The 100 T.4

Clarke e Bellamy continuam a procurar alternativas que permitam a sobrevivência do maior número de habitantes de Arkadia. No entanto, a tensão em Polis vai subindo de nível, o que leva à exploração de novas alianças e consequentes traições. C

Esta temporada, apesar de ter pontos interessantes, tem uma primeira metade monótona, que reincide de forma exagerada nos mesmos argumentos narrativos. Dito isto, Clarke e Abby tomam uma decisão complexa, que viola muita da sua conduta moral, em prol da sobrevivência, algo que é comum nesta série.

Após a descoberta que a radiação das centrais nucleares está exposta ao ambiente , por deterioração dos selos, chega a terrível conclusão que o prazo de sobrevivência é de apenas três meses. É nessa fase que Arkadia é sabotada, inviabilizando a única solução disponível para todas as tribos. Jaha tenta resolver a questão, procurando o bunker de uma seita religiosa, denominada Second Dawn, que tem claras ligações à cultura dos Grounders.

Uma vez mais, evitando os spoilers, vão existir traições de ambos os lados, que criam a necessidade de realizar um torneio, em que cada nação envia os seus dois melhores guerreiros para um combate. O vencedor ganha o direito de salvar o seu clã e tomar posse do bunker que Jaha encontrou. Octavia é a representante dos Skaikru e acaba por emergir vencedora, após um batalha sangrenta e, em certa medida, repleta de condicionantes.

Inesperadamente, decide por juntar todos os clãs, o que cria um novo problema, dado que o bunker tem apenas capacidade para quinhentas pessoas. Com o fogo radioativo (Praimfaya) cada vez mais próximo, o derradeiro episódio implica decisões impossíveis, em que todas as fações teem de salvar cem membros e sacrificar os restantes. A temporada termina com a entrada de uma estranha aeronave no planeta, que aparenta ter uma postura hostil para com os sobreviventes.

Esta série é uma montanha russa narrativa, em que estamos constantemente a ser bombardeados com novas premissas e a constante luta pela sobrevivência. Confesso que a minha curiosidade ficou aguçada com a aparente entrada de uma nova fação mas esse será o tópico para um artigo futuro.

The 100 T.3

Em seguimento dos eventos que ocorreram no Monte Mayweather, existem alterações profundas na organização dos Grounders, que aceitam os humanos como a 13ª Tribo. No entanto, esta paz tem opositores em ambos os lados, que irão tentar quebrar a aliança a qualquer custo. É nesta altura que a narrativa passa a ter duas histórias paralelas, em que vamos acompanhar a subida ao poder de Pike, do lado do Skaikru e de Ontari nos Grounders.

Como pano de fundo, começamos por ter conhecimento do paradeiro de Jaha e Murphy, que partiram na busca pela Cidade da Luz, algo que se vai revelar fundamental para o desfecho da temporada. Sem colocar demasiados spoilers, posso adiantar que vão encontrar uma inteligência artificial, de nome ALIE, que tem um plano muito específico para o Planeta Terra, algo que é explicado em detalhe com inúmeros flashbacks.

A partir do momento em que Pike se torna o líder de Arkadia, a guerra é instalada, sobretudo após a morte de Lexa pelas mãos de Ontari. Esta situação vai levar a inúmeras baixas de ambos os lados, assim como a várias traições, resultantes de um chip proveniente da Cidade da Luz.

Como habitualmente, as personagens têm sempre decisões moralmente dúbias para tomar, que são interpretadas de acordo com as necessidades. Esta temporada continua repleta de surpresas, com a morte de elementos importantes na narrativa, mas que parecem sempre ter uma razão para acontecer.

Nos últimos dois episódios são lançados os “dados” para o que irá ocorrer na quarta temporada, quando Clark descobre que a sobrevivência do planeta pode estar em risco. Para terminar, resta-me apenas dizer que esta série continua a surpreender pela positiva, apesar de, em certos momentos, a narrativa seguir por caminhos que parecem não ter saída.