Um dos (poucos) pontos positivos de Suicide Squad foi o casting de Margot Robbie como Harley Quinn. Quatro anos depois, a DC resolveu criar Birds of Prey, que narra as aventuras de uma equipa improvável, composta por Harleen Quinzel, Helena Bertinelli, Dinah Lance e Renee Montoya.
O enrendo engloba uma curta história de origem para Black Canary, Huntress e Black Mask, que é o vilão desta aventura. Na minha opinião, o primeiro erro está no título escolhido para o filme, dado que é claramente centrado na personagem de Harley Quinn, que lida com a separação de Joker, tentando encontrar a sua identidade.
Cassandra Cain é uma jovem, que se vê na posse uma jóia da Família Bertinelli, tornando-se de imediato no centro das atenções de Roman Sionis, um dos principais líderes criminosos de Gotham. Victor Zsasz é o seu braço direito, ficando encarregue da missão de localizar Cassandra, que se encontra detida na esquadra local.
Há muito humor, sobretudo no que diz respeito à nova realidade de Harley, que já não usufrui da proteção de Joker, ficando exposta à fúria dos seus inimigos. Gostei de alguns pormenores, como a presença da hiena Bruce, assim como o facto de em determinados momentos, Harley falar directamente para o espectador, quebrando a famosa quarta parede.
O filme tem coreografias de luta bem conseguidas mas a nível de interpretações deixa bastante a desejar, sobretudo no que diz respeito a Huntress e Montoya. A luta final entre Harley e Black Mask é igualmente muito fraca, o que quebra por completo o climax final da narrativa.
Caso optem por investir tempo em Birds Of Prey: and the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn, sugiro apenas que aguardem pela cena pós-créditos.
Hugo Cardoso
Últimos artigos de Hugo Cardoso (Ver todos)
- Thrash - 2026-04-20
- Castlevania Nocturne T.2 - 2026-04-15
- Anaconda 2025 - 2026-04-10
