12 Macacos T.1

James Cole é um viajante do tempo que volta ao passado para evitar a libertação de um vírus que vai exterminar grande parte da população. Para tal, conta com a ajuda da Dra Cassandra Railly e algumas informações que vai recolhendo ao longo das suas visitas. Os mais atentos vão certamente lembrar-se do filme de 1995, com Bruce Willis e Brad Pitt, que ainda hoje faz parte da minha lista de preferências.

A narrativa oscila freneticamente entre 2043 e o presente, com Cole e Cassandra a tentarem desesperadamente descodificar o verdadeiro puzzle que é o Exército dos 12 Macacos, os alegados responsáveis pela libertação da epidemia. Temos personagens fortes e misteriosas, tais como a Dra Jones e o enigmático Pallid Man, criando as condições necessárias para um bom desenvolvimento da narrativa e das duas facções.

Temos igualmente boas interpretações e claro, as constantes alterações na timeline, que criam o factor surpresa durante os treze primeiros episódios desta temporada. Como sempre, vou evitar colocar spoilers mas recomendo vivamente os 12 Macacos, que tem a renovação confirmada para 2016.

Fico com algumas reservas face ao trailer que já está disponível, dado que sugere uma maior importância do passado para a solução deste verdadeiro enigma.

Dawn of The Planet of the Apes

Esta sequela tinha uma missão complexa para cumprir, dado que o seu predecessor foi de enorme qualidade mas optei por me deslocar pessoalmente ao cinema para constatar e poder escrever este breve artigo. Andy Serkis está de regresso para interpretar a personagem de Caesar, o líder dos macacos que povoa uma zona do globo livre da Humanidade (ou assim se pensa).

A premissa define que a Humanidade está à beira da extinção, fruto das experiências médicas realizadas (vou evitar spoilers, sobretudo para quem não viu o primeiro filme). Os poucos humanos que resistem juntam-se em grupo e tentam sobreviver à custa de fontes de energia pouco fiáveis. A descoberta de uma barragem junto à cidade revela-se fundamental para a sobrevivência, sendo que o grande entrave é o facto de estar situada em território povoados pelos macacos.

Dawn of the Planet of the Apes é um filme interessante do ponto de vista antropológico, nomeadamente na parte do choque de culturas. Humanos e Macacos vão necessitar de chegar a acordo e trabalhar em conjunto de forma a evitar a guerra. É fascinante a vertente de traição e condição humana que este filme apresenta, tentando sempre mostrar que mesmo nas condições mais adversas o instinto pela sobrevivência é sempre mais forte.

A narrativa é sólida, os efeitos especiais e o CGI estão bem conseguidos, embora não existam grandes interpretações (mesmo com Gary Oldman no elenco). Pessoalmente considero o filme longo demais, sendo possível manter o espectador atento sem necessidade de tantos adornos. Mas no global é uma sequela bem conseguida, embora inferior ao original. Caso pretendam a minha sugestão é ir ao cinema ver este filme.