Star Trek T.3

A terceira temporada de Star Trek foi lançada em 1968 e, na minha opinião, é a claramente a mais competente da série original. Vamos continuar a acompanhar a missão de cinco anos da USS Enterprise, repleta de novas culturas e adversários dignos de respeito.

Persiste a clara influência da mitologia, com destaque para episódios como Elaan of Troyius ou Requiem for Methuselah, para citar os mais icónicos. A relação entre Kirk, Bones e Spock continua a evoluir, bem complementado por Sulu e Scotty, que ganham um papel mais relevante nesta derradeira temporada.

A série continua sem ter uma narrativa interligada, ao bom estilo da época, sendo clara a aposta no modelo “monster of the week”, que acaba por funcionar excepcionalmente bem. O mais curioso é que foi muito agradável revisitar a série original e constatar que envelheceu de forma positiva, como um bom vinho.

O último episódio, Turnabout Intruder, é um claro exemplo do que referi nos parágrafos anteriores, aliando uma narrativa de qualidade a elementos básicos de ficção científica. Star Trek é a primeira série do género que concilia personagens cativantes com mensagens subliminares sobre temas muito reais, que visam educar o público alvo.

Só posso recomendar que invistam tempo nesta série de culto, que marcou gerações e que merece toda a vossa atenção.

World´s Most Extraordinary Homes T.2

Carolyn Quentin e Piers Taylor estão de regresso, num formato ligeiramente diferente. Nesta temporada, cada episódio corresponde a um País distinto, cabendo a Portugal as honras do segundo episódio.

O critério de escolha continua a ser a arquitectura, aliada à paisagem circundante e o seu respetivo impacto ambiental. Preparem-se para conhecer locais remotos, com micro-climas específicos e que nos fazem pensar que vivemos em autênticas grutas pré-históricas.

Sou um fã desta dupla de anfitriões, que conseguem transmitir a sensação de conhecer algumas das residências mais peculiares e únicas do Mundo. Não se trata de ostentar luxos desnecessários mas sim focar a atenção nos pormenores que fazem toda a diferença no dia a dia, e claro, o conceito prático e por vezes minimalista que tanto aprecio.

Há algum tempo que ambiciono visitar a Islândia, Noruega e Nova Zelândia e esta série conseguiu aumentar ainda mais o desejo, fruto da incrível fotografia que a caracteriza ao longo destes oito episódios.

Recomendo vivamente que invistam tempo nesta fantástica série, que se encontra disponível no Netflix.

Godzilla: The Planet Eater

A terceira e última parte desta aventura retoma os eventos de City on the Edge of Battle, com a destruição total da cidade MechaGodzilla. Como seria de esperar, as três facções do Conselho estão em desacordo, o que aumenta a tensão a bordo da Aratrum, onde os Bilusaludo exigem que Haruo seja castigado pela suas acções.

No Planeta Terra, Metphies está a realizar o aproveitamento religioso da situação, tentando fazer de Haruo um mártir, na tentativa de ganhar novos seguidores para o Deus dos Exif. Os Houtua, mais concretamente Miana, descobre que os Exif comunicam telepaticamente, ficando a par do plano para trazer o Deus Ghidorah para a nossa dimensão.

Para complicar ainda mais a situação, tem início uma revolta na Aratrum, criando as condições ideais para que os sacerdotes Exif consigam o número de seguidores suficientes para iniciar o ritual que trará Ghidorah para este universo, dando início a uma série de eventos destrutivos e que colocarão em causa a existência da Humanidade.

Ghidorah manifesta-se através de uma singularidade e parece não ser afectado pelas leis da Física do nosso Universo. Os Exif acreditam que tudo tem um fim pré-definido, considerando um privilégio fazer parte desta cerimónia em que são consumidos pelo seu Deus, como uma dádiva ou sacrifício.

E assim tem início uma batalha titânica entre as duas criaturas, com clara desvantagem para Godzilla, face à incapacidade de ferir a existência intangível de Ghidorah neste Universo. Vou, uma vez mais, evitar os spoilers, salientando apenas que Haruo, com a preciosa ajuda de Mothra e Dr Martin, vai encontrar forma de equilibrar a balança, devolvendo o Deus dos Exif à sua dimensão.

O final desta aventura está longe de ser um cliché, o que me agradou, embora esteja carregado de simbolismo. O diálogo final de Metphies dá a entender que Haruo é fundamental para o regresso futuro de Ghidorah à nossa dimensão, o que justifica o final de Planet Eater.

Nos derradeiros minutos finais, ficamos a saber que Maina está grávida de Haruo e que o Dr Martin consegue reparar Vulture, o único Mech que sobreviveu da cidade MechaGodzilla. Há uma cena pós-créditos que partilha um ritual futuro, em honra de Haruo e que simboliza o eliminar de medos e receios.

No global, este anime está bem conseguido, embora tenha seguido um caminho repleto de simbolismo, em que a religião e o comportamento humano são pilares fundamentais. Acredito que não seja bem recebido pela maioria, mas sugiro que invistam tempo nesta trilogia da Toho Animation.