Transformers One

Para quem cresceu na década de 80, a ver os míticos Transformers G1, este era sem dúvida um projecto a acompanhar de perto. Josh Cooley é o realizador desta prequela, que nos mostra as origens de Cybertron, Optimus Prime e Megatron.

A premissa assenta numa era em que os habitantes de Iacon tentam encontrar a Matrix of Leadership, que foi perdida na batalha com os Quintessons. O primeiro acto introduz Orion Pax, um robot que trabalha nas minas e que procura encontrar um rumo para a sua vida, sentindo que o seu potencial lhe permite chegar mais longe.

Somos igualmente confrontados com a estratificação social de Cybertron, em que a casta guerreira é a dominante, delegando as tarefas de manutenção para os robots que são incapazes de se transformar. Orion Pax convence o seu amigo D-16 a participar na  Iacon 5000, uma corrida em que apenas os Transformers podem concorrer. Após um resultado inesperado, os nossos heróis são felicitados por Sentinel Prime, o líder de Cybertron.

A partir desta fase, a narrativa começa a desenvolver, revelando uma (previsível) conspiração que vai colocar Orion, D-16, D e Elita-1 no centro de uma batalha que mudará para sempre o planeta. A animação é excelente, suportada por um casting de vozes fenomenal, onde se destacam Chris Hemsworth, Brian Tyree Henry, Scarlett Johansson, Keegan-Michael Key, Steve Buscemi, Laurence Fishburne e John Hamm.

O terceiro acto explica os motivos pelo qual os Autobots e Decepticons são formados, lançando a base para uma sequela, que dificilmente verá a luz do dia. Lamentavelmente, os resultados de bilheteira ficaram aquém do esperado, o que coloca sérias reservas para a continuação deste projecto.

Se são fãs dos Transformers, esta é uma recomendação com o selo de qualidade do Portal Pessoal.

Mediano
70%

GI Joe: The Movie

Esta franquia é uma das minhas preferidas da década de 80 e originou a aquisição de várias action figures. Consequentemente, a série de animação foi igualmente um sucesso, que culminou num filme, lançado em 1987.

A narrativa aborda em detalhe a origem de Cobra Commander e a sua rivalidade com Serpentor, que se converteu no líder dos Cobra. No primeiro acto, é introduzida a personagem de Pythona, que faz parte de Cobra-La, respondendo ao seu líder, Golobulus. Serpentor é incumbido de adquirir o BET (Broadcast Energy Transmitter), um aparelho que será fundamental para lançar esporos no espaço, com o intuito de reduzir a raça humana a meras criaturas irracionais.

Do lado dos GI Joe,  a missão passa por proteger o aparelho e derrotar a aliança dos Cobra, que passam a ter uma vantagem de termos de tecnologia e operacionais disponíveis. A ação é constante, focando-se igualmente em novos recrutas da equipa, das quais se destacam Falcon e Jinx. Existem momento memoráveis, tais como a batalha entre Sargent Slaughter e Nemesis Enforcer, assim como o desfecho dado a Duke e Cobra Commander.

No global, este é um projeto que garante entretenimento, embora se foque mais numa nova geração de heróis e vilões. É igualmente importante que tenham em consideração a narrativa básica, algo que era bastante frequente na década de 80. Mas para os fãs de GI Joe, este é sem dúvida um marco fundamental para os fãs desta franquia da Hasbro.

Mediano
70%

Transformers: Rise of the Beasts

Com excepção do primeiro filme, estou longe de ser uma fã da visão de Michael Bay. O espetáculo visual que caracteriza o seu estilo cinematográfico não funcionou no que diz respeito aos Transformers, convertendo esta franquia numa desilusão completa. A decisão de realizar um soft reboot, mantendo a cronologia mas seguindo numa direcção oposta trouxe-nos Bumblebee, que se converteu numa agradável surpresa.

Pelos motivos acima mencionados, confesso que estava entusiasmado com Rise of the Beasts, que introduz o icónico Unicron no universo dos Transformers. O primeiro acto decorre no planeta dos Maximals, uma raça de robots que assume a forma de animais e que é responsável pela proteção da Transwarp Key, um artefacto que permite a passagem entre múltiplos pontos do tempo e espaço.

Unicron é uma entidade milenar, que tem a forma de um planeta e que, à semelhança de Galactus, consome planetas como forma de subsistência. Os seus lacaios, designados como Terrorcons, são liderados por Scourge, que falha na sua missão, após um sacrifício de Apelinq, o líder dos Maximals. A sua equipa consegue escapar para o Planeta Terra, com a utilização da Transwarp Key, onde vão encontrar santuário durante vários séculos.

Sem colocar spoilers, a narrativa principal incide na aliança entre Transformers e Maximals, com o intuito de derrotar os Terrorcons, que conseguem finalmente localizar e obter o artefacto. As cenas de ação estão bem conseguidas e o casting inclui nomes consagrados tais como o mítico Peter Cullen, Ron Perlman, Peter Dinklage, Michelle Yeoh, John DiMaggio e David Sobolov.

Apesar de Michael Bay permanecer associado ao projeto, embora na função de produtor, este filme mantem a mesma atmosfera de Bumblebee, convertendo-se numa experiência agradável. Existem alguns pontos que considero menos positivos, sobretudo na forma como a personagem de Optimus Prime é retratada, mas, no global, este é um filme que recomendo para os fãs desta franquia.

A narrativa retira inspiração da BD e uma das cenas pós-créditos revela uma ligação a outra franquia da Hasbro. De acordo com a informação revelada, estão previstos mais dois filmes, que deverá fechar o arco narrativo associado a esta versão dos Transformers.

Bom
70%