Lost in Space T.1

Parece que ultimamente a Netflix tem o toque de Midas, pelo que encarei com entusiasmo o reboot de Lost in Space, uma mítica série dos anos 60, que resultou igualmente num filme pouco memorável em 1998.

Ao longo desta primeira temporada, vamos acompanhar as aventuras da família Robinson, que se vê forçada a aterrar num planeta desconhecido, após um ataque à nave mãe (Resolute). A maior parte da narrativa decorre precisamente no planeta, com flashbacks constantes para nos enquadrar e apresentar as motivações dos vários intervenientes.

Perante uma situação crítica, Will vai encontrar um estranho robot que o ajuda a resgatar uma das suas irmãs, formando-se uma ligação que será fundamental para o desfecho da temporada. Paralelamente, vamos conhecendo as restantes personagens integrantes, dos quais destaco Dr Smith e Don West, para além da família Robinson.

Estamos perante uma série de ficção científica, que aborda temas como a luta pela sobrevivência, o medo do desconhecido e até mesmo o altruísmo pelo bem maior. Diria que esta premissa é refrescante, dado que é mais orientada para a narrativa, eliminando quase na totalidade a violência típica deste género.

A vilã é simplesmente fantástica e promete irritar-vos profundamente com os seus métodos de persuasão. Não é uma série perfeita mas consegue captar a atenção durante os dez episódios que compõem esta primeira temporada.

Fico extremamente curioso com o cliff-hanger do derradeiro episódio, mas terei de aguardar pacientemente pela segunda temporada, em data ainda a confirmar.

Saint Seiya: Lost Canvas

Sou um grande fã dos Cavaleiros do Zodíaco, uma série de animação que me acompanhou nos anos 80 e que ainda hoje faz parte das minhas preferências. Por esse motivo, era inevitável ver as duas temporadas de Lost Canvas, que narra a batalha entre a Deusa Atena e Hades.

A cada dois séculos, estes Deuses reencarnam em corpos humanos, dando início a uma luta entre o Bem e Mal. Atena tem ao seu lado os Cavaleiros de Ouro e Bronze, que lutam pelo Bem, evitando que os Espectros de Hades possam sair vencedores. É evidente que está longe de ser uma batalha justa, dado que o exército de Hades ressuscita em pouco tempo após serem vencidos, dado que estão essencialmente mortos.

Os corpos humanos no qual reencarnam Atena e Hades são Alone e Sasha, amigos de Tenma, que sempre os protegeu na infância. Sasha é levada por Sisyphos, o Cavaleiro de Sagitário, sendo mais tarde a vez de Tenma, que acaba por se tornar no discípulo de Dohko, Cavaleiro de Balança. Esta ligação entre os três é extremamente importante para a narrativa, pelo que vou evitar spoilers.

Lost Canvas tem duas temporadas, com vinte e seis episódios no total. É uma pena que a série não tenha continuidade, aparentemente pelo facto de ter tido uma recepção modesta no Japão. Pessoalmente, gostei bastante da narrativa, assim como das várias personagens. Há algo de envolvente na forma como as batalhas são criadas, com Deuses de um lado e meros mortais do outro, nunca esquecendo a componente mitológica e a ligação existente entre as várias eras.

Se são subscritores do Netflix, sugiro que vejam este anime. Posso garantir-vos que vai ser do vosso agrado, sobretudo para quem é fã da saga Saint Seiya.

Lost T.6

Chegou ao fim uma das mais badaladas séries de TV dos últimos anos. Estou obviamente a falar de Lost, que esteve no ar desde 2004 e que acabei de ver há cerca de três dias. Optei por ver os últimos episódios de forma faseada, resultado de falta de tempo, mas também de algum receio do rumo que esta sexta temporada tomou. Muito honestamente, penso que poderiam ter atingido o mesmo resultado com 4 temporadas, mas por razões óbvias, prolongaram a história e “encheram muito chouriço” em vários episódios.

Não esperava que fosse dada uma resposta directa a várias questões, como se veio a confirmar, mas confesso que fiquei algo desiludido com o final. No global, a explicação final é interessante e solidifica a importância das personagens e das suas viagens, em detrimento do sobrenatural e mágico da Ilha, mas fica um sabor amargo de curiosidade. Sem qualquer tipo de dúvida que esta série representa um marco na TV, tendo conquistado uma legião de fãs, que se envolviam em debates semanais, com múltiplas teorias e teses para explicar o significado da Ilha, da nuvem negra, dos poderes de Walt, etc. Não vou sequer entrar nesse tipo de discussão, o final é aberto, precisamente para manter o hype da série.

Quero apenas terminar, dizendo que é com pena que vejo o final de Lost, mas seria inevitável que tal sucedesse. Espero que assim permaneça e que não existam projectos para filmes ou outro tipo de spin off, que apenas iriam contribuir para o descrédito desta viagem de quase 6 anos. Era praticamente impossível agradar a todos e foi seguido o caminho do grande mistério que continua a assolar a Humanidade…

P.S – Fica prometido que daqui a 2 ou 3 anos vou rever a série e lançar um novo post sobre o assunto.