The Dragon Prince T.1

Xadia é um continente rico em magia, localizado em 6 elementos específicos: Lua, Céu, Sol, Terra, Água e Estrelas. Há setecentos anos atrás, um conflito entre dragões, elfos e humanos, resulta na divisão do continente em duas partes. Os humanos optam por utilizar magia negra e o Rei Harrow, de Katolis, com a ajuda do seu mago, Lord Viren, assassinam o dragão Avizandum e destroem o seu ovo, garantindo o fim da linhagem.

A narrativa desta primeira temporada foca-se nos Moonshadow Elf, que são incumbidos de assassinar o Rei humano e o seu filho, como retaliação pela morte de Avizandum. Esta raça atinge o apogeu dos seu poderes em noites de lua cheia, o que inviabiliza qualquer hipótese de defesa por parte das forças de Katolis.

Kayla é uma jovem e inexperiente elfa, que entra no palácio e depara-se com os príncipes Callum e Ezran. Durante uma perseguição, o trio encontra o ovo de Avizandum, que se encontra na posse de Lord Viren. É nesta altura que resolvem unir esforços e devolver o ovo a Xadia, garantindo o fim do conflito.

Esta primeira temporada é muito interessante, introduzindo as várias fações e as respectivas agendas ocultas. A demanda dos três jovens vai ser dura e repleta de perigos, garantindo o desenvolvimento das personagens e lançando uma nova premissa, com o nascimento de Azymondias. Paralelamente, a missão vai ser ameaçada por Claudia e Soren, que a pedido de Lord Viren, são instruídos para localizar e eliminar o trio de heróis e impedir as tréguas no continente.

Badland Hunters

Nas últimas semanas tenho apostado no cinema coreano para o meu entretenimento cinematográfico. A escolha de hoje recaiu num cenário pós apocalíptico, numa zona adjacente de Seoul. Após um sismo de magnitude elevada, a grande maioria das cidades ficam reduzidas a escombros. A população local tem de aprender a viver com uma seca intensa e a consequente luta pela sobrevivência, em que impera a lei do mais forte.

A narrativa avança cinco anos e somos introduzidos a Nam-Sam, a personagem principal desta aventura, que tem como missão resgatar a jovem Han Su-na, que foi capturada pelas forças do Dr. Gi-su. A narrativa é simples e bastante previsível, apostando em muita ação e alguns momentos cómicos, sobretudo no primeiro acto. Paralelamente, somos confrontados com o plano plano maquiavélico do vilão, que procura uma forma de garantir a sobrevivência a humanidade, através de experiências me´dicas altamente questionáveis.

No que diz respeito ao elenco, destaque para a presença de Ma Dong-seok e An Ji-hye. que cumprem de forma competente as cenas de luta. A realização fica a cargo de Heo Myung-haeng, que é profundamente inspirado pelo género de artes marciais, garantindo um ritmo frenético que garante entretenimento.

Caso procurem o típico “filme pipoca”, esta é uma escolha fiável, garantindo 107 minutos de diversão. Este título encontra-se disponível em território nacional através da Netflix.

Mediano
62%

The Witcher T.3

O nosso trio de heróis abandonam Kaer Morhen mas continuam a ser perseguidos por caçadores de recompensas, ávidos de capturar Ciri. Eventualmente, acabam por ser confrontados por Rience, o que origina uma mudança de estratégia por parte de Geralt e Yennefer.

Esta temporada é a última a contar com Henry Cavill,  e, no global, é a menos consistente em termos de narrativa.  O Rei Vizimir continua a ser manipulado por Dijkstra e Philippa Eilhart e a Redania continua a apostar no regresso de Ciri como trunfo para vencer a Guerra que assola o Continente. Adicionalmente, temos o regresso de Fringilla e Cahir, que pretendem voltar a ganhar a confiança do Imperador Emhyr.

No entanto, diria que o momento mais marcante desta temporada é o conclave da Brotherhood of Sorcerers, que decorre em Aretuza e visa unir todos os membros e reforçar a posição do Norte, face à ameaça de Nilfgaard. É durante este evento que a narrativa sofre uma nova mudança radical, com uma batalha sangrenta e uma traição improvável, que terá repercussões profundas no rumo do conflito. Geralt encontra-se gravemente ferido e Ciri é transportada para o deserto de Korath, onde será colocada à prova pelo terreno e as alucinações de Falka.

No derradeiro episódio, os eventos de Thanedd Coup vão resultar em mais uma baixa importante e na Redania vamos assistir a uma nova mudança radical de poder. Por último, Jaskier e Geralt, com a ajuda de Milva, partem na direção de Nilfgaard, com o objectivo de resgatar Ciri. Na derradeira cena, a verdadeira Ciri é resgatada pelos Rats, um grupo de mercenários e introduz-se como Falka, o que deixa por confirmar se a sua aventura no deserto terá contribuído para uma mudança radical na sua conduta moral.

Existem muitas incógnitas nesta temporada. Diria que os melhores episódios são aqueles em que o nosso trio de heróis está reunido, dado que combinam ação com progressão narrativa. Dito isto, os monólitos e a Wild Hunt são vagamente explorados nestes oito episódios, o que em certos momentos, se torna bastante monótono. O impasse inerente a Ciri é interessante mas estou céptico, sobretudo pela saída de Cavill, que na minha opinião, é a alma desta série.