Ghostbusters: Frozen Empire

A sequela de Afterlife confirma o regresso da nova geração dos Ghostbusters, devidamente financiada por Winston Zedmore. A premissa narrativa foca-se numa estranha entidade, que procura reentrar na nossa dimens?o, para a controlar com o seu exército de fantasmas e espectros.

O primeiro acto serve para fornecer contexto, relativamente ás personagens de Gary Grooberson, Callie, Trevor e Phoebe Spengler. A perseguição nas ruas de Nova Iorque est? bem conseguida, com a utilização inteligente de drones e carros de controlo remoto, culminando no gabinete de Walter Peck, que é o Mayor da cidade. Tendo em conta o seu estatuto de menor, Phoebe é impedida de participar em missões, o que ao bom estilo de qualquer adolescente, é mal aceite, desencadeando uma série de eventos que leva a um encontro dom Melody, um fantasma que faleceu num incêndio.

Frozen Empire tem muita nostalgia, com o regresso à biblioteca e a participação de alguns fantasmas do filme original, mas falha no que diz respeito à narrativa. Existe demasiado foco na rebeldia de Phoebe, cujas ações vão levar à libertação da entidade que pode destruir a Humanidade. O humor, na maior parte, está bem conseguido, com destaque para Nadeem Razmaadi, que é um dos pontos altos desta aventura.

A participação dos membros originais não podia falhar, embora sempre numa perspectiva secundária, com o intuito de elevar a nova geração. Como sabem, evito colocar spoilers, mas considero que é uma experiência agradável, sobretudo pelo fan service, embora não atinja o nível de Afterlife. Conforme mencionei no parágrafo anterior, existe demasiado foco numa personagem, o que impede o desenvolvimento de Trevor e Gary.

O acto final tem alguns momentos interessantes, embora a batalha final seja algo redutora, sobretudo pela magnitude do poder que o vil?o aparenta ostentar. Se tiverem oportunidade, invistam tempo em Frozen Empire, mas mantenham um nivel de ?expectativa moderada.

Mediano
70%

Ghostbusters: Afterlife

Esta franquia é sem dúvidas uma das minhas referências de infância, o que elevou o meu grau de expectativa. Mas no meu pensamento persistia o reboot de 2016, que pouco acrescentou ao Universo, pelo que decidi encarar Afterlife com cepticismo.

Os trailers recuperaram a esperança, com um feeling muito próprio do filme de 1984, com o bónus de ser realizado por Ivan Reitman e baseado num guião escrito por Dan Aykroyd e o falecido Harold Ramis. A narrativa é repleta de referências ao original, contando a história de Egon Spengler, que se mudou para Summervile, uma pequena cidade mineira de Oklahoma, onde é visto pelo locais como um velho senil. A premissa para o resto de Afterlife consiste precisamente na sua morte, ás mãos de uma estranha entidade.

O primeiro acto apresenta-nos igualmente Callie, a filha de Egon e a sua família, composta por Trevor e Phoebe, que irão deslocar-se para esta cidade, para tomar conhecimento do testamento. A quinta encontra-se num estado de degradação elevado, repleta de sucata e sem aparente cultivo de frutas ou legumes, apesar da terra ser cuidadosamente lavrada.

O ambiente de pequena cidade está muito bem conseguido e as personagens são cativantes. O desenvolvimento da narrativa é competente e a introdução de Podcast e Gary Grooberson são fundamentais para garantir os momentos de humor. Temos igualmente muito fan service, com a (curta) participação de Dan Aykroyd, Ernie Hudson, Annie Potts, Bill Murray e Sigourney Weaver. Não vou dar spoilers acerca do desfecho mas o antagonista principal é o clássico Gozer, que conta novamente com a ajuda de Zuul e Vinz Clortho. 

Afterlife é um exercício de nostalgia e um tributo incrível a Harold Ramis. Estamos perante um bom filme, que é sem dúvida criado para os fãs originais mas acredito que existem motivos de interesse para quem desconhece por completo o universo de Ghostbusters. Existem duas cenas pós-créditos que lançam uma potencial sequela, que permanece sem confirmação.

Bom
75%

Ghostbusters

Três décadas após o original, os Ghostbusters regressam ao cinema, com um quarteto composto exclusivamente por mulheres. O enredo envolve uma estranha personagem,, que parece estar a criar um aparelho capaz de quebrar a fronteira entre o mundo dos vivos, trazendo para Nova Iorque (tinha de ser, certo?) os fantasmas.

Tudo começa na mansão Aldridge, um edifício do século 19, que vai ser palco da primeira aparição. Uma série de eventos vai despoletar o reencontro entre Abby e Erin, que mantêm uma divergência científica acentuada. A equipa começa a ser formada com o intuito de capturar uma entidade e provar ao Mundo as teorias que defendem. Para tal, vão recrutar Patty, uma funcionária do Metro e um recepcionista inesperado, de nome Kevin.

O filme está repleto de fan service ao original, com pequenas papéis reservados a Bill Murray, Dan Ackroyd, Ernie Hudson e Sigourney Weaver, entre outros. Existem algumas tentativas  interessantes de humor mas no geral, este remake fica muito aquém do esperado.

Temos uma batalha final muito interessante, num filme que é mediano, embora entretenha. Tendo em conta a receita de bilheteira, tenho muitas reservas que exista uma sequela, apesar de termos uma cena pós-créditos que está relacionada com o tópico.