Sleepy Hollow T.3

A narrativa inicia alguns meses após os eventos do final da segunda temporada, com Abbie a integrar o FBI e Crane a tentar obter a cidadania americana. Por entre alguns momentos cómicos, ficamos a saber que Pandora pretende libertar The Hidden One, um Deus antigo que pretende terminar com o Mundo como o conhecemos (inesperado, certo?).

A equipa é reforçada com a presença de Joe Corbin e Sophie Foster, que passam a fazer parte integrante desta batalha, que vai mudar por completo a dinâmica de Sleepy Hollow. Apesar das tentativas de ligar a narrativa com os eventos passados, a “história” de Betsy Ross é insuficiente para cativar a minha atenção. No que diz respeito aos vilões, gosto da presença de Pandora, embora o The Hidden One tenha ficado aquém das expectativas.

Existem muitos episódios soltos, sem grande relevância para a história, tornando esta terceira temporada fraca e sem grandes motivos de interesse. Confesso que em determinadas ocasiões fico com a sensação que os próprios argumentistas tiveram dificuldade em decidir o que fazer com algumas personagens.

Os últimos episódios melhoram substancialmente, embora discorde de várias decisões que foram tomadas. Está ainda por confirmar a quarta temporada mas caso venha a tornar-se realidade, temo que possa ser ainda inferior ao que foi apresentado nestes dezoito episódios.

Como tal, e em seguimento dos argumentos acima indicados, apenas recomendo esta temporada a quem efetivamente tem seguido a narrativa e as aventuras de Crane e Abbie.

Sleepy Hollow T.1

Ichabod Crane acorda em Sleepy Follow, duzentos e cinquenta anos após a sua morte, no campo de batalha, pelas mãos do Cavaleiro sem Cabeça. Torna-se evidente que a sua existência está de alguma forma ligada ao Cavaleiro, que reaparece igualmente causando morte e destruição à sua passagem.

Crane alia-se a Abbie Mills, uma tenente da Polícia Local, que procura vingar a morte do Xerife Corbin e evitar o Fim do Mundo como o conhecemos. O enredo está envolto em mistério, com bruxaria, magia e o sobrenatural como pano de fundo. Temos algumas interpretações curiosas da História Americana, com a maçonaria a assumir um papel preponderante.

O vilão principal é Molloch, um demónio que guarda o Purgatório, mantendo refém a esposa de Crane. O seu plano consiste em reanimar os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, garantindo dessa forma a sua libertação, com a transição para o Mundo dos Vivos.

A série tem um bom ritmo, com desenvolvimento de personagens e algum humor, sobretudo na adaptação de Crane ao século XXI. Existem algumas revelações no decorrer da segunda metade da primeira temporada, que dão uma nova vida à narrativa, tornando Sleepy Hollow numa experiência interessante e que recomendo.

Estou neste momento na segunda temporada, que está igualmente em bom nível e cujas opiniões estarão disponíveis em breve.