Ant-Man

Desde a primeira aventura dos Avengers que ficou claro que a personagem de Hank Pym seria uma figura secundária nesta apresentação de Ant-Man, o que pode desiludir os fãs mais puristas da BD. Michael Douglas interpreta um Dr Pym na sua fase descendente, em que tenta esconder os segredos da sua fórmula e manter o Mundo mais seguro. Porém, o seu protegido Darren Cross consegue desvendar parte do enigma e cria um fato militar, de nome Yellow Jacket.

Perseguido pela morte da sua esposa, Wasp, o Dr Hank vai recrutar e treinar Scott Lang, um ex-condenado responsável por roubos a grandes empresas, sempre numa perspectiva digna de Robin Hood. Pelo meio, temos Hope Van Dyne, a filha de Pym, que vive amargurada com a morte da Mãe e consequente relação de distância com o Pai, agravado pelo facto de discordar dos seus métodos, mais concretamente da escolha de Lang.

Ant-Man tem um bom enredo, com desenvolvimento de personagens e um humor fantástico. A relação que se cria entre Lang e Pym ajuda a elevar a qualidade da narrativa, que é bem complementada com acção e muitas ligações ao Universo Marvel. Darren Cross é um vilão consistente e Luis, Dave e Kurt dão o toque de comédia constante e que assenta que nem uma luva. A minha única insatisfação é referente à batalha final, que é curta, apesar de apresentar momentos únicos.

Paul Ruud entra muito bem no papel de Scott Lang, humanizando bastante a personagem, o que confesso ter sido inesperado. No global, fiquei agradado com o filme e recomendo a ida ao cinema. Aguardem pelos créditos finais, dado que existem duas cenas curtas com ligação ao próximo Capitão America.

The Amazing Spider-Man 2

Andrew Garfield regressa para a segunda aventura do Homem-Aranha e a tarefa apresenta-se complexa, dado que vai ter de lutar contra Electro, Green Goblin e Rhino (sem spoilers prometo). Sou um fã confesso do reboot, até porque não gostei da personagem de Tobey Maguire e identifico-me bastante com o humor e gags que ocorrem durante o todo o filme.

A narrativa decorre após a licenciatura de Gwen e Peter, com novas oportunidades na Oscorp e claro com o reaparecimento de Harry Osborn, um amigo de infância de Peter e herdeiro de toda a fortuna. A parte inicial é dedicada a explicar algo mais acerca dos pais de Peter Parker, nomeadamente os motivos que levaram à sua fuga. Somos igualmente confrontados com a promessa feita ao pai de Stacy e as implicações do não cumprimento da mesma. Pelo meio, somos apresentados à personagem de Harry Osborn e Max Dillon, que irá transformar-se em Electro, após um acidente (sim, típico cliché).

As cenas de acção estão muito bem filmadas, sendo importante destacar o slow motion constante e o humor característico da BD, algo que faltou na abordagem de Sam Raimi. A nível de efeitos especiais, The Amazing Spider-Man cumpre o seu papel e como habitualmente temos direito a um cameo de Stan Lee. Mas será a sequela superior ao original? Na minha modesta opinião Não.

O filme é demasiado longo (quase 2 horas e meia) e tenta criar a ponte para os próximos filmes, o que é compreensível mas não resulta particularmente bem. A adaptação de Rhino ao cinema é no mínimo peculiar e irá enfurecer alguns dos puristas da BD mas no global esta sequela é sólida e tem boas ideias. Recomendo uma ida ao cinema e sugiro que aguardem pelo teaser (X-Men) que irá ser apresentado a meio dos créditos finais sensivelmente.

Para teminar, confesso que fiquei curioso com o projecto seguinte em que está previsto um lançamento do filme dedicado aos Sinister Six, algo que parece credível tendo em conta os últimos 5 minutos de The Amazing Spider-Man. E quanto aos meus leitores? São fãs da Marvel? Já viram a sequela? Concordam comigo? Como sempre, podem partilhar a vossa opinião nos comentários.

Man of Steel

Zack Snyder foi uma escolha algo polémica como realizador para o reboot do Homem de Aço mas confesso que gosto da sua abordagem cinematográfica. Posso começar este artigo por salientar que gostei bastante deste filme, pelos motivos que passo a descrever: enredo, qualidade dos actores envolvidos e excelentes cenas de acção.

Pela primeira vez tive a oportunidade de ver este filme no IMAX do Colombo e apesar de não ser fã de 3D fiquei rendido à experiência. É verdade que dez euros por um bilhete é algo exagerado (embora mais barato do que a média na Europa) mas para alguns filmes vale bastante a pena, dado que somos completamente envolvidos na narrativa. Pessoalmente adorei os primeiros 60 minutos, onde se nota muito do “dedo” de Christopher Nolan, que teve a função de conselheiro criativo e produtor . A narrativa é extremamente envolvente, com vários flashbacks da infância de Clark, assim como da destruição de Krypton. O elenco é muito bom, com particular destaque para Russell Crow e Diane Lane, que enchem o écran com a sua interpretação.

A escolha de Henry Cavill foi acertada e o equilíbrio entre acção e narrativa é quase perfeito, tornando os 140 minutos numa viagem fantástica. O grande segredo para um bom filme de super-heróis é a história, nomeadamente a “humanização” da personagem com base nas suas crenças e necessidades. Man of Steel é para mim o melhor filme do género em 2013, ultrapassando Iron Man 3, o que diz bem da sua enorme qualidade.

O vilão escolhido é o General Zod, interpretado por Michael Shannon e cumpre por completo a sua função de antagonista. As cenas de acção ou batalhas são verdadeiramente ÉPICAS, embora a minha parte preferida seja passada no Planeta Krypton. Existem pormenores deliciosos, tais como a explicação do S no fato ou mesmo uma leve menção a Lex Luthor (atenção ao logo no camião cisterna onde decorre uma das primeiras lutas). Gostei da abordagem de Snyder à personagem de Lois Lane, muito mais activa do que nos filmes originais por exemplo, sem perder o seu encanto.

Como pontos negativos, apenas o desfecho da batalha final entre o General Zod e alguns bloopers com que nos vamos deparando durante o filme (algo perfeitamente natural). Confesso que entre o Super-Homem de Christopher Reeve e de Snyder as diferenças são imensas mas ambos têm as suas virtudes.