Justice League Action

Jim Krieg, Butch Lukic e Alan Burnett são os responsáveis por mais uma adaptação da Justice League. Ao longo de 52 episódios vamos maioritariamente acompanhar as aventuras de Batman, Super-Homem e Wonder-Woman.

O tom da série é muito leve, com uma componente humorística acentuada. Os episódios têm uma duração de 15 minutos e introduzem uma panóplia de personagens secundárias, tais como Booster Gold, Firestorm, Jonah Hex, Klarion, Big Barda, entre muitos outros.

O casting é de elevado nível, com destaque para Kevin Conroy, Mark Hamill, Jason J. Lewis e Rachel Kimsey. Para além dos principais membros da Justice League, a narrativa incorpora vilões clássicos tais como Atrocitus, The Joker, Darkseid, Lex Luthor e Brainiac.

Salvo raras excepções, não existe ligação entre os episódios, que assentam numa narrativa simples, repleta de ação e com uma pitada de humor, o que converte Justice League Action num projeto diferente e que recomendo para os fãs da DC. Caso pretendam assistir em território nacional, podem fazê-lo através da HBO Go Max.

Harley Quinn T.2

A segunda temporada aborda o quotidiano da cidade de Gotham, que se encontra totalmente sob o controlo dos vilões. Os territórios encontram-se divididos e Harley decide eliminar Bane, Two Face, The Riddle e Penguin, convertendo-se na líder do crime.

O tom politicamente incorrecto é uma constante, assim como a violência, que permanece numa harmoniosa simbiose com o humor. O casamento de Ivy e Kite Man continua a ser um ponto fundamental da narrativa, por motivos que não vou divulgar e teremos o inevitável desenvolvimento de personagens, com episódios parcialmente focados em Doctor Psycho, King Shark, Clayface e Sy Borgman.

Pelo meio, existirão alianças inesperadas, uma viagem a Apokolips e uma despedida de solteira em Themyscira. Mas o ponto mais alto é sem dúvida a personagem de Joker, que irá sofrer uma mudança significativa, num arco narrativo que irá dar origem a uma batalha épica, que envolverá a Justice League e os Parademons.

Torna-se complexo falar da série sem partilhar spoilers, pelo que termino com a recomendação de investirem tempo em Harley Quinn. São apenas doze episódios de 20 minutos, que conseguem inserir no vosso calendário e o resultado final são inúmeras gargalhadas e uma série que aborda temas sérios de uma forma politicamente incorrecta.

A terceira temporada está confirmada, embora ainda sem data específica.

Harley Quinn T.1

Se procuram uma adaptação da DC que seja politicamente incorreta e repleta de violência, a minha recomendação vai para esta série. A premissa é simples mas envolve a separação de Joker e Harley, que acaba por ter consequências desastrosas para Gotham.

A primeira metade da temporada introduz as personagens de Doctor Psycho, King Shark, Clayface e Sy Borgman, que irão integrar a equipa de Harley Quinn. A sua melhor amiga, Poison Ivy, tem igualmente um papel relevante, servindo de consciência e voz da razão para as constantes tentativas falhadas de entrar na Legion of Doom.

O mais interessante para mim é o facto da narrativa abordar temas sérios, num tom satírico e repleto de momentos cómicos. Adicionalmente, temos a presença de Batman e do Comissário Gordon, numa versão completamente disfuncional e que complementa de forma competente a loucura que vai ocorrendo nos diversos episódios.

Contem igualmente com a presença de vilões secundários, tais como Kiteman e Queen of Fables, que terão um papel relevante no desfecho da primeira temporada. O casting de voz é fabuloso, com destaque para Kaley Cuoco, Jason Alexander, Alan Tudyk e Lake Bell.

Esta é uma série que recomendo vivamente e que vai crescendo exponencialmente em termos de qualidade e momentos épicos. O melhor exemplo são os derradeiros dois episódios, em que o Joker consegue (finalmente) alcançar o seu objetivo de conquistar Gotham City.