The Desolation of Smaug

Após um fenomenal início de trilogia foi com toda a pompa e circunstância que me desloquei ao IMAX para ver a continuação da aventura de Thorin, na companhia de alguns entusiastas da obra de Tolkien. O início do filme é francamente positivo, com um breve relembrar do ponto em que nos encontramos e com o desenrolar fluido da narrativa. No entanto, com o avançar do filme o ritmo quebra, apesar das fantásticas cenas de acção, cortesia de Legolas e Tauriel.

Não me considero um purista da obra de Tolkien, pelo que até aceitei bem a introdução de duas personagens que não constam do livro. A ligação à narrativa está relativamente bem executada e compreendo a necessidade de apresentar algo que faça ligação com o Senhor dos Anéis mas este filme torna-se demasiado longo, ficando uma sensação de exagero face ás quase 2 horas e meia.

Recuperei algum do entusiasmo após a chegada a LakeTown, especialmente com a personagem de Bard, que me parece muito bem representada por Luke Evans. A chegada à Montanha é claramente o ponto mais alto do filme, superando a entrada em cena de Smaug. A escala e carga emotiva atribuída ao dragão está muito bem conseguida e Peter Jackson consegue recuperar crédito precisamente nesse ponto com a escolha de Benedict Cumberbatch. A sua voz e “presença” torna as cenas dentro da montanha são excelentes e por breves instantes somos catapultados para a Terra-Média em toda a sua glória.

No global, considero este capítulo inferior ao primeiro, com a agravante de terem sido reavivadas as minhas preocupações relativas ao excesso de filme para contar uma história relativamente curta. Paralelamente, fiquei surpreendido pela negativa com o ponto em que termina “The Desolation of Smaug”, o que me faz crer que a terceira parte terá um ritmo frenético. Para terminar, parece-me importante destacar o desinteresse em redor da personagem de Beorn, algo que não consigo compreender, dado que na minha óptica é uma personagem importante desta aventura.

Como pontos positivos, salientar a presença de Stephen Fry, Stephen Colbert e a breve aparição de Peter Jackson logo no início do filme. E agora basta aguardar ansiosamente pelo terceiro e última parte: There and Back Again. Até lá recomendo que vejam este filme, que não deixa de ser excelente, apesar de ter pontos que poderiam ter sido mais bem explorados.