The Witcher T.2

A segunda temporada retoma os eventos da batalha de Sodden. Geralt é informado por Tissaia do falecimento de Yennefer mas apesar do abalo psicológico, resolve manter a sua missão. O spasso seguinte passa por visitar o seu amigo Nivellen, algo que vai revelar-se numa aventura imprevista . O primeiro episódio foca-se numa maldição e apresenta-nos as várias fações que estarão envolvidas na narrativa.

Ficamos igualmente a conhecer Filavandrel e Francesca Findabair, os líderes dos Elfos, que irão forjar uma aliança improvável com Nilfgaard. Pelo meio, teremos a estranha aparição de uma entidade, conhecida por Deathless Mother, que tem uma agenda própria e que será fulcral para o desfecho desta temporada.

Como habitualmente, gosto de evitar os spoilers, mas posso adiantar que vamos conhecer Kaer Morhen, a fortaleza onde os Witcher repousam e treinam as suas aptidões sobrenaturais. Vesemir, o mentor de Geralt, descobre um segredo que converte Ciri numa poderosa arma na luta contra as trevas. De forma relutante, o nosso herói concorda em treinar a jovem na arte do combate, ficando Triss com a parte de magia e ciência.

Esta temporada tem um excelente ritmo e desenvolve de forma muito competente as personagens. O arco narrativo que envolve Yennefer, Jaskier e Cahir é muito interessante, abrindo uma série de desfechos inesperados, mas fundamentais para conhecemos finalmente a identidade do Imperador Emhyr.

O derradeiro episódio é repleto de ação, com uma batalha épica entre os Witchers e Voleth Meir. Paralelamente, ficamos igualmente a conhecer mais do plano de conquista do Rei Vizimir , que conta com a ajuda de Sigismund Dijkstra. Ao longo desta temporada são frequentes as menções a Wild Hunt, algo que inevitavelmente irá fazer parte do futuro desta série.

Termino com a recomendação (óbvia) de The Witcher, que tem uma segunda temporada superior à original, na minha opinião. O que mais me impressionou foi a narrativa fluida e a ligação criada para com as personagens, que podem converter este projeto numa referência do género.

The Witcher T.1

Henry Cavill é o nome mais sonante desta produção da Netflix, que conta a história de Geralt de Rivia, um “mutante” com força sobre-humana e conhecimento do mundo mágico. A premissa principal da narrativa acompanha a invasão de Nilfgaard, na tentativa de derrubar Cintra e reclamar o trono, o que pode, à primeira vista, parecer terrivelmente genérico.

Mas na realidade existem várias sub-narrativas, em que nos é dado a conhecer a princesa Ciri, o bardo Jaskier e a ascensão de Yennefer como maga. A primeira temporada é composta por oito episódios e investe fortemente no desenvolvimento de personagens, tentando explicar as suas motivações. O tema do destino é abordado frequentemente e a neutralidade de Geralt é uma constante, embora a invocação da Lei da Surpresa acabe por desencadear uma série de eventos que potenciam profundas alterações.

Como sabem, opto sempre por não revelar spoilers, mas posso adiantar que estas aventuras são baseadas nas short stories The Last Wish e Sword of Destiny, que antecedem as histórias épicas dos livros, que posteriormente foram adaptadas (com enorme sucesso) para jogos de consola e computador.

A fotografia e as coreografia de batalha são francamente boas, o que aliado uma narrativa envolvente e personagens interessantes, converte The Witcher numa série a seguir. Como não podia deixar de ser, a temporada termina num gigantesco impasse, colhendo a semente que tinha vindo a plantar durante os oito episódios.

Fiquei agradavelmente surpreendido com a qualidade desta série e fico a aguardar (pacientemente) por 2021, data em que teremos o regresso das aventuras de Geralt.