Old Man Logan

Desde muito novo que me tornei num entusiasta da Marvel, com destaque para os Avengers, X-Men e Spider-Man. Wolverine é sem dúvida um dos meus super-heróis preferidos e Old Man Logan talvez seja a minha história preferida deste mutante canadiano.

A narrativa decorre num universo alternativo, designado como Terra-807128, em que os super-vilões venceram e dividiram os EUA em territórios controlados por Abomination, Magneto, Doctor Doom e Red Skull.

Ao longo das páginas, tomamos conhecimento que Magneto foi derrotado por Kingpin, assim como Abomination, que perdeu o controlo da sua zona para Hulk. Red Skull controla Washington, mais especificamente a Casa Branca, ostentando uma extensa coleção de artigos pertencentes a heróis de antigamente.

Logan vive com a sua família, perto de Sacramento, California e tem uma existência pacata, sobrevivendo da criação de animais e agricultura. Incapaz de pagar a renda ao Hulk Gang, filhos de uma relação incestuosa entre Hulk e a sua prima She-Hulk, Logan vê-se forçado a aceitar um trabalho com Clint Barton, que implica uma viagem a New Babylon, com o objectivo de entregar uma encomenda secreta.

Vou evitar os spoilers, sobretudo para quem desconhece a história, mas posso adiantar que vamos acompanhar uma aventura épica com Barton e Logan, que os coloca no caminho dos Moloids, dinossauros criados com o DNA de Venom e um aparecimento inesperado de Emma Frost e Black Bolt.

Ao longo deste hard cover, vamos igualmente conhecer o evento que traumatizou Logan e o levou a uma existência pacífica, em que se recusa a lutar. Escusado será dizer que algo muito grave irá ocorrer, que fará com que Old Man Logan regresse ao seu passado violento, com a consequente chacina de todos os vilões que encontrar.

Recomendo vivamente esta leitura, que conforme mencionei, é uma das melhores histórias da Marvel dos últimos anos.

Old Man Logan 1/10

Em 2018, tomei a decisão de vender algumas das estátuas que fazem parte da colecção, no sentido de fazer espaço para outras aquisições que tenho em mente. Um dessas escolhas é o Old Man Logan, da Diamond Select, que já se encontra no Quartel General do PP.

Gosto imenso da base, assim como do detalhe da estátua, que foi esculpida por Phil Ramirez. O material utilizado é PVC, sem pontos de articulação e com 23 cm de altura. Para terminar, deixo-vos alguns fotos do unboxing original.

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Logan

Sou um enorme fã dos X-Men, mas sobretudo de Wolverine, que é sem sombra de dúvida o meu super-herói preferido. A Marvel conseguiu criar uma personagem cativante, que apresenta uma história rica em mistério, nunca perdendo a sua vertente selvagem, associado à Weapon X.

O casting de Hugh Jackman foi absolutamente perfeito mas faltava, até agora, um filme a solo que captasse a essência do Wolverine. Pois muito bem, Logan cumpre essa premissa com distinção, apresentando-nos um anti-herói consumido pelo tempo e com graves problemas psicológicos e físicos.

A narrativa decorre em 2029, numa realidade em que os mutantes foram irradiados da face da Terra, salvo raras excepções. Logan vive escondido entre a população, ao volante de uma limusine, que utiliza como forma de subsistência. Charles Xavier encontra-se sob o cuidado médico de Caliban (Stephen Merchant), um albino que tem o poder de sentir outros mutantes.

Vamos igualmente conhecer Laura (Dafne Keen), uma menina que foi criada com o DNA de James Hewlett e cuja personagem é claramente inspirada em X-23, uma banda desenhada que teve muito sucesso no início de 2004. A abordagem utilizada por Mangold é soberba, focando a atenção no efeito que o envelhecimento teve em Xavier e Logan, conseguindo humanizar as personagens e garantir empatia com o espectador. Quem diria que gostaríamos de ver um Professor Xavier a lutar contra a demência e um Wolverine a morrer lentamente por exposição contínua ao adamantium?

A forma como vai evoluindo a relação de amizade e cumplicidade entre este trio é quase perfeita, culminando com um acto final repleto de emotividade mas que deixa uma sensação de dever cumprido. Aliás, diria que Logan é a homenagem que Wolverine merecia por parte da Marvel, apesar de ser essencialmente uma história de vida, em detrimento de um mero filme de acção.

O facto de não existir uma cena pós créditos finais torna o fecho deste capítulo como uma metáfora a roçar a perfeição, evitando uma saída fácil para algo que é um fim de ciclo para Hugh Jackman enquanto Wolverine.