Mission Impossible: Final Reckoning

Muito se tem especulado acerca da continuidade desta franquia, tendo em conta a idade avançada da maior parte do elenco. Se efectivamente estou foi o canto do cisne para Tom Cruise, diria que terminámos com um estouro!

Final Reckoning consegue aglomerar as inevitáveis cenas impossíveis, que moldaram este género, mantendo uma narrativa coerente e que termina este arco de forma bastante competente.

Vamos retomar os eventos de Dead Reckoning, em que a Entidade tem um plano claro que visa eliminar a Humanidade, utilizando o seu arsenal nuclear. A sua capacidade de análise ao comportamento de Hunt torna qualquer ação previsível, o que vai criar a necessidade de um plano ousado, que visa conter a IA, com a utilização do Poison Pill, um malware criado especificamente por Luther.

Preparem-se para acção quase interminável, alianças improváveis, traições e as habituais surpresas, que catapultam este filme para um patamar elevado. Gosto parcialmente da sequência a bordo do submarino  Podkova e a batalha área com Gabriel, que demonstram a qualidade das coreografias de ação neste filme.

Esta derradeira missão fecha alguns arcos narrativo e soa a uma despedida da franquia, embora o final deixe em aberto a continuidade da equipa. Pessoalmente, gostaria de ver uma nova geração, mas compreendo que seja muito complexo substituir Ethan Hunt.

Para quem é fã deste género, Final Reckoning é uma recomendação simples. Apesar de não gostar de algumas decisões, nomeadamente a forma como Gabriel é eliminado, este é um dos melhores títulos da franquia. A adição de Hayley Atwell e Pom Alexandra Klementieff reinventou a equipa, criando uma dinâmica interessante e que funcionou de forma exemplar, nestes dois derradeiros filmes.

E caso estejamos perante o fim de uma era, só tenho a agradecer por 29 anos verdadeiramente épicos no que diz respeito a acção, que marcaram e redefiniriam este género.

Este artigo (não) vai auto-destruir-se em dez segundos…

Bom
80%

Mission Impossible: Dead Reckoning

O sétimo filme da franquia traz-nos uma ameaça digital, na forma de uma inteligência artificial que ganhou consciência e pretende adquirir todo o conhecimento existente nas agências de segurança do Mundo. Ethan e a sua equipa terão de localizar as duas metades de uma chave, que alegadamente lhes darão acesso a algo que esta IA pretende.

A narrativa está repleta de ação e tem início no deserto, para uma missão de resgate da agente Ilsa Faust, que tem a cabeça a prémio por motivos desconhecidos. Rapidamente ficamos a saber que está em posse da primeira metade da chave, que é alvo de cobiça pelas maiores super-potências mundiais. Adicionalmente, vamos ter uma ligação ao passado de Ethan, na figura de Gabriel, um terrorista que trabalha para a AI, que passa a ser designada como “A Entidade”.

Ethan, Luther e Benji tentam localizar a segunda metade da chave, no aeroporto de Abu Dhabi, mas são ludibriados por Grace, uma ladra profissional que terá sido contratada pela White Widow, um dos principais nomes do mercado negro internacional. Esta é a premissa principal de Dead Reckoning, em que a equipa é  colocada à prova, dado que o algoritmo da Entidade consegue prever e antecipar todas as decisões de Ethan.

A perseguição em Roma é verdadeira memorável, assim como o baile de máscaras em Veneza, que tem um desfecho inesperado. Conforme referi, os 164 minutos deste primeira metade são verdadeiramente frenéticas e terminam num impasse, que pode levar à criação de uma nova equipa da IMF. Teremos que aguardar por 28 de junho de 2024 para confirmar o desfecho desta aventura, que promete surpreender.

Este é sem dúvida, um dos grandes filmes de ação do ano, que volta a adicionar nomes sonantes ao elenco, nomeadamente Hayley Atwell, Vanessa Kirby, Esai Morales e Pom Alexandra Klementieff. Para os fãs da IMF, este é sem dúvida um filme a não perder.

Bom
79%