Harley Quinn T.1

Se procuram uma adaptação da DC que seja politicamente incorreta e repleta de violência, a minha recomendação vai para esta série. A premissa é simples mas envolve a separação de Joker e Harley, que acaba por ter consequências desastrosas para Gotham.

A primeira metade da temporada introduz as personagens de Doctor Psycho, King Shark, Clayface e Sy Borgman, que irão integrar a equipa de Harley Quinn. A sua melhor amiga, Poison Ivy, tem igualmente um papel relevante, servindo de consciência e voz da razão para as constantes tentativas falhadas de entrar na Legion of Doom.

O mais interessante para mim é o facto da narrativa abordar temas sérios, num tom satírico e repleto de momentos cómicos. Adicionalmente, temos a presença de Batman e do Comissário Gordon, numa versão completamente disfuncional e que complementa de forma competente a loucura que vai ocorrendo nos diversos episódios.

Contem igualmente com a presença de vilões secundários, tais como Kiteman e Queen of Fables, que terão um papel relevante no desfecho da primeira temporada. O casting de voz é fabuloso, com destaque para Kaley Cuoco, Jason Alexander, Alan Tudyk e Lake Bell.

Esta é uma série que recomendo vivamente e que vai crescendo exponencialmente em termos de qualidade e momentos épicos. O melhor exemplo são os derradeiros dois episódios, em que o Joker consegue (finalmente) alcançar o seu objetivo de conquistar Gotham City.

Birds of Prey

Um dos (poucos) pontos positivos de Suicide Squad foi o casting de Margot Robbie como Harley Quinn. Quatro anos depois, a DC resolveu criar Birds of Prey, que narra as aventuras de uma equipa improvável, composta por Harleen Quinzel, Helena Bertinelli, Dinah Lance e Renee Montoya.

O enrendo engloba uma curta história de origem para Black Canary, Huntress e Black Mask, que é o vilão desta aventura. Na minha opinião, o primeiro erro está no título escolhido para o filme, dado que é claramente centrado na personagem de Harley Quinn, que lida com a separação de Joker, tentando encontrar a sua identidade.

Cassandra Cain é uma jovem, que se vê na posse uma jóia da Família Bertinelli, tornando-se de imediato no centro das atenções de Roman Sionis, um dos principais líderes criminosos de Gotham. Victor Zsasz é o seu braço direito, ficando encarregue da missão de localizar Cassandra, que se encontra detida na esquadra local.

Há muito humor, sobretudo no que diz respeito à nova realidade de Harley, que já não usufrui da proteção de Joker, ficando exposta à fúria dos seus inimigos. Gostei de alguns pormenores, como a presença da hiena Bruce, assim como o facto de em determinados momentos,  Harley falar directamente para o espectador, quebrando a famosa quarta parede.

O filme tem coreografias de luta bem conseguidas mas a nível de interpretações deixa bastante a desejar, sobretudo no que diz respeito a Huntress e Montoya. A luta final entre Harley e Black Mask é igualmente muito fraca, o que quebra por completo o climax final da narrativa.

Caso optem por investir tempo em Birds Of Prey: and the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn, sugiro apenas que aguardem pela cena pós-créditos.

Mediano
68%

Harley Quinn 1/10

A minha coleção sofreu algumas alterações no decorrer deste ano, sendo esta a mais recente adição. Confesso que gosto imenso desta segunda edição da DC Collectibles, que nos apresenta uma Harley Quinn em formato preto e branco, com uns tons de cinza. A estátua mede aproximadamente 19 cm e complementa de forma quase perfeita a prateleira inferior da minha estante.

Nota alta para o trabalho de escultura de Jon Matthews, assim como para o design de Bruce Timm.

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