Starship Troopers: Traitor of Mars

Shinji Aramaki, Masaru Matsumoto e Edward Neumeier são os responsáveis pela adaptação, em formato de animação, do universo Starship Troopers. Traitor of Mars é o quinto filme da saga e uma sequela de Starship Troopers: Invasion, de 2012, que conta com as vozes de Casper Van Dien e Dina Meyer, dois dos principais actores do projeto original.

Johnny Rico foi despromovido a Coronel e destacado para Marte, onde é o responsável pelo treino de uma nova equipa de infantaria móvel. O talento militar não abunda no planeta vermelho, que é maioritariamente contra o Governo Terrestre e o contínuo estado de guerra. Dito isto, e sem colocar spoilers, vai existir uma invasão aracnídea em Marte, que não está minimamente preparado para um evento desta magnitude.

A Sky Marshal Amy Snapp, numa tentativa de aumentar a sua taxa de popularidade na Terra, opta por accionar um plano que implica detonar uma bomba quântica em Marte, tornando o planeta inabitável. A narrativa passa então a focar-se no General Carl Jenkins, que tenta frustar os planos da Sky Marshall, recorrendo à sua capacidade telepática para comunicar com Carmen Ibanez.

No planeta Vermelho, Rico e a sua equipa conseguem destruir alguns canhões aracnídeos mas acabam por separar-se, quando são atacados por uma horda gigantesca de inimigos. Apesar da sua equipa o considerar morto em combate, o nosso herói prossegue com a sua missão, seguindo as diretrizes telepáticas de Jenkins, que utiliza uma projeção de Dizzy Flores para comunicar com Rico.

O terceiro e derradeiro acto de Traitor of Mars volta a reunir a equipa de Space Marines com o seu Coronel, numa batalha épica contra o inimigo. Na Terra, o General Carl Jenkins tenta frustar os planos da Sky Marshal Amy Snapp, tentando impedir a detonação da Q-Bomb.

Sem colocar spoilers sobre o final, posso adiantar que é satisfatório, mantendo em aberto a possibilidade de novas aventuras para Rico e a sua equipa, The Lost Patrol. Para concluir, quero destacar a fluidez da animação e o competente elenco de voze, que converte  Traitor of Mars numa experiência agradável, apesar de suportada numa narrativa bastante previsível.

Mediano
70%

Away T.1

Um dos projetos mais interessantes da Netflix narra as aventuras da missão Atlas, que irá colocar pela primeira vez a Humanidade no Planeta Marte. Apesar da premissa de ficção científica, Away é um drama, que se foca no isolamento da tripulação e respetivas famílias, assim como na desconfiança entre quatro cosmonautas de países distintos, com crenças e ideologias completamente opostas.

Os primeiros episódios, como seria de esperar, introduzem as personagens principais, com foco nas suas motivações e receios. O caminho seguido mostra pormenorizadamente a ansiedade dos familiares que permanecem na Terra, assim como o quotidiano da Atlas, que irá passar por muitas dificuldades ao longo da sua viagem até ao planeta vermelho.

Lentamente, vamos assistindo a mudanças drásticas em várias personagens e vamos conhecendo em pormenor a histórica da tripulação, o que cria um elevado nível de empatia. Aliás, diria que este é o ponto mais forte desta série, que lamentavelmente tem apenas uma temporada. Sem colocar spoilers, convido-vos a investir tempo em Away, que nos apresenta um princípio, meio e fim da missão até Marte.

Este é,  na minha opinião, um dos projetos mais competentes da Netflix, com um elenco de qualidade, em que se destaca Hillary Swank, Mark Ivanir e Josh Charles. Segundo consta, o elevado custo por episódio foi a justificação para o cancelamento da segunda temporada, que teria uma premissa muito interessante.

Fica no entanto a minha recomendação, sobretudo se procuram uma narrativa focada no medo do desconhecido e na forma como lidamos com o peso da responsabilidade e das expectativas criadas.

Life

Daniel Espinosa é o realizador deste filme de ficção científica, que nos apresenta a descoberta da primeira forma de vida em Marte. A acção decorre na Estação Espacial Internacional, onde vamos acompanhar a recolha da sonda proveniente do planeta vermelho e os primeiros testes ao organismo multi celular.

O entusiasmo a bordo é contagiante, sobretudo a partir do momento em que o organismo sai de hibernação e começa a demonstrar alguns indícios de inteligência. Este sentimento propaga-se ao Planeta Terra, que encara com optimismo a descoberta, sendo inclusivamente baptizado como Calvin.

Life conta com a participação de Ryan Reynolds, Jake Gyllenhaal, Rebecca Ferguson e Hiroyuki Sanada, conseguindo transmitir bem o sentimento de claustrofobia do espaço. Diria que existem algumas similaridades com Alien ou Gravity, embora não atinja o nível destes dois clássicos do género.

Escusado será dizer que o organismo vai evoluir e tentar aniquilar toda a tripulação, numa tentativa de sobreviver. Especula-se que a espécie de Calvin seja a razão pelo qual Marte não apresenta fauna ou flora e torna-se fundamental evitar que saia da Estação e inicie a colonização do Planeta Terra.

Confesso que este filme foi uma agradável surpresa e como tal, se são fãs de ficção científica, fica a minha recomendação.