Alien Covenant

A narrativa decorre em 2104, dez anos após os eventos de Prometheus, a bordo da nave colonizadora Covenant, que se encontra numa viagem de sete anos para Origae-6. A cena introdutória é muito interessante, destacando a personalidade de David, que demonstra pouca propensão em servir Peter Weyland, o seu criador.

Rapidamente, somos catapultados para o espaço sideral, onde uma explosão de neutrinos danifica significativamente a nave, matando o Capitão Branson no processo, que se encontrava em pleno sono criogênico. Assim sendo, Oram passa a assumir as funções de liderança e opta por responder a um estranho sinal que tem como origem um planeta inexplorado mas que tem potencial para colonização. A decisão é aceita pela tripulação, que demonstra pouca vontade em regressar ao estado de sono criogênico, com excepção do primeiro imediato, Daniels, que alerta para potenciais perigos.

Após uma aterragem complicada, a equipa divide-se em dois grupos, que tem como missão explorar e garantir que o planeta tem condições para ser habitável. Dois dos elementos são rapidamente contaminados por um agente tóxico, iniciando uma série de eventos que vai terminar em várias baixas e a explosão da nave.

Os sobreviventes acabam por ser resgatados por David, que se encontra no planeta desde os eventos de Prometheus. Ficamos a saber que a Dra Elisabeth Shaw faleceu na aterragem e que existiu um acidente, onde foi libertado o agente tóxico para a superfície, que está coberta de esporos.

Sem colocar spoilers, vamos ter batalhas com os xenomorfos e uma luta pela sobrevivência, em que nem tudo parece ser o que é. Covenant está longe de ser brilhante, padecendo de uma narrativa algo previsível e que pouco acrescenta ao universo Alien, sendo francamente inferior a Prometheus.

Scott Sterling

Há alguns meses atrás deu-se início a uma brincadeira, em que um guarda redes defendia uma série de grandes penalidades com a cara. O sucesso da personagem foi tão avassalador, que foi criado um novo vídeo, mantendo a temática do desporto, mais concretamente o voleibol universitário.

Deliciem-se com estes momentos épicos e sugiro que tomem atenção aos comentários. Simplesmente genial!

The Martian

Com o final de 2015, tive finalmente a oportunidade de colocar alguns filmes em dia. The Martian, realizado por Ridley Scott, estava no topo da lista, pelo que está na altura de partilhar a minha experiência convosco.

Mark Watney é um dos membros da mais recente missão a Marte, que é interrompida quando o planeta é assolado por uma forte tempestade. A caminho da nave, Mark é atingido por destroços e é dado como morto, ficando abandonado no planeta vermelho. A partir desta altura, inicia-se uma batalha pela sobrevivência, com a necessidade de interligar a ciência com a capacidade de manter a sanidade mental.

A especialidade de Witney é a botânica, o que se revela essencial para o seu plano de subsistência, que consiste em criar uma estufa e plantar batatas, prolongando as suas possibilidades de atingir um local de extracção e comunicar à NASA o seu paradeiro. Sem colocar muitos spoilers, o nosso herói acaba por conseguir utilizar a Pathfinder para transmitir uma mensagem para a Terra, iniciando-se uma corrida contra o tempo, na tentativa de resgatar o astronauta.

A narrativa está bem conseguida, embora por vezes seja algo previsível. O elenco é sólido, com destaque para Matt Damon, Jessica Chastain, Jeff Daniels, Chiwetelu Ejiofor e Sean Bean. Considero que o filme acaba por ser demasiado longo (144 minutos) mas ganha pontos nalguns momentos geniais, tais com a alusão ao Senhor dos Anéis e à música dos anos 80, que é proeminente.

No global, The Martian é um bom filme, que consegue relatar a experiência de solidão e de sobrevivência no limite, suportada numa boa interpretação de Matt Damon. No entanto, discordo do hype que se gerou em redor deste projecto, que é francamente inferior a Gravity ou Interstellar.