Kei Kurono é um adolescente que apresenta as inseguranças e o interesse pelo sexo oposto típico da sua idade. No entanto, tem uma atitude passiva e despreocupada, algo que contrasta com a sua postura enquanto criança.
Um dia, reencontra no metro um amigo de infância, Masaru Kato, envolvendo-se numa tentativa de salvar a vida a um sem-abrigo, que caiu na linha. Tudo corre da pior forma possível, originando a morte de ambos.É desta forma que somos introduzidos a Gantz, uma estranha esfera negra, que coloca humanos aparentemente falecidos num cenário de batalha, em que necessitam de matar alienígenas para garantir o seu regresso ao mundo dos vivos.
A premissa é no mínimo intrigante, colocando uma série de estranhos, que passaram pela mesma experiência de morte, num cenário em que necessitam de cooperar para alcançar o objetivo do jogo.
Ao bom estilo nipónico, existe uma influência gigante da cultura pop, aliado a conteúdos claramente sexuais, que convertem as duas temporadas de Gantz numa experiência diferente, mas que claramente não é para todos os gostos. São explorados inúmeros dilemas morais, que colocam os nossos heróis em situações de stress máximo, com uma pitada de humor constante.
Gosto particularmente das cenas de batalha, com imprevistos constantes e sobretudo do desenvolvimento de personagens,. que terão de lidar com a perda e, em muitos casos, realizar o sacrifício máximo. O anime não explora tanto o universo Gantz como a manga, mas partilha as premissas necessárias para que consigamos compreender as regras do jogo e ansiar pelo sucesso da equipa de humanos.
Caso sejam assinantes do Netflix, sugiro que deem uma oportunidade à obra de Hiroya Oku, que foi adaptada para anime por Ichiro Itano.
Hugo Cardoso
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