Agents of S.H.I.E.L.D. T.3

Começo por salientar que esta é a minha temporada preferida da série, em muito pela adição dos inHumans à narrativa. Inicialmente, estava relutante, dado que Grant Ward se mantinha como vilão principal, pela segunda temporada consecutiva mas a realidade é que funcionou.

Hive foi uma extraordinária lufada de ar fresco, trazendo algo diferente e que faltou nas duas temporadas anteriores. Dito isto, nem tudo foi perfeito, sobretudo com as saídas que se verificaram (sem spoilers), que retiraram alguma dinâmica à equipa. Sinceramente, esta terceira temporada fica marcada por essas alterações, mas a realidade é que a acção melhorou substancialmente nos últimos dez episódios, terminando de forma satisfatória, embora com várias pontas soltas.

Digno de realce é a história que envolve Gideon Malick e Ward, a ascensão ao poder de Hive e a utilização de inHumans como Giyera, Lash e Lincoln ,que acabam por ter um papel importante no desfecho final.

Fico a aguardar com entusiasmo para saber qual o rumo que a quarta temporada vai seguir, nomeadamente para confirmar quem serão os vilões e se teremos novamente anti-heróis na narrativa. Gostaria imenso de ver o regresso de Elena Yo-Yo Rodriguez, assim como de Radcliffe, que se revelaram duas excelentes adições. Poderá Daisy ser a vilã da nova temporada? Quem é o novo Director da SHIELD? Continuaremos a ter inHumans na equipa?

Todas estas questões são pertinentes e terão respostas brevemente, com o regresso de Coulson e Companhia. Até lá, resta-nos esperar pacientemente. (Tic Tac, Tic Tac)

Doctor Strange

Benedict Cumberbatch foi o actor escolhido para representar o papel de Stephen Strange, um neuro-cirurgião famoso, que sofre um terrível acidente de viação e se vê impossibilitado de prosseguir a sua carreira médica. O filme está dividido em três actos fundamentais, mais concretamente a parte mítica, a história de Strange e por último, a batalha final em que são tomadas decisões que terão impacto evidente no resultado final.

Gostei bastante do início, em que ficamos a conhecer a arrogância e o cepticismo de Strange, que se vai dissipando à medida que começa a treinar com The Ancient One, uma poderosa feiticeira/guru/shaman, que consegue controlar o poder de determinadas dimensões. O filme está repleto de misticismo, ilusão e claro, ameaças constantes ao mundo como o conhecemos.

Sem entrar em grandes pormenores, o vilão é Kaecilius, um antigo aluno da Ancient One, que tenta recriar um ritual antigo, no sentido de abrir esta dimensão ao poder de Agamotto. Para tal, necessita de destruir os três Sanctums existentes na Terra, de forma a poder concluir essa missão. Quando tudo parece estar perdido, Strange acaba por entender a sua verdadeira vocação, deixando para trás o seu individualismo e aceitando o seu novo papel como Feiticeiro Supremo.

As cenas de acção são absolutamente soberbas, com destaque para a Dimensão dos Espelhos, bem complementadas por uma narrativa fluida e com alguns momentos cómicos. O elenco está repleto de bons actores, como tem sido apanágio da Marvel, o que acrescenta qualidade ao produto final. Gostei francamente do primeiro filme de Doctor Strange, que tem sequela confirmada. Há um equilíbrio entre enredo e acção, o que era fundamental num tipo de herói que luta essencialmente com magia e encantamentos.

Para terminar, recomendo apenas que aguardem pelos créditos finais, dado que existem duas cenas. Posso adiantar que uma está relacionada com Ragnarok e a outra com a sequela deste filme.

X-Men Apocalypse

Bryan Singer traz-nos a história de Apocalypse, o primeiro mutante da História e quiçá o mais poderoso de todos. Após um longo período em que esteve aprisionado nos destroços de uma pirâmide, En Sabah Nur desperta, iniciando a sua missão de purificar o Mundo, começando por o destruir.

Para o ajudar na tarefa, vai recrutar quatro aliados (Angel,  Magneto, Psylocke e Storm), amplificando os seus poderes, com o intuito de lhe garantirem a protecção necessária para levar os seus planos até ao fim. Do outro lado, temos o Professor Xavier, que conta com a ajuda de uma equipa de jovens X-Men (Mystique, Jean Grey, NightCrawler, Cyclops e Beast).

Gostei imenso da primeira metade do filme, que tem uma narrativa fluida e focada no desenvolvimento de personagens, ficando a acção para o segundo acto (coincidiu com o intervalo). É muito interessante assistir à transformação de Magneto, após a morte da sua família, assim como a mudança de perspectiva do Professor Xavier, após a batalha com Apocalypse. As cenas de acção estão muito bem conseguidas e claro, temos uma curta aparição de Wolverine, que dá sempre aquele toque extra de classe.

Sem colocar spoilers, fiquei agradado com quase todos os pormenores, excepção feita à batalha final, que me pareceu algo fraca, em comparação com resto do filme. Michael Fassbender, na minha opinião, é a grande figura em termos de interpretação, embora tenha gostado imenso da presença de McAvoy e o humor de Evan Peters.

No global, estamos perante mais um bom filme da Marvel, que fecha esta trilogia numa nota alta, ao contrário do original. Resta saber se teremos mais aventura desta nova “geração de actores”.

Recomendo que aguardem pelo fim dos créditos, dado que temos um teaser ao próximo filme de Wolverine, que deverá ter Nathaniel Essex como vilão.