The Pale Blue Eye

Este filme baseia-se na obra literária de Louis Bayard e narra a investigação de um assassinato que ocorre na Academia Militar de Wes Point, em 1830. Augustus Landor é encarregue deste invulgar caso, que tem contorno macabros, com uma provável ligação a práticas de magia negra.

Lentamente, vamos tomando conhecimento das motivações e dos segredos de várias personagens, com destaque para Edgar Allan Poe, que acaba por ser recrutado para auxiliar Landor. Para complicar ainda mais a situação, ocorrem mais crimes, o que indicia a existência de um motivo mais profundo do que originalmente é dado a entender.

O elenco é de luxo, contando com nomes como Christian Bale, Harry Melling, Gillian Anderson, Lucy Boynton, Charlotte Gainsbourg e Robert Duvall. A narrativa, apesar de lenta, está muito bem conseguida, integrando bem o suspense com algumas cenas de ação.

Confesso que apreciei bastante o desenvolvimento de várias personagens, com destaque para Augustus Landor, Dr. Daniel Marquis e o inevitável Edgar Allan Poe. O terceiro ato é fabuloso, revelando o autor dos crimes, assim como o motivo, de uma forma muito inteligente e que complementa os eventos que ocorrem na Academia.

The Pale Blue Eye está disponível via Netflix e foi uma agradável surpresa, que recomendo sem hesitação.

Bom
75%

Snake Eyes

Inicialmente este filme constava como o meu dark horse para 2021 mas, à semelhança de muitos outros projetos, acabou por ser adiado, devido à pandemia . No entanto, tive recentemente a oportunidade de assistir a este filme e vou partilhar convosco a minha opinião.

A narrativa é baseada nas personagens da Hasbro e introduz a história de origem de Snake Eyes. O primeiro acto apresenta a premissa principal do filme, que consiste na procura do assassino do seu pai. É explicado o motivo da escolha do nome “Snake Eyes” e a ação transita para Los Angeles, para uma operação da Yakuza, liderada por Kenta Takamura.

Vou evitar os spoilers, mas Snake Eyes salva Tommy (Storm Shadow), um dos membros do clã Arashikage, uma sociedade secreta de ninjas. Como recompensa, é-lhe permitido realizar testes de admissão, embora o nosso herói tenha uma agenda oculta, que passa pelo furto de um artefacto, denominado “Jewel of Sun”.

Adicionalmente, temos a introdução da Cobra e dos GI Joe, mais especificamente nas personagens de The Baroness e Major O´Hara (Scarlett), o que apesar de ser interessante, pouco acrescenta à narrativa. Este filme tem boas cenas de ação, mas falha por completo na adaptação deste universo ao cinema. Não consegui ter empatia pelas personagens e muitas das características de Snake Eyes não estão presentes, o que me retira por completo da narrativa.

O casting cumpre a sua função, mas é  pouco memorável, com, excepção de Samara Weaving e Andrew Koji. Evitem este filme e caso pretendam entrar no mundo de GI Joe, recomendo sem dúvida a série de animação, que está disponível no canal de YouTube da Hasbro.

Mediano
58%