Iron Sky: The Coming Race

A sequela do mítico Iron Sky foi lançada no final de 2019 e acabou por ficar em standby no meu gigantesco backlog de filmes. A opinião generalizada não é muito abonatória mas, para mim, esta franquia enquadra-se no género de série B. Dito isto, há um espaço no meu coração cinematográfico para uma visita ao centro da Terra, com dinossauros e nazis à mistura.

A narrativa decorre 29 anos após os eventos do primeiro filme. O Planeta Terra encontra-se inabitável, após ter sido fustigado por uma guerra nuclear. Os derradeiros sobreviventes seguem para a base lunar Neomenia, que se encontra numa estado de deterioração acentuado. A líder continua a ser Renate Richter e a sua filha, Obi, é a responsável pela manutenção técnica. Vamos igualmente conhecer o culto Jobism, focado na tecnologia da Apple e Sasha, o jovem mecânico russo que levou o que restava da população humana para a base.

Vamos ter o regresso de Wolfgang Kortzfleisch, que irá explicar a origem dos Vril, a raça extraterrestre responsável pela destruição do planeta e uma missão que tem como objetivo atingir a cidade de Agartha, no centro da Terra e resgatar o Cálice Sagrado. É com base nesta premissa narrativa digna de Hollywood que The Coming Race assenta. Existem momentos deliciosos, que envolvem a utilização de um Nokia 3310, uma luta com Steve Jobs e o aparecimento de Hitler montando num T-Rex.

O humor é uma constante e o terceiro acto é satisfatório, dando conclusão a uma aventura que tem os seus momentos. Parece-me importante salientar que este filme é apenas para os apreciadores de série B, pelo que a minha recomendação é realizada com base nessa lógica. Por último, apenas salientar que numa cena pós-créditos é visível a existência de uma base russa em Marte, o destino escolhido pelos sobreviventes da Humanidade.

Mediano
60%

Hellboy: Blood and Iron

Este filme centra-se nas aventuras do Professor Trevor Bruttenholm, mais especificamente numa missão que o leva para a Transilvânia. Erzebet Ondrushko é uma vampira que vendeu a sua alma à Deusa Hecate, no sentido de manter a sua aparência jovem. Para tal, necessita literalmente de banhar-se no sangue de inocentes. Com a ajuda do sol e do Padre Lupescu, o Professor Bruttenholm consegue derrotar a vampira. A narrativa avança para o presente, em que o BPRD é chamado para um aparentemente simples e que está relacionado com uma casa assombrada nos Hamptons.

O proprietário da propriedade é Oliver Trumbolt, que tem uma ligação próxima dos Senadores, o que força a equipa, composta por Liz, Abe, Hellboy e Sydney Leach, a aceitar a missão. O facto mais curioso é a insistência do Professor em acompanhar a equipa, sem explicar o seu motivo oculto, que será revelado posteriormente.

Segue-se a montagem do equipamento de vigilância, que permite à equipa perceber que não se trata de uma manobra publicitária e que efetivamente existem fantasmas na mansão, que estão ligados à missão da Transilvânia. Aparentemente, alguém que esteve presente na missão da Transilvânia está a tentar ressuscitar Erzebet Ondrushko, com o auxílio das hárpias. Como tem sido habitual, há uma componente de humor nos diálogos, sobretudo de Hellboy, que tende a desvalorizar o real perigo das situações em que se coloca.

Temos uma batalha contra as harpias, um lobisomem e a inevitável Hecate, que pretende o auxílio de Hellboy para a destruição do Mundo como o conhecemos. Liz e Abe unem esforços para ajudar o nosso demónio a derrotar a Deusa, algo que se revela complexo mas que acaba por suceder. O derradeiro acto fecha com a derradeira luta entre Erzebet Ondrushko  e o Professor Trevor Bruttenholm, que utiliza a sua inteligência para compensar a debilidade física que ostenta.

Blood and Iron é, na minha opinião, um filme superior a Sword of Storms. A manutenção do casting garante continuidade ao projeto, dado que nos permite manter a associação ao filme live action, assim como à animação. E sejamos honestos, Sir John Hurt, Ron Perlman, Salma Blair e Doug Jones são soberbos nos seus respectivos papéis.

Mediano
70%

Iron Studios Stan Lee 1/10

O primeiro artigo deste novo ano é reservado a um ícone da pop culture. Estou a referir-me a Stan Lee, o criador de inúmeros heróis da Marvel e que passou a fazer parte da minha coleção, graças à Iron Studios.

A escala é de 1/10 e a edição escolhida foi a Deluxe, que tem vários extras que valem a pena, na minha opinião. A semelhança física com Stan Lee está bem conseguida e o detalhe da escultura cumpre os critérios de qualidade que estabeleci para esta escala.

Para terminar, partilho a habitual galeria de fotos e caso tenham questões, basta utilizar a caixa de comentários.

Excelsior!

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