The Killer

Baseado na novela gráfica francesa de Alexis Nolent, vamos ter a história de um assassino profissional que falha uma missão, convertendo-se num alvo a abater. David Fincher é o realizador deste projecto, que me surpreendeu pela positiva e de forma inesperada.

A narrativa está dividida em seis capítulos, algo que Quentin Tarantino popularizou e que se converteu numa norma de Hollywood nos dias que correm. Começamos por conhecer o método do assassino, que é apenas identificado como The Killer e vamos progredindo na narrativa, dando início á sua vingança e culminando com o diálogo em pessoa com o responsável pela ordem.

Diria que existe alguma inspiração em clássicos como Leon ou Kill Bill, embora seja importante destacar a performance de Michael Fassbender, que incarna com mestria a frieza e a obsessão compulsiva pelo detalhe. Existem vários momentos de ação frenéticos, sempre bem complementados com uma descrição pausada e que confere um tom descritivo que é refrescante neste tipo de filmes. Diria até que, em certos momentos, fico a sensação de desfolhar as páginas da novela gráfica enquanto lemos o que o narrador entende ser relevante para descrever as ilustrações.

O elenco conta com Arliss Howard, Charles Parnell, Sala Baker, Sophie Charlotte e Tilda Swinton nos papéis secundários e obtém o selo de qualidade do Portal Pessoal. Se procuram algo diferente, fica a sugestão para um filme que vai ser pouco falado mas que tem potencial para se converter num clássico do género.

Mediano
74%

Tiger & Bunny T.2 – Part 2

O desfecho desta temporada coloca os nossos heróis numa situação complexa, em resultado do plano maquiavélico da Ouroboros. A improvável parceria com Gregory Sunshine muda radicalmente a percepção da população para com os super-heróis.

Essencialmente, a organização tem a capacidade de “enlouquecer temporariamente” os NEXT, que perdem o controlo das suas ações e entram numa espiral de destruição. Após um ataque no estabelecimento prisional de Sternbild, os super-heróis são proibidos de intervir, o que deixa as forças policiais numa luta desnivelada, em que a derrota é uma garantia.

Sigourney Rosicky é a responsável por este plano, que tem uma motivação específica, que será partilhada nos derradeiros episódios. O instinto protector dos heróis leva-os a quebrar a proibição, sendo fundamental o apoio de Agnes Joubert, a responsável pela Hero TV.

Seguem-se batalhas épicas, bem ao estilo nipónico, que terá em L. L. Audun o seu expoente máximo. Como não poderia deixar de ser, algumas personagens terão nesta segunda parte o seu arco de redenção, auxiliando Tiger e Bunny na derradeira batalha.

Como é apanágio, vou evitar os spoilers mas destaco o arco narrativo de Lunatic, assim como a relação entre as diversas parelhas de heróis, que será fulcral para o desfecho final. A derradeira cena introduz um final para esta série, embora existam rumores da possibilidade de uma terceira temporada, algo que seria interessante face aos eventos que presenciamos no último episódio.

Scouts Guide to the Zombie Apocalypse

Ocasionalmente, gosto de investir tempo em filmes que garantem diversão pura. Neste caso, temos uma combinação invulgar de escuteiros e zombies, que decorre numa pacata cidade americana. O primeiro acto introduz as personagens principais e a forma como a população é exposta ao vírus.

Os escuteiros são Ben, Carter e Augie, três jovens que fazem parte do agrupamento local e que planeiam uma cerimónia nos bosques para receber o emblema de condor. Escusado será dizer que os planos não correm como esperado, resultando num ataque por parte do escuteiro mor Rogers, que se converte numa personagem icônica ao longo do filme.

Há muita ação e cenas francamente hilariantes, que convertem Scouts Guide to the Zombie Apocalypse numa experiência agradável. A narrativa, conforme expectável, é previsível e foca-se nas estratégias que os jovens encontram para salvar a irmã de Carter, que se encontra numa festa secreta de final de ano lectivo.

Dito isto, não esperem algo memorável ou que tenha grande valor em termos de visionamento futuro. O próprio filme não se leva a sério e incorpora vários clichés do género, concluindo num final previsível e que não acrescenta nada de novo. No entanto, se procuram entretenimento, esta é uma escolha segura e que vai certamente arrancar-vos algumas gargalhadas.

Mediano
65%