Spider-Man

Esta série é um reboot de Ultimate Spider-Man e narra as aventuras de Peter Parker, que é aceite na Horizon High, uma escola para jovens com talentos científicos. Contem com a habitual relação com Harry Osborn, assim como o aparecimento de grande parte dos vilões clássicos, com destaque para Doctor Octopus, Hammerhead, Kraven, Venom, Vulture, Scorpion, Sandman, Rhino e Green Goblin.

Max Modell, o criador da Horizon High, converte-se no mentor de Peter, que tem dificuldade em equilibrar a sua vida pessoal com a identidade secreta e que, inevitavelmente, irá ter repercussões severas na narrativa que vamos acompanhando.

A primeira temporada é focada maioritariamente em Doc Ock, com o soberbo arco narrativo associado a Spider Island, em que grande parte de Nova Iorque adquire os poderes do nosso super-herói. Miles Morales converte-se igualmente no aprendiz de Parker, que passa a contar com a ajuda de Spider Gwen e Spider-Girl.  E claro, tenho de mencionar a presença de Felicia Hardy, aka Black Cat.

A segunda temporada é claramente a minha favorita, que se baseia na obra de Dan Slott, apresentado-nos Superior Spider-Man, uma “versão alternativa” de Peter Parker. Existem episódios soberbos, que envolvem Miss Marvel, Iron Man e The Hulk mas o grande destaque vai para a Goblin War, que fecha esta temporada de forma absolutamente épica.

Se procuram uma série de animação que capte a essência de Spider-Man e Peter Parker , esta é uma escolha sólida. Os valores que vão sendo partilhados ao longo dos 51 episódios assentam na amizade, família, confiança e crescimento, o que faz todo o sentido para esta personagem icónica da Marvel.

Spider-Man: Far From Home

A narrativa de Far From Home decorre imediatamente após os eventos de Endgame e revela-nos um Peter Parker focado em ter uma vida pessoal, exprimindo os seus sentimentos por MJ. Este filme marca igualmente o final da terceira fase da Marvel (há um easter egg fantástico num dos cartazes, numa das cenas finais), fazendo uma breve homenagem a Iron Man e Capitão América, com um pouco de humor à mistura.

Peter vai numa viagem de Verão com a tua turma e tenta desesperadamente deixar a sua faceta de super-herói para trás. No entanto, umas estranhas criaturas, denominadas Elementals, vão surgir de um universo paralelo, colocando a Terra em perigo. É nessa altura que surge um novo herói (Quentin Beck, ala Mysterio), igualmente proveniente desse universo, que tenta evitar que o nosso planeta tenha o mesmo destino da sua dimensão.

Mysterio e Peter, agora conhecido por Night Monkey (sem spoilers) vão combater estes poderosos adversários, que utilizam os 4 elementos para aumentar o seu poder. O humor é uma constante ao longo do filme, que consegue igualmente combinar cenas épicas de ação e lançar algumas ideias para o que poderemos ver no futuro.

Não me vou alongar muito em termos de narrativa, que apesar de previsível, consegue cativar a atenção. Sugiro que fiquem para as duas cenas pós créditos finais, que são muito interessantes. No que diz respeito ao filme, vou dar uma nota positiva, dado que Tom Holland consegue encarnar quase na perfeição a personagem de Parker e Spider-Man.

Bom
76%

Spider-Man 2

Toby Mcguire está de volta assim como o Spiderman. Este segundo filme apresenta-nos um novo vilão: Dr. Octopus que irá atormentar e levar ao limite o nosso valente herói. Os efeitos especiais levam nota alta assim como a banda sonora, contudo Spider-Man 2 é um filme monótono, aborrecido e demasiado “lamechas”.

Para além disso, excede por vezes os limites do aceitável no que se refere aos dilemas pessoais de Peter Parker. Outra das críticas dos “fundamentalistas” da BD é o facto de a história ter sido muito alterada nesta adaptação cinematográfica. Destaque pela positiva para a luta épica que ocorre no metro.

Pesando os prós e os contras aconselho-vos outros filmes mas, para quem é fã e gosta de efeitos especiais esta é realmente uma obra cinematográfica a não perder.