Injustice

A obra de Tom Taylor teve uma adaptação ao mundo dos videojogos e recebeu em, 2021 um filme de animação. Injustice mostra-nos uma realidade alternativa, em que um plano maquiavélico de Joker transforma por completo Super-Homem. A perda inimaginável que sofre altera por completo o seu comportamento, convertendo a Justice League num bastião para a manutenção da paz no Planeta.

Esta atitude cria uma cisão clara na equipa, criando duas fações, lideradas por Batman e Super-Homem e que vão alimentar a narrativa. Este filme representa apenas uma parte da história, não estando para já previsto uma sequela. Por esse motivo, diria que vale o investimento nesta adaptação, que apresenta um desfecho para esta aventura.

Vamos ter a oportunidade de assistir a batalhas improváveis entre membros da Justice League, assim como a algumas mortes brutais, numa visão muito pessimista do que seria ter um Super-Homem sem as restrições morais a que estamos habituados. O casting de voz está muito bem conseguido, com a presença de nomes como Justin Hartley, Anson Mount, Janet Varney, Faran Tahir e Gillian Jacobs.

Em termos de animação, a DC entrega um produto de qualidade, embora no meu caso em concreto, a experiência saiba a pouco, dado que apenas detalha uma parte reduzida do universo de Injustice. Por esse motivo, a minha nota final para este filme sofre um revés mas vale certamente a recomendação.

Mediano
67%

Tweeterhead Poison Ivy 1/6

A mudança para a escala 1/6 continua em bom ritmo. O ano de 2021 trouxe a adição de cinco novas estátuas, sendo a Dra Pamela Lillian Isley a mais recente. Curiosamente, por motivos orçamentais optei pela Catwoman da XM Studios, que ainda não foi lançada, em detrimento desta peça da Tweeterhead.

Mas, por mero acaso do destino, uma troca de emails com a Shop4Nerds criou as condições necessárias para encomendar e receber esta estátua no passado dia 23 de dezembro. As fotos do protótipo deixaram-me entusiasmado mas posso confirmar que ao abrir a caixa fiquei de imediato com a sensação de estar perante algo de muito especial.

Os detalhes são soberbos e a aplicação das cores está muito bem conseguida, elevando esta peça a um patamar extremamente elevado. Confesso que estou francamente satisfeito e como habitualmente termino com uma série de fotos acerca do unboxing e respetiva colocação no expositor.

This slideshow requires JavaScript.

The Batman

Apesar do choque inicial este projeto foi ganhando a minha confiança, convertendo-se num dos filmes que mais ansiava ver em 2022. Vamos acompanhar o segundo ano de combate ao crime do nosso herói, numa fase em que a corrupção assola por completo Gotham.

A atmosfera sombria está muito bem recriada e o primeiro acto é fabuloso, introduzindo as personagens principais e  a premissa narrativa que vai suportar as quase três horas de filme. Um misterioso serial killer aterroriza a cidade, assassinando algumas das principais figuras políticas, no sentido de revelar a sua verdadeira “identidade”. Adicionalmente, cada cena do crime tem uma mensagem específica para Batman, no formato de adivinha.

O tenente James Gordon solicita o auxílio de Batman para a investigação, algo que não cai bem no seio da GCPD, sendo notório o desconforto ao longo de todo o filme. Conforme referi no parágrafo inicial, vamos acompanhar a génese do nosso herói, que recorre a dedução e investigação, apesar de termos várias cenas épicas de ação.

Apesar da utilização de tecnologia topo de gama, o foco reside na componente humana, o que eleva este filme a um patamar elevado. Temos igualmente uma panóplia de figuras relevantes no universo de Batman, tais como The Riddler, Alfred, Selina Kyle, Gordon, Oz e Falcone, que conferem uma ligação à franchise, sobretudo para os fãs mais hardcore.

Matt Reeves fez um trabalho fantástico, com uma narrativa envolvente, complementada com uma excelente fotografia e uma banda sonora soberba. No que diz respeito a actores, destaque para o trabalho de caracterização de Colin Farrell, que está irreconhecível. Robert Pattinson e Zoë Kravitz formam uma boa dupla, com a química necessária para serem convincentes.

No entanto, gostaria que o filme tivesse mais foco na personagem de Bruce Wayne, algo que ficou praticamente esquecido, assim como a sua relação com Alfred. Enquanto Batman, sem dúvida que Pattinson cumpriu mas fica a dúvida no que diz respeito à sua vida de magnata e celebridade de Gotham.

No final do terceiro acto, temos a inevitável introdução de Joker, que tem um diálogo interessante com The Riddler, numa das celas de Arkham. Em conclusão, fiquei agradado com a qualidade desta nova adaptação de Batman e fico ansioso pela confirmação de uma trilogia, para podermos expandir e introduzir mais vilões.

Bom
82%