Justice League Vs Fatal Five

A DC continua a ser uma referência no que diz respeito a animação. O mais recente projeto apresenta-nos os Fatal Five, um grupo de vilões do século XXXI, que vai viajar para o nosso tempo numa esfera, após uma batalha com a Legion of Super-Heroes.

Star Boy acaba por acompanhar (inadvertidamente) os vilões nesta viagem e ativa um mecanismo de defesa da Esfera, aprisionando-os num campo temporal. Contudo, sem os medicamentos necessários para contrapor os efeitos secundários de estar numa era distinta, começa a ter um comportamento errático e acaba por ser enviado para Arkham, pelo próprio Batman.

A Liga da Justiça acaba por recolher a esfera, trazendo-a para o seu Quartel-General, e acabam por por quebrar o campo temporal, iniciando uma batalha de proporções épicas. No que diz respeito a narrativa, vamos acompanhar a evolução de Jessica Cruz, que lida com uma situação traumática do seu passado e não compreende o motivo pelo qual foi seleccionada para ser um membro dos Green Lantern.

Paralelamente, vamos tomando conhecimento da agenda e do plano maquiavélico dos Fatal Five, que envolve uma viagem a Oa. Existem inúmeras batalhas ao longo do filme e os membros da JL com maior relevância são Batman, Super-Man, Wonder-Woman e Mister Terrific.

No global, JL vs Fatal Five é uma aventura interessante, embora esteja longe de ser memorável. Gostei particularmente das cenas de humor de Batman, que se vê na posição de mentor da Miss Martian, embora as figuras principais sejam sem dúvida Star Boy e Jessica Cruz.

Mediano
70%

Reign of the Supermen

A cidade de Metropolis tenta ultrapassar a perda do Super-Homem, sem grande sucesso. É evidente um aumento da criminalidade, que criou as condições ideias para o aparecimento de três novos super-heróis, que alegam ser os herdeiros de Super-Homem.

Como seria expectável, Lois Lane encontra-se céptica acerca destes três benfeitores, iniciando uma investigação por conta própria. Lex Luthor capitalizou com a morte de Kal-El, pretendendo assumir a segurança de Metropolis, através da Lex Corp. Numa das suas galas de beneficência, acaba por revelar ao mundo que um dos novos super-homens é da sua autoria, sendo o primeiro de um exército que irá ser criado.

Segue-se a aparição inesperada dos restantes dois heróis, assim como de um terceiro elemento, Eradicator, que aparenta deter poderes muito semelhantes aos do Super-Homem. A batalha termina, com o desaparecimento dessa estranha figura, que segue na direção da Fortaleza da Solidão.

Lois Lane envia uma mensagem ao Cyborg Superman, que afirma ser a reencarnação de Clark, embora não tenha memórias passadas de qualquer evento ou da sua identidade secreta. Tomamos igualmente conhecimento que os planos de Lex não seguem o caminho desejado, dado que a conduta do seu jovem Super-homem reflecte a idade, originando momentos cómicos e de imaturidade, que levam a imprensa a rotulá-lo de Superboy.

A narrativa evolui para a inauguração da Watchtower, que conta com a presença da Presidente dos EUA e de Superboy, o seu guarda costas. Do nada, abre-se um portal, dando início a um ataque de Parademons, que culmina com a aparente destruição dos principais membros da Liga da Justiça. No final deste evento, o Cyborg Superman é reconhecido como o sucessor do Super-Homem, após salvar a vida da Presidente.

Sem colocar spoilers, posso salientar que no acto seguinte, vamos descobrir as verdadeiras intenções de Cyborg Superman, assim como a sua identidade. Confirma-se igualmente que Darkseid é o responsável pelo envio de Doomsday e na Fortaleza da Solidão, o verdadeiro Super-Homem acorda finalmente de um longo sono de recuperação, ainda sem grande parte dos seus poderes.

Superboy e Steel concordam em ajudar Kal-El na sua luta contra o Cyborg Superman, que capturou Lois Lane e enviou as suas forças para destruir Metropolis. Consumido pela raiva, o vilão consegue libertar-se do controlo de Darkseid e inicia uma batalha contra um Super-Homem que está longe de ter o mesmo nível de poder.

