Snake Eyes

Inicialmente este filme constava como o meu dark horse para 2021 mas, à semelhança de muitos outros projetos, acabou por ser adiado, devido à pandemia . No entanto, tive recentemente a oportunidade de assistir a este filme e vou partilhar convosco a minha opinião.

A narrativa é baseada nas personagens da Hasbro e introduz a história de origem de Snake Eyes. O primeiro acto apresenta a premissa principal do filme, que consiste na procura do assassino do seu pai. É explicado o motivo da escolha do nome “Snake Eyes” e a ação transita para Los Angeles, para uma operação da Yakuza, liderada por Kenta Takamura.

Vou evitar os spoilers, mas Snake Eyes salva Tommy (Storm Shadow), um dos membros do clã Arashikage, uma sociedade secreta de ninjas. Como recompensa, é-lhe permitido realizar testes de admissão, embora o nosso herói tenha uma agenda oculta, que passa pelo furto de um artefacto, denominado “Jewel of Sun”.

Adicionalmente, temos a introdução da Cobra e dos GI Joe, mais especificamente nas personagens de The Baroness e Major O´Hara (Scarlett), o que apesar de ser interessante, pouco acrescenta à narrativa. Este filme tem boas cenas de ação, mas falha por completo na adaptação deste universo ao cinema. Não consegui ter empatia pelas personagens e muitas das características de Snake Eyes não estão presentes, o que me retira por completo da narrativa.

O casting cumpre a sua função, mas é  pouco memorável, com, excepção de Samara Weaving e Andrew Koji. Evitem este filme e caso pretendam entrar no mundo de GI Joe, recomendo sem dúvida a série de animação, que está disponível no canal de YouTube da Hasbro.

Mediano
58%

Bumblebee

Quando se falou em realizar uma prequela dos Transformers, realizada por Michael Bay e Spielberg, com foco na geração 1 dos anos 80, fiquei francamente entusiasmado. À medida que iam saindo mais pormenores, o sentimento foi aumentando, porque Bumblebee é uma personagem icônica mas não conseguia deixar de pensar nos terríveis filmes com que fomos presenteados (com exceção do primeiro).

Todos os meus receios caíram por terra ontem, dado que é provavelmente o melhor filme dos Transformers, assente numa premissa simples de criar empatia com a situação de Bumblebee, que se vê abandonado no Planeta Terra em 1987. Há uma introdução inicial em Cybertron, que consegue ser superior a todas as acenas de ação dos filmes anteriores, conseguindo captar a nostalgia e a escala da batalha entre Decepticons e Autobots.

A banda sonora é completamente anos 80, o que é brilhante e vai apelar sobretudo ás gerações que cresceram com a Geração 1 dos Transformers. Charlie Watson é a personagem humana que vai criar uma ligação especial com o nosso herói, recebendo-o literalmente com prenda no seu décimo oitavo aniversário. Existem cenas verdadeiramente cómicas, com recurso à família Watson, um pouco à semelhança do original mas estamos perante uma narrativa fluida e que tem um desenvolvimento de personagens muito interessante.

Correm rumores que Agent Burns, interpretado por John Cena, será o ponto de partida para um spinoff no universo GI Joe, algo que consideraria interessante. O mesmo não pode ser dito da interpretação de Cena, que é pouco memorável.

No que diz respeito a efeitos especiais, o filme está bem conseguido e consegue apresentar algumas personagens novas no universo dos Transformers, como é o caso de Shatter (Angela Bassett) , que é a vilã do filme. No que diz respeito aos clássicos da G1, temos aparições de Blitzwing, Ravage, Soundwave, Shockwave. Optimus Prime e Cliffjumper, para citar alguns dos mais icónicos.

Bumblebee é uma agradável surpresa, que me conseguiu levar numa viagem repleta de nostalgia e que merece a vossa atenção.

Bom
80%