Castlevania T.3

Após a morte de Drácula, o nosso trio de heróis tenta encontrar um novo propósito para a vida. Alucard opta por permanecer no castelo, com o objetivo de o reconstruir. Adicionalmente, fica responsável pelo espólio da família Belmont, no sentido de preservar e transmitir conhecimento ás gerações futuras.

Trevor e Sypha decidem ajudar o que resta da humanidade, ajudando na reconstrução das cidades e eliminando demónios e monstros que continuam a subjugar os mais fracos. Adicionalmente, continuamos a acompanhar o arco narrativo de Hector, que permanece prisioneiro de Carmilla, que tem planos arrojados para a raça vampira.

Isaac continua na sua missão de vingança, embora comece a ter uma perspectiva diferente, mais focada na reconstrução e na perspectiva de criar um Mundo mais justo. Na minha opinião, uma boa história necessita de evolução nas personagens e é precisamente isso a que vamos assistir nesta terceira temporada.

A introdução de Lenore, uma das irmãs vampiras de Carmilla e Saint Germain, um alquimista, são uma lufada de ar fresco, acrescentando qualidade e complexidade narrativa. Vou evitar os spoilers, mas posso adiantar que teremos uma batalha épica entre Isaac e o seu exército e outra em Lindenfeld, que visa ressuscitar Drácula.

Esta é provavelmente a minha temporada preferida até ao momento e lança uma premissa fabulosa para a derradeira temporada, que irá opor Isaac a Hector, para além do derradeiro desafio para o trio composto por Alucard, Trevor e Sypha.

Castlevania T.2

A segunda temporada retoma a batalha de Belmont, Cypha e Alucard, que tentam aceder ao Castelo de Drácula, com o intuito de o assassinar. Vamos conhecer em detalhe o Conselheiro de Guerra de Drácula, com devido enquadramento das suas raízes.

Diria que o tom destes 12 episódios é claramente mais dark e violento, mantendo no entanto alguns momentos de humor dignos de registo. Há a preocupação de humanizar as personagens e acompanhar as várias narrativas que nos são apresentadas ao longo desta temporada.

Apesar de tardio, é fundamental destacar o extraordinário casting, com destaque para Richard Armitage, James Callis, Matt Frewer, Jaime Murray e Graham McTavish, entre muitos outros. A música é igualmente fenomenal, trazendo lembranças de um passado distante da minha adorada NES.

Não vou colocar spoilers, mas posso adiantar que gostei bastante do ritmo desta temporada, assim como da evolução constante das personagens e das suas motivações. Existe a preocupação de mostrar ambos os lados, não existindo limites claros para definir quem está certo ou errado.

Recomendo vivamente Castlevania a todos os leitores deste espaço, sejam ou não fãs e/ou conhecedores das suas raízes em termos de videojogos. Estamos perante uma homenagem fantástica mas que não depende dessa ligação para proporcionar uma experiência fenomenal.

A terceira temporada está confirmada e estará disponível algures no decorrer de 2019.

Castlevania T.1

Quando foi confirmada a adaptação do universo de Castlevania fiquei apreensivo, dado que se trata de terreno sagrado, no que diz respeito a videojogos. Mas, após alguma pesquisa e de constatar a lista de nomes que se associou ao projeto, o entusiasmo instalou-se.

Agora que tive a oportunidade de ver a primeira temporada, posso adiantar que estamos perante algo épico e que faz jus ao material original. A narrativa decorre em Wallachia, no ano de 1455, em que uma humana, de nome Lisa, resolve solicitar ajuda a Dracula Tempes, um vampiro com largos conhecimentos ao nível da ciência e medicina.

A relação evolui do plano profissional para o pessoal, culminando no matrimónio. Tudo parece correr pelo melhor, até que em 1475, na cidade de Târgoviste, um bispo resolve acusar Lisa de bruxaria, após encontrar material científico em sua casa. Como era apanágio na época, fruto do fanatismo religioso, é realizada uma execução na fogueira, que irá despontar a ira de Dracula, que jura vingar a morte da sua esposa no espaço de um ano.

Alucard, o filho de Lisa e Dracula implora para que o Pai reconsidere, sugerindo apenas que castigue os responsáveis pela morte da Mãe. Mas o Rei dos Vampiros encontra-se cego pelo sentimento de vingança e no aniversário da morte de Lisa, lança o seu exército na cidade, com o intuito de aniquilar todos os Humanos.

Em Gresit, uma cidade próxima, Trevor Belmont salva um ancião, acusado de ser o responsável pelo ataque de Drácula, vindo a descobrir que este homem é o líder de uma ordem designada The Speakers, que acredita na existência de um Soldado Adormecido, capaz de derrotar o rei dos Vampiros.

Relutantemente, Trevor acaba por ajudar o ancião, derrotando um Cíclope e libertando a sua sobrinha, Sypha, com quem vai desenvolver uma relação de amizade única. Esta primeira temporada foca-se no desenvolvimento de personagens, apresentando as suas motivações e criando o enquadramento necessário para a batalha que irá ocorrer na temporada seguinte.

Após os eventos de Gresit, Trevor e Sypha vão descobrir o túmulo de Alucard, que se revela como “guerreiro adormecido”, formando um trio inesperado e que irá desafiar Dracula.

Em conclusão, este projeto da Netflix é absolutamente brilhante, conseguindo conjugar narrativa e ação de forma perfeita, proporcionando uma experiência envolvente ao longo dos seis episódios.