Murder Mystery 2

Quatro anos após os eventos do filme original, os Spitz estão de volta para investigar mais um caso mediático. O primeiro acto introduz a premissa narrativa, que assenta no casamento ostentoso de Vikram “The Maharajah” Govindan, na sua ilha privada.

Como seria expectável, o anfitrião é raptado, com o intuito de obter um resgate no valor de 70 milhões de dólares. À semelhança do primeiro filme, os Spitz são considerados suspeitos, assim como vários membros do núcleo mais próximo do Marajá, o que leva a uma investigação perigosa e repleta de humor.

A família de Vikram Govindan contrata Connor Miller, um ex-membro do MI6, responsável por criar o manual de negociação de reféns que é religiosamente seguido por Audrey Spitz. As personagens principais desta narrativa são hilariantes, com destaque para a noiva, Claudette Joubert, o sócio de Govindan, Francisco Perez,  um antigo jogador de futebol, a Condessa Sekou, a antiga noiva do Marajá, Saira, a irmã mais nova de Vikram e o Coronel Ulenga, responsável pela segurança Real.

A narrativa é francamente previsível e muito semelhante ao que ocorre no primeiro filme desta saga. No entanto, o humor e a química existente entre Adam Sandler e Jennifer Aniston convertem este filme numa boa opção para uma tarde de domingo.

Na minha opinião, estamos perante um projeto mediano, que cumpre a sua função de entretenimento e que tem a seu favor o facto de não se levar demasiado a sério.

Caso estejam interessados, o filme encontra-se disponível através do catálogo da Netflix.

Mediano
62%

How to get away with murder T.1

Annalise Keating é uma advogada implacável, que se acaba por envolver num misterioso caso de homicídio que envolve o seu próprio marido. Tudo começa na universidade, onde dá aulas de Direito, ensinando aos seus alunos a arte de moldar as leis às suas próprias necessidades, sempre com o intuito de ganhar os casos em tribunal.

Este tipo de séries não costuma fazer o meu género mas o elevado número de recomendações que recebi levaram-me a apostar e confesso que fiquei agradavelmente surpreendido. Viola Davis tem uma interpretação fantástica, com constantes alterações na narrativa e evolução das personagens. A parte mais interessante é sem dúvida a mudança radical nos comportamentos e decisões dos vários membros da equipa, no decorrer dos episódios. Preparem-se para mentira, traição, manipulação e quando menos esperarem serão surpreendidos com um twist verdadeiramente inesperado. Como quase sempre, vou evitar os spoilers, mas digamos que a temporada termina com a descoberta de quem foi o assassino mas deixa em aberto o verdadeiro responsável.

Se estão à procura de uma série que é politicamente incorrecta e nos apresenta a sociedade de uma forma sincera e dura, How to get away with murder é a escolha acertada. Se já conhecem, partilhem comigo a vossa opinião. Caso contrário, sigam a minha recomendação e divirtam-se com a série.