Com a ajuda de Lois e de kryptonite azul, Clark consegue finalmente derrotar o Cyborg Superman e recuperar a totalidade dos seus poderes. Numa das cenas finais, vemos Clark e Super-Homem a aparecerem em conjunto na televisão, com a ajuda do Martian Manhunter e a Liga da Justiça opta por levar a luta diretamente para Apokolips, recebendo a ajuda de um inimigo “improvável”.

Reign of the Supermen é um filme bem conseguido, mantendo o excepcional casting e uma narrativa que é cativante, embora algo previsível, sobretudo para quem conhece o material de origem.

Bom
75%

Justice League Dark: Apokolips War

Este filme apresenta uma visão muito dark do Universo DC, com a derrota da Liga da Justiça e o triunfo completo de Darkseid. A narrativa tem início da Watchtower, com os novos elementos da Liga, Lex Luthor e John Constantine a serem informados do plano de ataque a Apokolips. Em contrapartida, fica definido que os Teen Titans ficam responsáveis pela defesa do Planeta.

Escusado será dizer que este plano vai ter um final trágico, com os Paradooms (híbridos dos Parademons com ADN de Doomsday) a causarem inúmeras baixas nos membros da Liga, que se vê forçada a retirar. No Planeta Terra, o cenário não é muito distinto, com elevadas baixas na equipa dos Titans.

A narrativa avança dois anos, mostrando um planeta conquistado e sob o controlo de Darkseid. Ficamos a saber que Batman sofreu uma lavagem cerebral, tornando-se no braço direito de Darkseid e que alguns super-heróis foram transformados em Cyborg Furies, fazendo parte do exercito privado do vilão.

Os poucos sobreviventes responsabilizam Super-Homem, que sobreviveu mas perdeu os seus poderes, após ter sido injectado com kryptonite líquido. Em conjunto com Raven e Lois Lane, Clark criou uma Resistência mas necessita da ajuda de Constantine, para tentar encontrar Damian Wayne, que na sua opinião será o segredo para reverter a lavagem cerebral de Batman.

Relutantemente, Constantine opta por ajudar, contando com a ajuda do seu parceiro de bebida, Etrigan. Damian mantém um ressentimento elevado por Super-Homem, mas acaba por colocar as questões pessoais de parte, numa tentativa desesperada de reencontrar o seu pai.

Lois Lane consegue recrutar, de forma criativa, a ajuda da Suicide Squad, liderada por Harley Quinn e que conta com Captain Boomerang, Cheetah, Bane, King Shark e Black Manta. O plano passa por infiltrar a LexCorp, onde se encontra o Boom Tube, que permitirá à equipa viajar até Apokolips.

Darkseid decide conquistar Oa e, na Terra, com a ajuda de Lex Luthor, a equipa consegue viajar para Apokolips, onde tem a primeira batalha com as Cyborg Furies, que são lideradas por Wonder Woman. Constantine consegue libertar a Princesa Diana do controlo de Darkseid e a equipa encontra The Flash, numa passadeira que fornece energia a Apokolips. Após o libertarem, conseguem igualmente salvar Cyborg mas deparam-se com o regresso de Darkseid.

O vilão ordena que Batman assassine Damian, algo que não ocorre, quebrando o controlo mental com Bruce, que vê o seu filho ser atingido mortalmente por Darkseid. Segue-se uma batalha épica e uma série de decisões que irão devolver os poderes a Super-Homem e libertar Trigon do controlo de Raven.

No derradeiro acto, Cyborg consegue aprisionar Apokolips num buraco negro e na Terra a Suicide Squad, Lois e Luthor fazem o sacrifício supremo para destruir os Paradooms. O filme termina com Batman a constatar que um terço do núcleo do planeta foi consumido por Darkseid e Constantine convence Barry a criar um segundo Flashpoint, de forma a reverter todos os eventos que ocorreram.

Justice League Dark: Apokolips War, conforme mencionei, é uma visão extremamente negra da Justice League, quase num cenário ElseWorlds, demonstrando o que seria o Mundo quando os heróis são derrotados. Preparem-se para mortes brutais e para sacrifícios invulgares de vilões, numa tentativa desesperada de derrotar Darkseid.

Posso afirmar com convicção que este é o meu filme preferido de 2020 até ao momento.

Bom
80%