponível para Windows, Mac, Steam e XBOX 360. Altamente recomendado! 🙂