Justice League

A DC continua a tentar recuperar o terreno perdido para a Marvel e após uma excelente introdução à personagem de Wonder Woman, chega a altura de termos a Liga da Justiça em toda a sua glória. Confesso que não sou fã dos trailers iniciais, com a agravante de Zack Snyder ter sido forçado a abandonar o projecto após o suicídio da sua filha. Joss Whedon foi o escolhido para terminar este filme, que tem várias falhas, embora tenha superado as minhas (baixas) expectativas.

Pessoalmente, acredito que o segredo do sucesso da Marvel está presente no seu (soberbo) casting, aliado à capacidade de nos apresentar a génese de cada super-herói, criando uma ligação e consequente antecipação para filmes como os Avengers. Nada disto está presente na DC, que apenas nos apresentou três super-heróis num único filme, existindo muito pouco espaço para o desenvolvimento de narrativa.

Gal Gadot é claramente a personagem mais forte do Universo DC, sendo que Cavill e Affleck entram de forma competente nas suas personagens mas tudo o resto era uma incógnita até este momento. Talvez por isso, os primeiros quinze minutos servem para nos enquadrar nos motivos que levam à criação da equipa, apresentando-nos Aquaman, Cyborg e The Flash. Ficamos igualmente a conhecer o vilão, que irá tentar reunir três caixas (Mother Boxes) na tentativa de destruir o planeta. Aliás, esta é possivelmente a melhor parte do filme, que integra uma cena épica de acção, que coloca o exército das Amazonas, Atlântida, Deuses do Olimpo e alguns membros dos Green Lanterns contra o exército de Steppenwolf.

Com a ajuda dos Parademons, Steppenwolf consegue facilmente adquirir duas das caixas, o que força Batman a tomar uma decisão arriscada, mas que acaba por inverter o destino da Humanidade (sem spoilers). Diria que Justice League padece de uma narrativa simples, aliada a um vilão fraco e que não consegue elevar o filme ao patamar que necessita. Em termos de casting, diria que foi bem conseguido, no geral, embora continue sem compreender a ausência de Martian Manhunter e Hal Jordan.

Gostaria que tivesse sido dedicado mais tempo ao desenvolvimento de personagens e menos ao verdadeiro exagero de CGI que assola este projecto. Face aos resultados comerciais do filme, correm rumores de mudanças profundas no Universo da DC e só o tempo dirá quais as implicações para os filmes individuais que estão previstos. Sugiro que aguardem pelos créditos finais, dado que existem duas cenas e que partilhem a vossa opinião acerca da primeira aventura da Justice League.

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hugocardoso

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